O bloco Beiço do Wando desfilou neste domingo (11/2) na Avenida Brasil, no Bairro Funcionários, Região Centro-Sul de Belo Horizonte, arrastando foliões de todas as idades, incluindo muitas crianças, e até animais de estimação.

O profissional de educação física Daniel Massote Magalhães, de 36 anos, e a psicóloga Gabriela Elise Silva Oliveira, de 34, são pais da Julia, de um ano. Apesar de tão nova, ela já ama o carnaval. Quando não está dormindo, vibra com os blocos, toda sorridente.



Os pais evitam ficar nas grandes multidões para ninguém esbarrar na menina. E a família é só empolgação. Eles já foram a cinco blocos. Ainda hoje, depois do Beiço do Wando, vão ao Todo Mundo Cabe no Mundo. Eles avaliam que o carnaval está seguro e as pessoas, respeitosas.

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A comerciante Carine Costa, de 44 anos, deixou a loja Pura Luxúria, no Bairro Santa Efigênia, e veio vender as fantasias na rua. Ela está acompanhada da irmã Viviane Costa de Carvalho, de 4. Carine fábrica as peças e pretende lucrar R$ 5 mil. Ela aprovou o movimento e disse que vendeu oito peças apenas nesta manhã. O valor das fantasias varia de R$ 40 a R$ 120.

"Carnaval é uma ótima oportunidade de negócio. Vendo na loja e na rua. Um ótimo mês para lucrar um pouco mais. Aqui não tive problema com roubo, porque a segurança está reforçada".

Daniel Massote Magalhães e Gabriela Elise Silva Oliveira foram ao bloco com a pequena Julia

Thiago Madureira/EM/D.A Press

As irmãs Carine e Viviane Costa comemoravam o lucro com a venda de fantasias

Thiago Madureira/EM/D.A Press

Jacqueline de Paula, de 55, e o namorado Rubens Curvello, de 57, trouxeram a cachorra Menina para o carnaval. Eles moram no Bairro Santa Efigênia e aproveitaram a proximidade com a Avenida Brasil, onde ocorre o cortejo do Beiço do Wando. A cachorra desfila entre os foliões um pouco assustada, mas é o jeito dela, dizem os tutores.

Jacqueline de Paula e o namorado Rubens Curvello moram no bairro Santa Efigênia e aproveitaram a proximidade com a Avenida Brasil para curtir o Beiço do Wando

Thiago Madureira/EM/D.A Press

"Quando ela está vendo que vamos embora, começa a puxar para o meio do bloco", disse Curvello. Menina é comportada, por isso ainda não mordeu ninguém no carnaval. Ela tampouco arrumou um namorado, porque cachorros não foram vistos por aqui. "Muita gente para e brinca com ela, é bem mansinha. Ainda não vimos outros cachorros no meio do povão como a gente", disse Jacqueline.

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