A morte de Bárbara Laura Souza Félix, de 27 anos, é a terceira registrada no Instituto Mineiro de Obesidade (IMO) em cinco anos. A jovem morreu na terça-feira (26/5), após complicações decorrentes de uma lipoaspiração nas regiões abdominal e dorsal, seguida de lipoenxertia nos glúteos.
Em abril de 2023, a técnica de enfermagem Gleyciane Alves Maciel Brito, de 38 anos, morreu após complicações de uma abdominoplastia e uma lipoaspiração realizadas pelo médico-cirurgião Lucas Mendes no mesmo local.
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À reportagem, a empresária Escarlete Vilete, de 31 anos, relatou que também passou por procedimento nas dependências do IMO e, por sorte, saiu com vida. Ela realizou uma lipoenxertia glútea em janeiro do ano passado. “Tive uma intercorrência, acordei no meio da cirurgia e solicitei mais anestesia. Depois, fui levando essa situação por um ano, com o médico que me garantia solução para o meu problema”, relembrou.
Ela relatou que sofreu queimaduras secundárias à lipoenxertia na região das costas, próximo à cintura. “Essas queimaduras foram analisadas por outro médico e são cicatrizes irreversíveis. Posso fazer agora alguns tratamentos paliativos, mas essas marcas sempre vão me acompanhar”, desabafou. Escarlete ainda falou dos traumas psicológicos que ficaram. “São marcas que ficaram não só no meu corpo, mas também na minha autoestima, na minha alma”, concluiu.
O que diz o hospital?
Questionado sobre as perdas, o IMO afirmou que "nosso índice de complicações é muito baixo" e que "as mesmas intercorrências acontecem em outros hospitais, em proporções muito maiores e não têm a mesma atenção. Os baixos índices de complicações que o hospital tem são frutos de um trabalho sério e constante."
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O Instituto pontuou que é "importante contextualizar este caso (a morte de Bárbara), também, a partir dos indicadores assistenciais do hospital. Quando comparados aos dados médios de serviços semelhantes, nossos índices de complicações são historicamente baixos, o que demonstra o rigor dos protocolos adotados pela instituição".
Ainda segundo o hospital, "a hipótese preliminar é compatível com embolia gordurosa, ainda pendente de confirmação pelo laudo oficial do Instituto Médico Legal (IML). Trata-se de uma complicação grave e inerente a procedimentos como a lipoescultura, podendo ocorrer independentemente da capacitação do cirurgião ou da estrutura hospitalar onde o procedimento é realizado".
A instituição também declarou que "todos os cuidados pré-operatórios, intraoperatórios e assistenciais foram adotados, mas infelizmente existem riscos inerentes a qualquer procedimento cirúrgico, mesmo quando conduzido dentro dos melhores padrões técnicos".
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Por outro lado, o IMO ponderou que "nada reduz a gravidade da perda. Nós nos solidarizamos profundamente com a família da paciente neste momento de dor e estamos prestando todo o suporte necessário, com transparência e respeito".
