Após denúncia do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), o Poder Judiciário deu início a ação penal contra o casal suspeito de maltratar e matar o próprio filho recém-nascido em Jeceaba, na Região Central do estado, em fevereiro deste ano.
A mãe do recém-nascido foi denunciada pelos crimes de tentativa dupla de aborto, homicídio qualificado, ocultação de cadáver e uso de documento falso; o pai, por participar das tentativas de aborto e falsificação de documento particular.
Os dois foram presos preventivamente em março. A mulher segue detida, mas o homem foi solto por decisão do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG).
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Relembre o caso
Em fevereiro, após tentativa de aborto dar errado, a mãe realizou o parto sem ajuda médica, tapou a boca do bebê com fita adesiva para bloquear o choro, colocou o recém-nascido em uma mochila e foi sozinha procurar atendimento médico para si.
Segundo a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), o namorado da mulher e pai do bebê também não queria dar continuidade à gravidez e teria acobertado toda a situação. Os dois foram indiciados e presos.
De acordo com a investigação, a mulher tentou esconder a gestação da família, mostrando exame falso.
O nascimento ocorreu às vésperas da 42° semana de gestação. Após cobrir a boca do recém-nascido e esconder o filho em casa, dentro de uma mochila, a mulher foi a um hospital procurar médica para hemorragia causada pelo parto.
O bebê, segundo laudos da perícia, nasceu com vida e foi encontrado morto horas depois, quando alguém foi até a casa procurar roupas para a mãe acusada do crime.
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* Estagiária sob supervisão da subeditora Tetê Monteiro
