A paralisação dos garis da empresa Sistemma Serviços Urbanos chegou ao terceiro dia seguido nesta quarta-feira (21/1) em Belo Horizonte. O lixo segue acumulado nas ruas da capital, em bairros das regiões Leste, Noroeste e Nordeste, atendidas pela Sistemma. Segundo a prefeitura (PBH), na terça (20/1), apenas 30% do volume de resíduos normalmente coletados foram recolhidos, ou seja, 70% dos resíduos permaneceram nas vias.
Só na segunda-feira (19/1), quando a greve começou, a estimativa da PBH é a de que 602,75 toneladas de lixo não tenham sido recolhidas. Na manhã dessa terça, a Superintendência de Limpeza Urbana (SLU) iniciou um plano de contingência para minimizar os impactos da paralisação.
Segundo a SLU, a coleta domiciliar nas regionais Leste, Nordeste e Noroeste está sendo realizada por 350 garis e 50 caminhões (41 basculantes e nove compactadores).
Os trabalhadores e veículos empregados neste plano são provenientes de outros contratos de prestação de serviços de limpeza urbana, além de recursos próprios da SLU.
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Mesmo com os reforços, o lixo coletado nessa terça representou cerca de 30% do que normalmente é recolhido. Ainda de acordo com a superintendência, "o plano de contingência da SLU priorizou áreas com risco de alagamentos e as principais vias das regionais".
Em relação à paralisação, a prefeitura ainda afirma que "acompanha as negociações para a solução do impasse entre os trabalhadores e a empresa. A autarquia esclarece que está adimplente com todas as suas obrigações contratuais e adotando as providências necessárias para garantir a continuidade do serviço essencial à população".
Reivindicações
Os garis da empresa Sistemma Serviços Urbanos, responsável pela coleta de lixo domiciliar nas regionais Nordeste, Noroeste e Leste de Belo Horizonte, estão em greve desde segunda-feira. Os trabalhadores terceirizados suspenderam as atividades de coleta domiciliar de lixo, protestando por melhores condições de trabalho.
Dentre as reivindicações dos trabalhadores estão a contratação de mais garis e motoristas, o aumento da frota de caminhões, a manutenção de veículos que não se encontram em condições apropriadas, o pagamento dos FGTS atrasados há cinco meses e o fornecimento do plano de saúde, que não é garantido aos funcionários há 12 anos.
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*Estagiária sob supervisão do subeditor Thiago Prata
