Lucy, uma das ancestrais humanas mais conhecidas da história da ciência, será um dos destaques da exposição “O fenômeno humano: o caminhar da humanidade”, a ser inaugurada nesta quarta-feira (17/6) no Museu de Ciências Naturais PUC Minas. Considerada pela instituição como a maior exposição sobre evolução humana já apresentada no Brasil, a mostra reúne mais de 300 peças e apresenta reconstruções do fóssil descoberto na África que ajudou pesquisadores a entenderem como os primeiros hominídeos passaram a andar sobre duas pernas.

Encontrada na Etiópia em 1974, Lucy pertence à espécie Australopithecus afarensis e viveu há cerca de 3,2 milhões de anos. A descoberta revolucionou os estudos sobre a evolução humana ao apresentar evidências importantes de que ancestrais humanos já caminhavam sobre duas pernas muito antes do surgimento do Homo sapiens, tornando-se um marco da paleoantropologia mundial.

Na nova exposição, Lucy aparece em três versões diferentes. O público poderá observar o fóssil reproduzido na posição original em que foi encontrada, o esqueleto montado em pé e uma reconstrução artística que mostra como ela poderia ter sido em vida.

A primeira reproduz fragmentos do seu crânio e da sua mandíbula, que ainda preservava alguns dentes, da mesma forma que foi encontrado. A segunda apresenta uma versão dela completamente montada em pé, chamada pelos cientistas de renaturalização. Já a terceira é uma reconstrução artística desenvolvida para mostrar como ela poderia ter sido em vida.

Segundo o diretor do museu, professor Henrique Paprocki, a ideia foi fugir do modelo tradicional de exposição estática e criar uma experiência mais próxima e envolvente para os visitantes. “As pessoas vão ser capazes de olhar nos olhos da Lucy e de mais cinco renaturalizados (processo de restauração). Eles aparecem em movimento, olhando para trás, quase como se estivesse reagindo a alguma coisa no ambiente. Queríamos trazer vida para essas espécies e aproximar o visitante da nossa própria história”, afirmou.

Ao longo da exposição 'O fenômeno humano: o caminhar da humanidade', os visitantes encontrarão mais de 300 peças que ajudam a reconstruir a trajetória evolutiva da espécie humana Leandro Couri/EM/D.A. Press
Ao longo da exposição 'O fenômeno humano: o caminhar da humanidade', os visitantes encontrarão mais de 300 peças que ajudam a reconstruir a trajetória evolutiva da espécie humana Leandro Couri/EM/D.A. Press
Ao longo da exposição 'O fenômeno humano: o caminhar da humanidade', os visitantes encontrarão mais de 300 peças que ajudam a reconstruir a trajetória evolutiva da espécie humana Leandro Couri/EM/D.A. Press
Classificada como uma exposição de longa duração, 'O fenômeno humano: o caminhar da humanidade' não tem previsão para ser desmontada Leandro Couri/EM/D.A. Press
Classificada como uma exposição de longa duração, 'O fenômeno humano: o caminhar da humanidade' não tem previsão para ser desmontada Leandro Couri/EM/D.A. Press
Nova exposição da PUC Minas percorre a evolução da humanidade Leandro Couri/EM/D.A. Press
Museu PUC Minas inaugura exposição que percorre a evolução humana Leandro Couri/EM/D.A. Press
Nova mostra apresenta milhões de anos da história da humanidade, de ancestrais africanos ao povo de Lagoa Santa, na Grande BH Leandro Couri/EM/D.A. Press
Classificada como uma exposição de longa duração, 'O fenômeno humano: o caminhar da humanidade' não tem previsão para ser desmontada Leandro Couri/EM/D.A. Press
Classificada como uma exposição de longa duração, 'O fenômeno humano: o caminhar da humanidade' não tem previsão para ser desmontada Leandro Couri/EM/D.A. Press
Entender como a humanidade surgiu, evoluiu e chegou às Américas é a proposta da exposição Leandro Couri/EM/D.A. Press
A exposição conta com 25 vitrines e mais de 300 peças Leandro Couri/EM/D.A. Press
Com mais de 300 peças, mostra apresenta milhões de anos da história da humanidade, de ancestrais africanos ao povo de Lagoa Santa, na Grande BH Leandro Couri/EM/D.A. Press

Além de Lucy, a exposição reúne fósseis, esqueletos e reconstruções de outros ancestrais humanos. “O público vai encontrar a maior exposição sobre evolução humana já apresentada aqui no Brasil. São 25 vitrines, mais de 300 peças, que vão desde os fósseis mais antigos, mais primitivos, até as espécies mais recentes, proximamente relacionadas a nós, como os neandertais”, destacou Paprocki.

A partir de quinta-feira (18/6), a exposição no segundo andar do prédio estará aberta ao público. O Museu de Ciências Naturais PUC Minas funciona de terça-feira a sábado, das 9h às 17h. Os ingressos custam R$ 20 a inteira e R$ 10 a meia-entrada, com valores diferenciados para visitas combinadas com o planetário, que podem ser adquiridos tanto no site quanto na bilheteria no local.

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A exposição será uma mostra de longa duração e não há previsão para sua desmontagem. Pelo contrário: os planos do museu incluem futuras ampliações que deverão incorporar aspectos da evolução cultural humana, como agricultura, escrita e desenvolvimento das ferramentas.

Para Paprocki, o principal objetivo da exposição é despertar curiosidade científica e aproximar o público da própria história humana. “Eu convido todo mundo para vir conhecer a exposição, olhar para a nossa própria trajetória e entender que fazemos parte da natureza e da história desse planeta. É uma experiência feita para encantar, ensinar e aproximar as pessoas da ciência”, concluiu.

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Serviço

  • Exposição: O fenômeno humano: o caminhar da humanidade
  • Local: Museu de Ciências Naturais PUC Minas | Rua Dom José Gaspar, 290 - Coração Eucarístico
  • Inauguração: 17 de junho, quarta-feira
  • Abertura ao público: 18 de junho, quinta-feira
  • Dias e horários de funcionamento: das terça-feira aos sábados, das 9h às 17h
  • Ingressos: A partir de R$ 10 até R$ 32
  • Onde comprar? museu.pucminas.br ou na bilheteria no local

*Estagiária sob supervisão da subeditora Regina Werneck

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