Inaugurado no dia 15 de maio de 1960, o edifício localizado no número 350 da Avenida Antônio Abrahão Caram, na Região da Pampulha, onde hoje funciona a sede do Esporte Clube Sírio de Belo Horizonte, é um novo patrimônio histórico e cultural da capital mineira. Em julho de 2022, foi protocolado na Diretoria de Patrimônio Cultural e Arquivo Público (DPCA) a solicitação de abertura de processo de tombamento para o imóvel que é considerado um lugar de preservação de memória, pertencimento e identidade coletiva do povo sírio na cidade.

O Esporte Clube Sírio de BH existia antes mesmo da sede oficial. Fundado em 1948, a iniciativa foi uma evolução da chamada União Síria Brasileira, que possuía uma sede social na Avenida Augusto de Lima, no Barro Preto, onde ocorriam grandes bailes da colônia síria de BH. As festas eram permeadas por rodadas de jogos diversos além de conversas e recordações da terra distante.



A origem do clube se deu em 1947 quando os dirigentes da União Síria decidiram criar uma nova diretoria a ser ocupada pelos mais jovens da colônia. Com a preocupação de criar um cargo para que todos da nova geração participassem, uma piada deu a Elias Kalil, pai do ex-prefeito Alexandre Kalil, o cargo de diretor de Esportes em um lugar onde não havia espaço para a prática esportiva. A brincadeira virou vontade e, com a mobilização da comunidade, foi possível a arrecadação de fundos para a compra de material e a criação de um departamento esportivo. O Esporte Clube Sírio foi fundado no ano seguinte por Lycio Cadar, Elias Kalil, Miguel Moisés Neto e Nagib Auad.

A sede construída mais tarde inicialmente era composta por uma praça de esportes com área da piscina adulta e, a partir de 1980, começou a crescer até ocupar mais de 8 mil metros quadrados. Atualmente o local possui piscinas, diversas quadras e um salão de festas. Neste ano, no aniversário de 75 anos do clube, o processo de tombamento foi concluído com o objetivo de preservar este “importante lugar de memória que contribui para a cristalização da memória da colônia síria erradicada na capital mineira”.

*Estagiária sob supervisão do subeditor Gabriel Felice

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