Lar de idosos sem alvará é fechado pela Vigilância Sanitária na Grande BH
O local, em Pedro Leopoldo, abrigava 12 pessoas. Após denúncias, uma fiscalização encontrou várias irregularidades que colocavam em xeque a saúde dos idosos
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A Vigilância Sanitária interditou pela segunda vez um lar de idosos que abrigava 12 pessoas em Pedro Leopoldo, Região Metropolitana de Belo Horizonte, na tarde dessa segunda-feira (13/4). Durante uma vistoria, realizada após denúncias, foram constatados a falta de funcionários e de alvará sanitário, estrutura física inadequada e o armazenamento incorreto de medicações, incluindo insulina fora de ambiente refrigerado.
A prefeitura afirmou que os idosos também não tinham os estímulos psicossociais necessários e, por isso, com a ajuda da Guarda Municipal e da equipe técnica de assistência à saúde, eles foram examinados e encaminhados aos cuidados de suas famílias ou de casas de repouso regularizadas.
Não é a primeira vez que o estabelecimento é alvo de fiscalização. Segundo a secretária de saúde, desde 2025, dois lares de idosos foram vistoriados na cidade, incluindo este, que já havia sido notificado anteriormente.
Apesar das irregularidades, não foram encontrados sinais de maus-tratos aos idosos do Privilégio Residencial Geriátrico e Centro de Bem-Estar Ltda. Ainda assim, a Secretaria Municipal de Saúde informou que segue acompanhando o caso.
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Problema recorrente na região
A situação registrada em Pedro Leopoldo reflete um problema mais amplo. Em Belo Horizonte, quase metade dos lares de idosos fiscalizados em 2025 apresentou algum tipo de irregularidade, segundo a Prefeitura. Ao todo, foram realizadas 426 vistorias em instituições de longa permanência, das quais 207 tinham problemas, embora apenas uma tenha sido interditada.
Entre as falhas mais frequentes estão justamente a falta de profissionais, inadequações de acessibilidade, falhas nos registros de acompanhamento da saúde dos idosos e inconsistências no controle e na dispensação de medicamentos.
De acordo com a prefeitura da capital, quando falhas são encontradas, as instituições são notificadas e recebem prazo para se adequar. O descumprimento das determinações pode levar à adoção de medidas sanitárias mais rigorosas, como ocorreu no caso do lar interditado na Grande BH.
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*Estagiária sob supervisão da subeditora Regina Werneck