A Polícia Civil concluiu o inquérito que investigava a morte de um motorista de aplicativo, de 30 anos, em fevereiro deste ano em uma estrada no bairro Paciência, em Sabará, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. A amante da vítima, de 25 anos, e o marido dela, de 30, foram indiciados pelo crime e já estão presos. Um terceiro suspeito está foragido.

 



 

De acordo com as investigações, durante o ano de 2023, a vítima teve um relacionamento com a suspeita. O suspeito do homicídio teria descoberto o caso entre os dois e terminado o relacionamento com a mulher.

 

Meses depois, eles voltaram a se encontrar, ao mesmo tempo em que a mulher continuava saindo com a vítima. O casal resolveu reatar o relacionamento só que, para isso, o homem colocou a condição de que o amante da mulher teria que ser morto.

 

 

Em entrevista coletiva realizada nesta sexta-feira (12), o delegado Humberto Junio Ferreira Cornélio explicou que o crime foi totalmente passional. A mulher marcou um encontro com a vítima em Raposo e, no caminho, ele foi emboscado pelo suspeito. “Essa vítima se envolveu no relacionamento extraconjugal com essa mulher e o marido descobriu. Então eles encerraram o relacionamento após um tempo e decidiram reatar. Mas, para continuarem com o casamento, essa vítima teria que pagar com a vida”, contou.

 

O crime aconteceu no dia 11 de fevereiro. No dia 12, o irmão da vítima procurava por ele e conseguiu a localização do celular dele pelo aplicativo da nuvem. O corpo estava em um buraco próximo a estrada onde o aplicativo mostrou pela última vez.

 

Depois do assassinato, o suspeito retirou a gasolina do tanque da moto e incendiou o local. “Quando a vítima estava a caminho, o autor estava na estrada aguardando a vítima passar de moto. Quando a vítima passou, ele a surpreendeu, efetuou o primeiro disparo nas costas e, quando a vítima caiu, efetuou o segundo. Em seguida, ele ateou fogo no corpo da vítima e na moto”, disse o delegado.

 

 

A dupla foi presa dois dias depois do crime. Eles não possuem nenhuma passagem policial e, para o delegado, são pessoas normais que cometeram um crime passional. Durante os depoimentos, eles confessaram o assassinato. “Eles não possuem passagem, nunca praticaram crime contra a vida. Por causa dessa situação de traição, relacionamento extraconjugal, o autor resolveu o problema dessa forma”, explicou o delegado.

 

O terceiro suspeito de envolvimento no homicídio seria um homem de 30 anos, que teria participado do planejamento e fornecido a arma utilizada. Ele ainda não foi encontrado. O casal foi indiciado pelo crime de homicídio duplamente qualificado.

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