ASTRONOMIA

MG: conjunção entre Lua e Vênus forma espetáculo no céu

Corpos celestiais são vistos aparentemente alinhados na noite desta quarta-feira (17/6) em Minas Gerais

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(Com Agência Brasil) Um fenômeno astronômico pode ser visto de diversos municípios mineiros, inclusive os da Região Metropolitana de Belo Horizonte, e também de outras partes do país, na noite desta quarta-feira (17/6). É a conjunção entre a Lua e Vênus, que deixa os dois corpos celestiais aparentemente alinhados.

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As boas condições meteorológicas, que mantiveram o céu claro, permitem que os fenômenos seja apreciado a olho nu.  Além da Lua e de Vênus, os planetas Mercúrio e Júpiter também integram a conjunção e aparentam estar todos próximos, embora, nesse caso, a visualização seja mais difícil. 

O astrônomo e diretor do Observatório do Valongo, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Thiago Gonçalves, explica que planetas, ao contrário de estrelas, não cintilam, ou não piscam. "À primeira vista, o planeta vai quase sempre parecer uma estrela muito brilhante", orienta o astrônomo.

"A particularidade dos planetas é que eles não cintilam. Eles estão mais próximos da gente. A cintilação acontece por conta de um efeito atmosférico. É a luz atravessando a atmosfera que faz com que pareça que as estrelas piscam um pouquinho. Mas, como os planetas estão mais próximos da gente, eles não cintilam", complementa. 

Conjunção entre Lua e Vênus vista no céu de Belo Horizonte
Fenômeno astronômico pode ser visto de diferentes regiões do país Ramon Lisboa/EM/D.A.Press

Conjunção de planetas

De acordo com o Observatório Nacional, embora o termo alinhamento planetário seja o mais usado, ele não descreve exatamente o fenômeno observado. Quando os planetas estão aparentemente próximos no céu, o correto é dizer que estão em "conjunção".

Há vários tipos de conjunção, sendo a mais comum a conjunção em ascensão reta, explica o Observatório. Além disso, os planetas não formam exatamente uma linha, mas sim um arco no céu quando observados da Terra.

"O que acontece na prática é que, como todos eles estão mais ou menos na mesma direção, a gente consegue ver todos eles no céu ao mesmo tempo, supostamente. Isso quer dizer que em um dado momento da noite, você poderia, teoricamente, olhar para o céu e ver todos os planetas", ressalta Gonçalves.

O especialista explica que usa o termo teoricamente porque na prática, isso não ocorre. É preciso que haja condições atmosféricas ideais para que todos possam ser avistados, mesmo com equipamentos astronômicos.

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Apesar de curioso, o fenômeno não é propriamente raro. Em 2025, por exemplo, diferentes conjunções de planetas puderam ser observadas. 

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