Foto na hora, hits da música brasileira e sustentabilidade deram o tom das fantasias no desfile do Bloco Abalô-Caxi, neste domingo (15), na Avenida Amazonas. Entre referências a ícones da cultura pop e criações feitas com materiais reutilizados, os foliões transformaram a “Festa no Vale!” em uma passarela de diversidade e criatividade.

De Ney Matogrosso a "Charme", de Liniker, foliões apostam em criatividade e diversidade no Abalô-Caxi, onde até fotos reveladas na hora eternizam os looks do desfile Quéren Hapuque/EM/D.A. Press
De Ney Matogrosso a "Charme", de Liniker, foliões apostam em criatividade e diversidade no Abalô-Caxi, onde até fotos reveladas na hora eternizam os looks do desfile Quéren Hapuque/EM/D.A. Press
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De Ney Matogrosso a "Charme", de Liniker, foliões apostam em criatividade e diversidade no Abalô-Caxi, onde até fotos reveladas na hora eternizam os looks do desfile Quéren Hapuque/EM/D.A. Press
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De Ney Matogrosso a "Charme", de Liniker, foliões apostam em criatividade e diversidade no Abalô-Caxi, onde até fotos reveladas na hora eternizam os looks do desfile Quéren Hapuque/EM/D.A. Press
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De Ney Matogrosso a "Charme", de Liniker, foliões apostam em criatividade e diversidade no Abalô-Caxi, onde até fotos reveladas na hora eternizam os looks do desfile Quéren Hapuque/EM/D.A. Press

Uma das fantasias que mais chamou atenção foi a inspirada em Ney Matogrosso, com brilho e dramaticidade que dialogam com a estética do artista. A homenagem reforça o espírito do bloco, conhecido por promover o protagonismo LGBTQIAPN+ e unir música, política e cultura no carnaval de rua.

A sustentabilidade também ganhou destaque. Vale apostou em uma fantasia feita com 12 sacos de batata reaproveitados de um espetáculo. “Era parte de uma cenografia que eu tinha usado. Quando pensei na fantasia, resolvi aproveitar. Dá para transformar e criar outra coisa”, explica.

Carlos Mattos, de 59 anos, levou para a avenida uma peça criada a partir da própria experiência como artesão. “Minha vida inteira eu fiz roupa de carnaval. Agora comecei a ensinar também. Tudo que eu sei estou passando para as pessoas aprenderem”, conta. Para ele, criatividade é o principal material. “Com um rolo de arame e uma fita crepe, você pode fazer uma escola de samba.”

A música também virou fantasia. O casal belo-horizontino Everson Rocha e Ilton Junior surgiu caracterizado com referência à canção Charme, sucesso da cantora Liniker, reforçando a conexão entre moda e trilha sonora da folia.

A bandeira do Brasil também apareceu como símbolo de inclusão. Gislene Silva, de 55 anos, desfilou com as cores nacionais e defendeu que a festa seja espaço de todos. “O Brasil veio para a festa da diversidade. A bandeira tem que representar todo o Brasil”, afirmou.

Enquanto isso, a ambulante Camila, de 24 anos, aproveita o movimento para vender fotos reveladas na hora, eternizando os looks e os encontros do bloco. Moradora de Ribeirão das Neves, ela usa o carnaval como oportunidade de renda extra para juntar dinheiro e realizar o sonho de se casar.

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Com cerca de 260 integrantes na bateria, 10 músicos no trio, 56 vozes no coral e 17 artistas na ala de dança, o Abalô-Caxi reafirma sua força coletiva. Nas fantasias, a diversidade não é apenas tema, mas expressão viva nas cores, nos materiais e nas referências que ocupam a Avenida Amazonas.

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