Um jovem de 23 anos, suspeito de matar o menino Brenner Antony da Silva, de 4 anos, em Frutal, no Triângulo Mineiro, foi indiciado pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) por homicídio qualificado, com agravantes de motivo fútil, meio cruel e impossibilidade de defesa da vítima.
A criança morreu pouco tempo depois de dar entrada no Hospital Municipal Frei Gabriel, na noite de 10 de maio. Ela foi agredida dentro de sua própria residência no Bairro Vila Esperança. O suspeito, que foi preso no dia seguinte ao crime, teria confessado o delito à polícia. Ele está detido no presídio de Frutal.
A PCMG divulgou que o inquérito concluído foi encaminhado na última sexta-feira (22/5) ao Poder Judiciário para as providências legais.
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As investigações da PC de Frutal apontaram que o suspeito invadiu o imóvel armado com uma faca e uma ripa de madeira. Durante a ação, a mãe do menino também teria sido agredida e amarrada aos fundos da residência deles.
Também consta no inquérito policial que a criança, diagnosticada com Transtorno do Espectro Autista (TEA), entrou em estado de agitação durante o ataque. Nesse momento, ainda conforme o inquérito, o suspeito teria desferido golpes na cabeça do menino utilizando um pedaço de madeira.
Após as agressões, o homem colocou a vítima dentro de um saco plástico preto e saiu caminhando pelas ruas da cidade carregando a criança. Moradores perceberam a situação e acionaram a Polícia Militar.
Brenner chegou a ser socorrido em estado grave e encaminhado ao Hospital Frei Gabriel, onde morreu pouco tempo depois de dar entrada.
'Escutei só um grito do meu menino', disse a mãe da vítima
A mãe da criança disse que escutou somente um grito dele "no último" - expressão usada para indicar alto volume. Depois silenciou, lamenta a mulher.
Conforme Railda Franciele, de 32 anos, na hora que o suspeito entrou em sua casa, no final da tarde daquele domingo, ela e o seu filho estavam deitados em uma cama no quarto dela, descansando. "Eu escutei um barulho pulando o portão e depois ele falando que era um assalto. Primeiro, eu achei que era alguém brincando comigo", contou Railda.
A mulher disse que o suspeito entrou no seu quarto com uma corda na mão. "Ele me levou para os fundos da minha casa com uma faca no meu pescoço e amarrou minhas mãos no pau de uma varanda que eu tenho", complementou.
Mulher diz que conseguiu fugir
Franciele contou ainda que conseguiu se desamarrar e pular o muro para o lado do seu vizinho. "Subi em cima de uma árvore e liguei pra minha tia e, quando falava para minha tia que tinha um homem dentro da minha casa roubando, escutei só um grito do meu menino no último e depois silenciou", lamentou.
Em seguida, a mulher falou que desceu da árvore. "As meninas me disseram que minha casa estava cheia de sangue e que meu filho não estava ali. Então, a gente já desesperou e já desceu atras deles, continua.
Ainda conforme a mulher, pouco tempo depois um rapaz subiu uma rua com o seu filho enrolado em um saco. Segundo ela, o menino estava com a cabeça aberta e com muito sangue. "Mas aí eu nem quis ver. Então levaram ele pro hospital e ele morreu lá", lamenta.
Suposta motivação
Franciele disse também que já conhecia o suspeito da Rua Veríssimo, onde ela morou em uma casa. A mãe ressalta que nunca teve desavença ou relacionamento com o homem. "Fiquei sabendo que ele falou para um policial que veio na intenção de se vingar de mim porque quando eu morava lá não deixava ninguém dormir por causa do meu som alto e ele já veio na intenção mesmo, trouxe a faca, o saco e os dois paus. Ele falou que não queria Pix e nem nada, e que era para eu ficar quietinha amarrada aos fundos da minha casa", contou.
Ao boletim de ocorrência da Polícia Militar (PM), o suspeito confessou o crime e afirmou que cometeu o ato porque perdeu a cabeça. Ele teria sido motivado pelo sentimento de vingança, já que foi vizinho das vítimas e afirmou que o menino ouvia música muito alta.
Suspeito também teria matado um cachorro
Antes do assassinato do menino, os militares foram acionados após denúncias de que o suspeito teria amarrado o cachorro da avó e jogado o animal em um lago do Parque dos Lagos. Ao chegarem ao local, os policiais encontraram o cachorro já sem vida.
Durante o atendimento, uma nova denúncia informou que o mesmo homem havia pulado o muro da residência de Franciele e seu filho, rendido a mulher e levado a criança em um saco preto.
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Ainda conforme o boletim de ocorrência, a criança teria entrado em crise e ficou agitada por causa da ação do suspeito. Nesse momento, o homem teria utilizado uma ripa de madeira para agredi-la na cabeça.
