A defesa do ex-servidor do Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (Cefet-MG), Pedro Henrique Dias de Sousa, se manifestou nesta terça-feira (7/7) sobre a demissão dele por suspeita de desviar cerca de R$ 1,2 milhão da instituição de ensino. Os advogados afirmaram que vão questionar as conclusões do processo administrativo disciplinar (PAD), repudiaram qualquer pré-julgamento e disseram confiar que os fatos serão esclarecidos durante as investigações conduzidas pelos órgãos competentes.

Em nota, o escritório Andrade & Collio Advogados, que representa Pedro, disse que acompanha o caso "com seriedade" e que já está adotando todas as medidas jurídicas cabíveis tanto no processo administrativo que tramitou no Cefet-MG quanto no inquérito instaurado pela Polícia Federal (PF).

Ainda segundo a defesa, "as conclusões extraídas no âmbito administrativo serão analisadas e questionadas pelas medidas jurídicas cabíveis, especialmente quanto à correta interpretação dos fatos, das provas e das declarações atribuídas a nosso constituinte."

Os advogados também afirmaram que a imagem e a dignidade de Pedro devem ser preservadas e criticaram qualquer tentativa de pré-julgamento ou de exposição desnecessária. A defesa acrescentou que ele continuará colaborando com as autoridades e confia que o caso será esclarecido com respeito ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa.

Relembre o caso

Pedro Henrique Dias de Sousa, que ocupava o cargo de assistente de administração e trabalhava no Cefet-MG desde 2014, foi demitido após a conclusão de um PAD, que apontou a prática de improbidade administrativa.

De acordo com a instituição, ele confessou ter desviado cerca de R$ 1,2 milhão entre 2021 e 2025. As irregularidades foram descobertas durante auditorias internas. Após os primeiros indícios, o servidor foi afastado das funções e o caso foi comunicado à Corregedoria, à PF e ao Ministério Público Federal (MPF).

Ainda conforme o Cefet-MG, durante o processo administrativo, Pedro Henrique Dias de Sousa afirmou que agiu sozinho e utilizou as atribuições do cargo de confiança que ocupava para cometer as irregularidades. A instituição informou ainda que está adotando medidas para tentar recuperar os valores desviados e reforçou os mecanismos de controle interno para evitar novos casos.

A reportagem procurou a PF e o MPF para obter informações sobre o caso, e ambos os órgãos informaram que não comentam investigações em andamento.

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*Estagiária sob supervisão da subeditora Regina Werneck

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