Com grande comoção e participação de muitos moradores de Guaranésia (MG), no sudoeste do estado, que lotou o Velório e Cemitério Municipal, foram sepultados os corpos de duas das vítimas da “Chacina de Santa Catarina”,  Guilherme Macedo de Almeida, de 20 anos, e do paulista Pedro Henrique Prado de Oliveira, de 19. 

Na segunda-feira (05/01), no Cemitério Luiz Smargiassi, foram enterrados os corpos das duas outras vítimas, Bruno Máximo da Silva e Daniel Luiz da Silveira, ambos de 28 anos.

Os corpos de Pedro e Guilherme chegaram a Guaranésia vindos de Mococa (SP), onde passaram a noite em um processo de preservação dos corpos, para o velório.

O velório de ambos - os caixões estavam lacrados e foram colocados lado a lado - teve ocorreu entre 7h30  e 10h, quando saíram os cortejos, em direção aos túmulos. 

O que se viu foi o desespero de duas mães, Sílvia, de Pedro, e Rosa, de Guilherme. “Minha ficha começou a cair. Eu nem pude ver o corpo do meu filho, mas agora, que o sepultei, sei que o perdi para sempre, que não o verei mais, que não conversaremos mais”, disse Sílvia, que esteve, o tempo todo, amparada pelas filhas de 10 e 14 anos, e pelo pai Sílvio.

Aliás, foi o avô Sílvio quem fez o túmulo do neto Pedro. Ele passou dois dias trabalhando no cemitério, para construir um túmulo, segundo ele, digno do neto que tinha. “Ele era uma pessoa boa, amiga. Meu Deus, quanta dor”.

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Expectativa

As duas famílias pediram, no velório, que a Polícia de Santa Catarina se esforçe para apurar o crime, que os autores paguem, com cadeia pelo assassinato de entes queridos. “Queremos justiça…”

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