Polly Paixão é convidada do EM Minas desta semana -  (crédito: Marcos Vieira /EM/DA. Press)

Polly Paixão é convidada do EM Minas desta semana

crédito: Marcos Vieira /EM/DA. Press

A presidente da Liga Belorizontina de Blocos de Carnaval, Polly Paixão, é a entrevistada do ‘EM Minas’ deste sábado (10/2), às 19h30. No programa de entrevistas da TV Alterosa, em parceria com o jornal Estado de Minas e Portal UAI, ela explicou porque a instituição lançou uma nota se manifestando contra a participação de artistas de fora na folia de BH.

Na nota, a liga expressa preocupação com o que define como “a crescente invasão de artistas de fora no Carnaval de Belo Horizonte”. A entidade citou como exemplo o bloco Beagá na Folia, que tem como atrações os sertanejos Michel Teló e Clayton e Romário.

“Esse carnaval aqui a gente fez com muita luta. Então, a gente entende que quem é mineiro - por exemplo, o Lagum também está saindo, mas eu não estou brigando com o Lagum, porque ele é de Belo Horizonte, ele fortalece a nossa cena”, explicou Polly.

 

 
O evento sertanejo é gratuito e vai desfilar nos dias 11 e 12 de fevereiro, nas ruas do entorno do Mineirão, na Pampulha. Apesar de o organizador do Beagá na Folia alegar que a intenção é fortalecer o Carnaval de BH, a presidente da Liga Belorizontina vê o movimento como uma invasão de artistas que não são mineiros.

“Como que um forasteiro entra aqui sem ao menos ser convidado de um bloco? Se ele viesse no Baianas Ozadas, por exemplo, ele somaria, traria mais gente, mais público. Por que ele tem que sair lá isolado? Ele vem tirar proveito de algo que a gente vem construindo desde 2009. Tem que brigar mesmo”, destacou.

O Carnaval de Belo Horizonte resultou de um movimento espontâneo dos blocos, que foi crescendo com o passar dos anos e ganhando notoriedade junto ao poder público e aos foliões.

Polly ainda afirmou que o problema não tem a ver com o ritmo ou estilo musical do evento, mas como alguém que se aproveita do trabalho do grupo. “A questão não é essa. A gente entende como invasão uma pessoa que chega, que não fez parte da construção, que simplesmente se coloca lá para atrair o público de uma coisa que foi feita por nós”, ressaltou.

Ela ainda pediu para que os outros blocos também se manifestem. “Não deveria ser um protesto da Liga Belorizontina. Deveria ser um protesto de todos os blocos do carnaval de Belo Horizonte”, declarou.

O BH na Folia, por nota, explica que entende e respeita "a importância de preservar a autenticidade e valorizar os artistas locais" no Carnaval, mas que acredita que "é fundamental reconhecer que a inclusão de artistas nacionais pode trazer benefícios significativos para a diversidade, economia e visibilidade, atraindo mais público, patrocinadores e demais colaboradores ao nosso Carnaval".

Segundo a organização do bloco, o "objetivo não é desvalorizar ou substituir a contribuição dos artistas locais, mas sim complementar e enriquecer a experiência carnavalesca em nossa cidade. A presença de artistas de renome nacional não apenas amplia o alcance do evento, mas também promove o intercâmbio cultural e cria oportunidades de colaboração entre artistas locais e nacionais".

Por fim, diz estar aberta ao diálogo e à colaboração com a comunidade carnavalesca e com as autoridades locais para "garantir que o Carnaval de Belo Horizonte continue sendo uma celebração autêntica e vibrante, preservando suas tradições e identidade cultural".

O programa EM Minas é transmitido para todo o estado pela TV Alterosa. Cada episódio é dividido em três blocos, sendo dois transmitidos na televisão e um terceiro bloco exclusivo no YouTube do Portal Uai, onde todos os programas poderão ser vistos na íntegra.