No início da tarde desta terça-feira (5/5), o prédio atingido por um avião de pequeno porte no Bairro Silveira, na Região Nordeste de Belo Horizonte (MG), seguia sem previsão de liberação. Equipes do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) continuavam atuando na área, realizando a coleta de vestígios e a análise das circunstâncias do acidente.
Uma equipe da Defesa Civil também esteve no local, de acordo com o subsecretário de Proteção e Defesa Civil de Belo Horizonte, Lucione Menezes Alves, o edifício não apresenta risco estrutural, mas permanece isolado para garantir o trabalho da perícia. “A avaliação permanece a mesma de ontem. O prédio não está interditado, ele está isolado para o trabalho da perícia”, afirmou. Segundo ele, a liberação depende da conclusão dos trabalhos do Cenipa.
Confira o mapa do acidente e informações sobre a aeronave
O subsecretário também reforçou que, do ponto de vista da Defesa Civil, não há comprometimento da estrutura. “ Não há risco estrutural, não há anomalias”. Ele explicou que os danos são pontuais e visíveis na parte externa do prédio, especialmente na parede atingida pelo impacto.
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Ainda assim, será necessário que o condomínio realize intervenções, como manutenção, fechamento e vedação da área danificada, para garantir a segurança, principalmente no acesso à escada. Segundo ele, após esses ajustes, o prédio está apto para habitação e vida normal.
Após o encerramento da atuação dos investigadores, a responsabilidade passa a ser dos proprietários da aeronave, que deverão providenciar a retirada dos destroços, incluindo partes como motor e cabine além da limpeza do local com apoio de empresa especializada. Um guindaste esteve no local, e a expectativa é que a retirada dos destroços comece ainda na tarde desta terça-feira (5/5).
Lucione destacou que não há prazo definido para a conclusão de todas as etapas. “Não tenho ainda nem o prazo que o Cenipa vai liberar o prédio”, disse, ressaltando que se trata de um processo cuidadoso, que precisa preservar a estrutura do edifício.
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Apesar do isolamento, o acesso ao prédio pode ocorrer de forma pontual, em situações específicas, como para retirada de itens essenciais, com controle realizado pelas autoridades no local.
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A Defesa Civil também notificou os responsáveis envolvidos, incluindo o proprietário da aeronave, que deverá assumir a retirada da estrutura e os prejuízos causados. Enquanto isso, moradores seguem aguardando a liberação para retomar a rotina.
