A reunião de negociação, realizada na manhã desta quarta-feira (21/1), entre os garis que estão em greve desde a segunda (19/1), e a empresa Sistemma Serviços Urbanos, organizada pela Superintendência Regional do Trabalho em Minas Gerais (SRT-MG), chegou ao fim sem um acordo entre as partes. A greve, por hora, será mantida e uma nova negociação será intermediada pelo Ministério Público do Trabalho (MPT), nesta quarta (21/1), às 15h.
A reunião foi realizada na sede da empresa no bairro São Gabriel, na região Nordeste de BH, e reuniu representantes do sindicato que representa os Empregados de Asseio, Conservação e Limpeza Urbana de BH (Sindeac), da Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) e da Sistemma.
Leia Mais
De acordo com Carlos Calazans, Superintendente Regional do Trabalho e Emprego em MG, a empresa redigiu e assinou um documento alegando que irá atender algumas das reivindicações dos trabalhadores como o pagamento do vale transporte e do vale alimentação, além da confirmação do pagamento dos FGTS. O superintendente afirmou que a negociação representa um avanço na atual situação entre os trabalhadores e a empresa.
A Sistemma Serviços Urbanos insistiu para que os trabalhadores retornem às atividades imediatamente, segundo o superintendente, mas os garis pretendem continuar com a greve pelo menos até a reunião com o MPT nesta tarde, quando novos rumos serão definidos.
Reivindicações
Os garis da empresa Sistemma Serviços Urbanos, responsável pela coleta de lixo domiciliar nas regionais Nordeste, Noroeste e Leste de Belo Horizonte, estão em greve desde esta segunda-feira (19/1). Os trabalhadores terceirizados suspenderam as atividades de coleta domiciliar de lixo, protestando por melhores condições de trabalho.
Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia
Dentre as reivindicações dos trabalhadores estão a contratação de mais garis e motoristas, o aumento da frota de caminhões, a manutenção de veículos que não se encontram em condições apropriadas, o pagamento dos FGTS atrasados há cinco meses e o fornecimento do plano de saúde, que não é garantido aos funcionários há 12 anos.
