Três integrantes da torcida organizada Máfia Azul foram condenados pelo Tribunal do Júri, no Fórum Lafayette, em Belo Horizonte, na noite desta quarta-feira (29/7), pelo homicídio de um integrante da Galoucura, do Atlético.
O crime aconteceu em Belo Horizonte, em novembro de 2021, quando um ônibus da linha 6350 do Move, com passageiros comuns e torcedores atleticanos, foi atacado por cruzeirenses. A primeira rodada de condenações aconteceu em maio de 2023 (leia mais abaixo).
Riquelme Enderson Ribeiro da Silva foi condenado a 48 anos e seis meses de prisão. Luiz Gustavo da Silva Veloso e Pedro Henrique Coimbra Braga foram sentenciados a 24 e 20 anos de prisão, respectivamente.
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"No dia 28 de novembro de 2021, por volta das 20 horas, na rua Desembargador Reis Alves, Bairro Novo das Indústrias, os (então) denunciados, em unidade de desígnios e divisão de tarefas, em companhia de outros indivíduos não identificados, produziram a morte de Mateus de Freitas Ferreira", narra a denúncia apresentada à Justiça pelo Ministério Público. Outras nove pessoas ficaram feridas.
Os torcedores que estavam no ônibus voltavam do Mineirão, da partida contra o Fluminense, pelo Campeonato Brasileiro. O coletivo passava pelo Anel Rodoviário quando homens ligados à Máfia Azul, torcida organizada do Cruzeiro, forçaram a parada do veículo. Pedras, rojões e bombas do tipo coquetel molotov foram arremessados, segundo a polícia. O fogo causado pelos artefatos provocou ferimentos em passageiros.
Mateus de Freitas Ferreira, de 20 anos, integrante da Galoucura, foi um dos feridos e morreu no hospital. Segundo o Ministério Público, ele foi alvo de "atos agressivos diversos".
O sexto e último réu, Samuel Paixão de Souza, aguarda em liberdade e será julgado pelo Tribunal do Júri. A data ainda será marcada.
Condenações em 2023
Condenado a 61 anos e oito meses de prisão, Gustavo Luiz da Silva recebeu sentença de 19 anos pelo crime de homicídio e mais cinco anos e quatro meses para cada uma das oito tentativas de assassinato. A sentença foi aplicada em maio de 2023.
À época, naquela mesma sessão do Tribunal do Júri, outro réu, Walker Marcelino Gouveia Lopes, foi sentenciado a 56 anos e quatro meses de prisão. Parte da condenação, 19 anos, refere-se ao assassinato. O restante aplica-se a sete tentativas de homicídio.
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Segundo informado nesta quarta-feira pelo Fórum Lafayette à reportagem, apesar de recursos interpostos pelas defesas, as sentenças de Gustavo Luiz e Walker Marcelino foram mantidas.
