Botox no pescoço: Anvisa aprova novo uso para harmonização facial
Tratamento para o músculo platisma agora é oficial no Brasil e promete maior equilíbrio estético entre o contorno do rosto e a região cervical
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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou um novo uso para o BOTOX® (toxina botulínica A). O produto agora pode ser aplicado na região do pescoço para melhorar a aparência do músculo platisma durante a contração máxima.
A aprovação torna o BOTOX® o primeiro tratamento estético na categoria de neuromoduladores a ter indicação para uma área além do rosto. A medida visa proporcionar maior equilíbrio estético entre o contorno facial e a região cervical.
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Segundo a Allergan Aesthetics, empresa AbbVie responsável pelo produto, a aplicação demonstrou melhora na proeminência moderada a grave das bandas do platisma. A inclusão do pescoço no planejamento estético ajuda a uniformizar a aparência, evitando diferenças visíveis no envelhecimento da pele entre as duas áreas.
Entenda a função do músculo platisma
O platisma é um músculo superficial localizado no pescoço e na parte inferior do rosto, atuando como o principal depressor do terço médio e inferior da face. Com o envelhecimento, ele pode apresentar flacidez e bandas verticais visíveis.
Essas alterações podem afetar o contorno do pescoço e da mandíbula. Em alguns casos, as mudanças geram uma sensação de tensão na região, o que pode impactar a autoestima e a percepção da própria imagem.
O tratamento com a toxina botulínica A age de forma localizada, bloqueando temporariamente a liberação de acetilcolina. Essa substância é responsável por transmitir a mensagem de contração do nervo para o músculo, e seu bloqueio diminui a atividade muscular.
Segurança e resultados do tratamento
A aprovação da Anvisa foi baseada em estudos clínicos de Fase III, duplo-cegos e controlados por placebo, que avaliaram a redução da proeminência das bandas platismais. Os ensaios analisaram até quatro ciclos de aplicação.
Os resultados mostraram que o medicamento foi bem tolerado, com um perfil de segurança consistente ao de outras indicações estéticas. Os eventos adversos foram, em sua maioria, leves e transitórios, como hematomas e dor local.
Eventos como disfagia ou paresia facial foram raros, ocorrendo em menos de 1% dos casos, e se resolveram espontaneamente. Os estudos também registraram um alto índice de satisfação do paciente e um impacto positivo na qualidade de vida.
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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.