NOSSA HISTÓRIA/NOSSO PATRIMÔNIO

Museu de novidades no Centro-Oeste

Equipamento cultural de Itaúna reabre as portas após um ano, inaugura exposição e retorna com a mostra permanente do acervo

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Os bons ventos da cultura sopram no Centro-Oeste mineiro, com a reabertura, em Itaúna, do Museu Municipal Francisco Manoel Franco, que completa 34 anos e volta às exposições permanentes. Neste mês, foi inaugurada na sala Maria Ângela Amaral Moreira a mostra Estação Memórias, enquanto na sala Professora Elenice Tarabal Coutinho Guimarães moradores e visitantes podem ver a exposição permanente do acervo do equipamento cultural vinculado à prefeitura local, via Secretaria Municipal de Cultura e Turismo, e reorganizado por uma comissão especializada. Nesse, estão peças referentes à história política, social, cultural e também à religiosidade e indústria têxtil. O museu ficou exatamente um ano fechado.

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Desenvolvida de forma colaborativa, a Estação Memórias contou com a participação de mais de 40 voluntários da comunidade, reunindo entrevistas, oficinas, busca de fotografias, identificação de objetos e documentos históricos. Segundo os organizadores, trata-se de um espaço dedicado à preservação da memória ferroviária da cidade desde a chegada das primeiras locomotivas, em 1910, à atualidade.


É possível conhecer objetos, documentos, equipamentos usados no trabalho dos ferroviários e, claro, ouvir relatos gravados de quem conviveu com os trens e presenciou a movimentação no entorno da estação. A chegada da ferrovia transformou Itaúna, município emancipado em 1901 ao ser desmembrado de Pará de Minas. O objetivo da mostra é explorar tais conexões por meio das memórias dos moradores e destacar empresas importantes na economia do município, a exemplo da Santanense Tecidos (1891), Cia. Industrial Itaunense (1911) e a Rede Mineira de Viação (RMV), responsável pela administração do ramal ferroviário de 1931 a 1965.


Coordenador do equipamento cultural, o historiador Filipe Abner Souza Silva destaca a importância de se preservarem “a memória e nossa identidade, sendo papel do museu contar essa história de um jeito que faça sentido para as pessoas”. E mais: "Participar da reinauguração, agora com acervo renovado e uma exposição tão bonita como Estação de Memórias, é uma honra”.


OS NOMES


Fiquei curioso para saber quem são as pessoas que deram seu nome ao museu e às novas salas. Pois bem: Francisco Manoel Franco (1857-1941) foi um colecionador e antiquário, natural de Sabará, que morou por muitos anos em Itaúna. Maria Ângela Amaral Moreira (1938-2024) teve trajetória marcante na cidade onde nasceu e teve a vida pautada por fé, solidariedade e presença ativa nos festejos religiosos e sociais. Uma de suas contribuições foi o auxílio na catalogação e nomeação de peças do acervo do museu. Já a professora Elenice Tarabal Coutinho Guimarães (1954-2020) lecionou por muitos anos na Escola Normal. “A ‘Estação de Memórias’ não é apenas uma exposição, é um reencontro com a nossa história, com as pessoas que construíram esta cidade e com os caminhos que nos trouxeram até aqui”, diz o prefeito Gustavo Mitre.


O projeto é promovido por meio da Lei Rouanet e patrocinado via programa Estação de Memórias, da VLI Logística, realizado pela Agência de Iniciativas Cidadãs (AIC), com apoio da Prefeitura de Itaúna. Ainda neste ano, o projeto será implantado também em Sete Lagoas, na Região Central, Bambuí e Santo Antônio do Monte, no Centro-Oeste, Aguaí SP) e Catalão (GO).


“ESTAÇÃO MEMÓRIAS”


As exposições estão abertas ao público de segunda-feira a sexta-feira, das 7h às 17h. Agendamentos para escolas e grupos podem ser feitos pelo email museu@itauna.mg.gov.br ou pelo telefone (37) 3249-9902.

FOTOS: ANDRÉ VITOR/PASCOM/PARÓQUIA SÃO GONÇALO DO AMARANTE/DIVULGAÇÃO

ALEGRIA E BRAÇOS ABERTOS PARA...

Dia histórico para moradores de Catas Altas da Noruega, que receberam, na manhã de quinta-feira (23/4), a imagem de São Roque, desaparecida havia 30 anos. O retorno da peça levada pelos ladrões em 17 de abril de 1996 da Matriz São Gonçalo do Amarante ocorre em tempo festivo – até janeiro de 2027, o templo celebra seu tricentenário, conforme destaca o padre João Luiz da Silva, titular da Paróquia São Gonçalo do Amarante e reitor do Santuário Arquidiocesano Nossa Senhora das Graças. A devolução esteve a cargo da historiadora Paula Carolina Novais, da Coordenadoria de Defesa das Promotorias de Justiça do Patrimônio Cultural e Turístico do Ministério Público de Minas Gerais (CPPC/MPMG). Esculpida em madeira no século 18, o objeto de fé foi roubado juntamente com as imagens de Santana, São Francisco e Nossa Senhora do Rosário. As três, também do século 18, ainda se encontram desaparecidas.


...RECEBER IMAGEM DE SÃO ROQUE

Com a devolução da imagem de São Roque, Minas tem agora 1.920 bens desaparecidos, tendo sido resgatados 639 e restituídos 136. Do total de 2,7 mil cadastrados na plataforma Sondar – Resgate de bens culturais, do MPMG, a maior parte (1.071) contempla documentos, seguindo-se os objetos sacros (833). A identificação da peça de Catas Altas da Noruega ocorreu da seguinte forma: em agosto, a CPPC/MPMG recebeu a denúncia de que uma imagem de São Roque estava sendo divulgada em perfil no Instagram. Na investigação, com análises, perícia e depoimentos de moradores de Catas Altas da Noruega, incluindo o padre João Luiz, o promotor de Justiça Marcelo Maffra, titular da CPPC, e sua equipe constataram que o bem era o desaparecido desde 1996. Foi fundamental o cadastro da peça (foto, dimensões e descrição das características) existente na plataforma Sondar.

gustavo werneck/EM/D.a Press

Gostei do que vi

É sempre um prazer visitar Cordisburgo, cidade natal de Guimarães Rosa, autor do célebre “Grande sertão: Veredas”, publicado há 70 anos. Estive lá no sábado e vi no Museu Casa Guimarães Rosa a exposição “Guardiãs das palavras benditas: benzedeiras do Jequitinhonha”. A partir do encontro entre fotografia, bordado e memória, a mostra reúne obras do fotógrafo Lori Figueiró e da bordadeira, aquarelista e quilombola Aline Gomez Ruas. São 52 fotografias bordadas junto a estandartes e aquarelas, revelando o universo simbólico e afetivo das benzedeiras – mulheres que, por meio de rezas, gestos e saberes transmitidos de geração em geração, preservam práticas ancestrais de cuidado. O museu fica na casa (Rua Padre João, 744), onde o escritor, na infância apelidado Joãozito, morou até os 9 anos. Em cartaz até 14 de junho, de terça-feira a domingo, das 9h30 às 17h. Entrada gratuita.

DIVULGAÇÃO

SERTÃO VIVO

Será no próximo dia 6, às 19h, na Biblioteca Pública Estadual, na Praça da Liberdade, em BH, o lançamento da coleção de livros “Sertão Vivo” juntamente com a exposição “A natureza em imagem do Grande Sertão”, ambos da professora de arte Dilce Laranjeira. Docente por 25 anos na rede pública e particular da capital, ela trabalha como designer gráfica em diagramação, ilustração e editoração de livros, revistas e outras produções. Dilce explica que o Projeto Sertão Vivo deu origem a quatro livros ilustrados. Nos três primeiros, estão representadas espécies de aves, bichos e flora presentes em “Grande Sertão: veredas”, identificadas a partir de sua citação na obra de Guimarães Rosa. E também de pesquisa cuidadosa, com auxílio de profissionais das áreas e conhecedores, mateiros e habitantes do cerrado”, ela conta. O quarto livro traz somente imagens: criações visuais na perspectiva da autora sobre o grande sertão.


MESTRADO NO IPHAN

Estão abertas, até quinta-feira (30/4), as inscrições para o mestrado profissional em preservação do patrimônio cultural, oferecido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Início das atividades previsto para 1º de outubro. Conforme o edital lançado pela autarquia federal, há 10 vagas prioritárias e até quatro reservas para o recebimento de bolsas de estudo. Podem se candidatar cidadãos brasileiros que concluíram o curso de graduação exigido no edital, em curso superior reconhecido pelo Ministério da Educação e que estejam quite com as obrigações militares. Mais informações: mestrado.selecao@iphan.gov.br ou página do mestrado profissional do Centro Lúcio Costa (CLC).

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MEMORIAL BRUMADINHO

Também estão abertas, mas só até hoje, as inscrições para a terceira edição da formação de agentes de turismo realizada pelo Memorial Brumadinho. A atividade gratuita será em 11 de maio, às 13h30, no espaço dedicado às vítimas do rompimento da barragem da Vale, em Brumadinho, e se destina a guias de turismo, gestores de agências de turismo, profissionais do setor de hospedagem e demais interessados. Haverá emissão de certificado. O objetivo é apresentar o museu-memorial, construído no local do rompimento da barragem, para orientar a elaboração de roteiros turísticos e educacionais que promovam reflexões sobre memória, direitos humanos e responsabilidade socioambiental. Mais informações @memorial.brumadinho

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