Um grupo de moradores do Bairro Buritis, na Região Oeste de Belo Horizonte, compartilhou um comunicado alertando sobre os cuidados na contratação de diaristas. A mensagem foi divulgada horas depois da repercussão das investigações, nessa terça-feira (14/7), quando a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) detalhou novos desdobramentos do caso do assassinato de um casal de idosos no Bairro São Pedro, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte, em 29 de junho.
Durante a coletiva, a PCMG informou que a investigada já teria feito outras vítimas utilizando o mesmo modo de agir. Entre elas estaria uma moradora do Buritis, que relatou ter contratado a diarista após receber recomendações em um grupo de moradores do bairro. Segundo a mulher, ela acredita ter sido dopada e teve joias e outros objetos furtados.
No comunicado, os administradores do grupo orientam os moradores a não confiarem apenas em indicações feitas por aplicativos de mensagens ou redes sociais. "Cuidado: nem toda indicação em grupo é garantia de segurança."
A mensagem recomenda confirmar referências recentes, conversar com clientes anteriores, solicitar documentos de identificação do profissional, evitar deixar pessoas desconhecidas sozinhas na residência nas primeiras visitas e redobrar os cuidados com objetos de valor. "Fica o alerta para toda a comunidade. Informação, cautela e prevenção continuam sendo as melhores formas de evitar prejuízos”, termina o comunicado.
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Outros casos
Cinco dias antes do latrocínio do casal de idosos no Bairro São Pedro, a nutricionista Rafaella Parreiras, de 28 anos, afirma ter sido dopada e furtada pela mesma diarista investigada pela Polícia Civil. O caso ocorreu em 25 de junho, no Bairro Buritis, também na Região Oeste de Belo Horizonte.
Nessa segunda-feira (13/7), com a conclusão do inquérito sobre as mortes de Cláudio Atala, de 75 anos e Maria Clotilde Atala Inácio, de 76, a corporação informou que a assassina confessa, Paola Stéfany Neto Cirino, de 30 anos, fez pelo menos outras quatro vítimas agindo da mesma maneira.
Uma delas foi Raphaella Parreiras. Ela conta que precisou contratar uma diarista freelancer porque a profissional que costuma trabalhar na casa dela teve um problema pessoal. "Eu tinha um compromisso pessoal na mesma semana e precisava que uma pessoa me auxilia-se. Aí peguei essa indicação no grupo do Bairro Buritis, que é um grupo muito grande que sempre pego algumas indicações", contou.
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Ao analisar as sugestões, o nome da diarista chamou a atenção de Rafaella por ter diferentes indicações ao longo dos últimos anos. "Eram depoimentos falando que ela já estava trabalhando na casa das pessoas há um ano e que ela fazia um bom serviço. Aí entrei em contato com ela."
