O que antes era um detalhe a ser escondido, agora ganha espaço nas redes sociais. O chamado "bigode feminino" é exibido com naturalidade por influenciadoras e criadoras de conteúdo que defendem uma relação mais livre com a própria aparência.
A tendência, que gera milhares de comentários na internet, aponta uma mudança de comportamento. Cada vez mais mulheres escolhem por si mesmas se desejam ou não remover os pelos faciais.
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Para a visagista e terapeuta capilar Mari Borges, o movimento representa uma transformação na percepção sobre beleza. "Como profissional da beleza, não acredito que exista certo ou errado. Existe escolha. Se uma mulher se sente feliz mantendo os pelos do buço, essa decisão merece respeito", afirma.
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Ela ressalta que quem prefere remover os pelos não está sendo menos autêntica. Segundo Borges, o mais importante é que a decisão seja consciente e reflita a identidade da pessoa.
Impacto na imagem pessoal
Do ponto de vista técnico, o visagismo demonstra que os pelos na região do buço podem influenciar a leitura visual do rosto. Isso, no entanto, não significa que exista um padrão ideal.
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A especialista explica que o buço interfere na percepção da luz e do contraste facial. Com os pelos, a região central do rosto pode ganhar mais sombra e uma sensação de maior peso visual. Sem eles, a leitura costuma ser mais leve, com destaque para os lábios e aparência de pele uniforme.
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Nos últimos anos, o mercado da beleza também passou por uma mudança, valorizando a personalização dos atendimentos e o respeito às características individuais de cada cliente, em vez de impor um modelo único.
Borges acredita que, nesse novo cenário, procedimentos estéticos deixam de ser uma obrigação e se tornam ferramentas de expressão. "A beleza nunca deveria ser uma imposição. O problema não está em remover ou manter os pelos, mas em fazer isso apenas para atender expectativas externas", declara.
A profissional conclui que a melhor tendência continua sendo a de fazer escolhas conscientes, e não simplesmente seguir o que está em alta. Enquanto o tema movimenta as redes, uma mensagem parece unir diferentes opiniões: autenticidade e liberdade de escolha têm ocupado um espaço cada vez maior.
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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.
