A Igreja de Nossa Senhora do Rosário, uma das mais antigas de Diamantina, na Região do Vale do Jequitinhonha, sofre com a ação do tempo e das intempéries. Na madrugada desta quarta-feira (7/1), as chuvas que atingiram vários municípios do estado provocaram o desabamento de um adorno, conhecido como cimalha, no telhado do templo, que já estava fechado há pelo menos seis meses, aguardando obras de restauração.
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Fontes ouvidas pelo Estado de Minas temem que também tenham ocorrido estragos no telhado da igreja. Além disso, alertam que a temporada de chuvas, que ainda deve durar mais alguns meses, possa provocar novos danos ao imóvel, que é tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Justamente devido a esses riscos, o templo, segundo os relatos, necessita de intervenções imediatas.
Chuva provocou queda de cimalha da construção histórica
Além dos riscos ao patrimônio histórico, o abandono também reverbera nos bens imateriais da cidade: em 2025, as festas Junina e do Rosário, que tradicionalmente são realizadas no largo em frente à igreja, nos meses de junho e de outubro, respectivamente, precisaram ser realocadas para outros locais.
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A reportagem solicitou informações ao Iphan e também à Prefeitura Municipal de Diamantina e aguarda retorno.
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Patrimônio nacional e mundial
De acordo com o Iphan, a Igreja do Rosário foi construída no século XVIII. Entre as obras abrigadas no templo, destacam-se a pintura e os douramentos do arco-cruzeiro e do forro, de autoria de José Soares de Araújo. Desde 1999, o centro histórico de Diamantina, que inclui o templo atualmente fechado, é reconhecido como Patrimônio Mundial pela Unesco.
