Quem era a corretora mineira morta em Goiás: vida e sonhos interrompidos
Conheça a história de vida da profissional, seus projetos e a trajetória que a levou a Caldas Novas; amigos e familiares prestam homenagens
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A corretora de imóveis Daiane Alves Souza, de 43 anos, natural de Uberlândia (MG), que estava desaparecida desde 17 de dezembro de 2025, foi encontrada morta em Caldas Novas, no estado de Goiás. A mulher teve sua vida interrompida, gerando uma onda de comoção entre amigos, familiares e clientes.
Descrita por pessoas próximas como uma pessoa alegre, sonhadora e extremamente dedicada ao trabalho e à família, a mineira havia se mudado para a cidade turística há cerca de dois anos para administrar seis apartamentos da própria família. A mudança para Goiás representava uma nova fase em sua vida, em que buscava estabilidade.
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Em suas redes sociais, a corretora compartilhava sua rotina profissional e momentos de lazer na cidade. As publicações mostravam uma mulher determinada a alcançar seus objetivos. Era mãe de uma adolescente de 17 anos, e sua principal motivação era proporcionar uma vida melhor para a filha.
A família foi procurada pela reportagem para uma declaração após a revelação do crime e, muito abalada, afirmou que conversará com a imprensa no momento certo.
A investigação do caso
Daiane foi vista pela última vez ao descer ao subsolo do prédio onde morava para religar a energia elétrica de seu apartamento, que vinha sendo desligada repetidamente. Antes de desaparecer, ela chegou a enviar um vídeo para uma amiga mostrando o problema. “Ela saiu de casa nitidamente com a intenção de religar a energia. Ela saiu sem óculos e deixou a porta do apartamento aberta. A minha filha desapareceu, literalmente, dentro do prédio”, afirma Niles Alves Pontes, mãe de Daiane. Foram 42 dias sem respostas até o encontro do corpo.
A investigação revelou que a vítima e o síndico do condomínio mantinham um histórico de desavenças desde 2024, com a corretora tendo movido 12 processos judiciais contra ele. O Ministério Público de Goiás já havia, inclusive, denunciado o síndico por crime de perseguição (stalking).
Em uma das situações, em agosto de 2025, ela teria sido impedida de entrar no condomínio, mesmo sendo proprietária de alguns imóveis do prédio. A medida foi tomada após uma assembleia extraordinária e votada pela maioria dos proprietários. No entanto, meses depois, Daiane pôde voltar a frequentar o endereço após decisão do 1º Juizado Especial Cível e Criminal de Caldas Novas.
“Toda a família viveu muitos problemas com o condomínio nos perseguindo e denegrindo. Vários em fase de julgamento pela Justiça”, comentou a mãe de Daiane sobre os problemas anteriores ao seu desaparecimento.
As apurações levaram à prisão do síndico, que confessou o crime em depoimento à polícia e levou os investigadores até uma região de mata onde havia deixado o corpo, a 15 km de distância de Caldas Novas. Seu filho também foi preso, suspeito de participação no assassinato, em uma ação da Polícia Civil na manhã desta quarta-feira (28/1).
Nas redes sociais, as homenagens se multiplicam. Amigos e clientes relembram a profissional competente e a amiga carinhosa, lamentando a perda trágica e precoce. As postagens destacam seus sonhos e a coragem de recomeçar em uma nova cidade, características que marcaram sua trajetória.
A Polícia Civil de Goiás continua a investigação para esclarecer completamente a motivação e a participação de todos os envolvidos no crime. A família aguarda os trâmites legais enquanto lida com a dor da perda e a busca por justiça. Ainda não foram divulgadas informações sobre o translado do corpo e velório.
*Com informações de Clara Mariz e Wellington Barbosa
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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.