10 dermatologistas em Goiânia para cuidar da pele e prevenir doenças
Capital goiana reúne especialistas com título da SBD e atrai pacientes de todo o Centro-Oeste; melasma e câncer de pele estão entre os principais tratamentos
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Goiânia está entre as capitais brasileiras com clima mais seco e ensolarado. Entre maio e setembro, a longa estiagem, característica do cerrado, mantém a população exposta a índices elevados de radiação ultravioleta durante boa parte do ano.
Esse cenário ajuda a contextualizar a presença de mais de 400 dermatologistas cadastrados em diretórios médicos na cidade, um dos maiores contingentes da especialidade em toda a região Centro-Oeste, segundo dados de geolocalização e mapeamento profissional de plataformas de saúde.
A procura por atendimento também acompanha uma tendência observada em todo o país. Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), cerca de 35% das mulheres brasileiras em idade fértil convivem com o melasma. Já o câncer de pele permanece como o tipo de tumor mais frequente no Brasil, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA).
Entre demandas clínicas, cirúrgicas e estéticas, a escolha de um profissional especializado é uma questão recorrente para moradores da capital. Nesse processo, além das indicações pessoais, é possível consultar credenciais e registros disponíveis publicamente.
Por que Goiânia se destaca na área dermatológica
A posição da capital como centro médico regional ajuda a explicar a concentração de especialistas. A cidade recebe pacientes do interior de Goiás, do Tocantins, do sul do Pará e do entorno do Distrito Federal. De acordo com o Censo Hoteleiro de 2022, 57% dos turistas que visitam a cidade têm como objetivo a realização de tratamentos médicos.
Um levantamento da Universidade de São Paulo também incluiu Goiânia entre as 11 cidades brasileiras com maior número de profissionais especializados em saúde.
A estrutura médica da capital reúne hospitais universitários, residências médicas credenciadas e clínicas concentradas em bairros como Setor Bueno, Setor Marista e Setor Oeste.
As características climáticas da região também contribuem para a exposição da população à radiação ultravioleta. A combinação de sol intenso, baixa umidade e longos períodos sem chuva aumenta a exposição acumulada, considerada o principal fator de risco para o envelhecimento precoce da pele, o agravamento de manchas e o câncer de pele. Por esse motivo, dermatologistas da região reforçam a importância da fotoproteção diária durante todo o ano, e não apenas no verão.
A especialidade também conta com uma estrutura organizada no estado. A regional goiana da Sociedade Brasileira de Dermatologia, a SBD-GO, sediada no Setor Marista, reúne membros titulares e afiliados e disponibiliza uma busca pública de médicos, com informações como CRM e RQE dos profissionais cadastrados.
Melasma está entre as principais queixas
Em relação às condições que levam pacientes ao dermatologista, o melasma ocupa posição de destaque. Um estudo transversal conduzido por pesquisadores da Unesp com 303 mulheres brasileiras identificou prevalência de 36,3% de melasma facial em adultas, com maior frequência em peles de fototipos intermediários e escuros, perfil predominante na população miscigenada do Brasil.
A gravidez foi apontada como o gatilho mais citado, enquanto quase metade das participantes relatou ter um parente de primeiro grau com a mesma condição.
O distúrbio é uma condição crônica e não tem cura definitiva, o que exige acompanhamento contínuo. Embora seja considerado benigno do ponto de vista médico, pode afetar diretamente a autoestima, já que as manchas costumam se concentrar em áreas visíveis do rosto.
Um dos desafios no tratamento é o chamado efeito rebote. Lasers que aquecem excessivamente a pele podem intensificar as manchas em vez de clareá-las. Por isso, protocolos mais recentes utilizam equipamentos em baixa energia e com controle térmico, associados à aplicação de ativos clareadores logo após o procedimento, técnica conhecida como drug delivery.
Câncer de pele é outro motivo para não adiar a consulta
Se o melasma está entre as principais queixas relacionadas à estética, o câncer de pele reforça a importância do acompanhamento preventivo. O tipo não melanoma responde pela maior parcela dos tumores malignos diagnosticados no Brasil, com mais de 200 mil casos novos estimados por ano pelo Instituto Nacional de Câncer (INCA).
Quando identificado precocemente, apresenta altas taxas de cura. A dermatoscopia realizada em consultório é a principal ferramenta de rastreio. Em uma cidade com os índices de radiação solar de Goiânia, a avaliação anual de pintas e lesões deve fazer parte da rotina de qualquer adulto.
RQE e título de especialista: o que conferir antes da consulta
Nem todo médico que atende pacientes com queixas relacionadas à pele é necessariamente dermatologista. A Sociedade Brasileira de Dermatologia orienta a verificar o Registro de Qualificação de Especialista (RQE), número que comprova a conclusão de residência médica credenciada ou a aprovação no exame de título da especialidade.
Enquanto o CRM autoriza o exercício da medicina, o RQE identifica a especialidade registrada pelo profissional. A consulta pode ser realizada gratuitamente no portal do Conselho Regional de Medicina de Goiás. Também é possível verificar se o médico é membro titular da SBD ou da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD), entidades que exigem formação comprovada para o ingresso e mantêm registros disponíveis ao público.
10 dermatologistas em Goiânia
A seguir veja uma seleção que reúne profissionais com atuação na capital. Para compor a lista, foram considerados registros públicos em diretórios de agendamento, títulos informados por sociedades médicas e avaliações de pacientes.
A ordem apresentada não representa uma classificação. A escolha do médico mais adequado depende da queixa e das necessidades de cada paciente.
1. Dra. Mariana Cabral
Graduada em Medicina pela Universidade Federal de Goiás, possui especialização em Dermatologia pela Unifesp e aprofundamento em dermatoscopia e cosmiatria pela USP (CRM-GO 18691, RQE 9360).
Atua nas áreas de dermatologia clínica, cirúrgica e estética no Setor Bueno e se tornou referência em tratamentos para melasma com protocolo que combina laser de CO? em modo frio e drug delivery de ativos clareadores para reduzir o risco de efeito rebote.
2. Dra. Paula Azevedo Costa
Dermatologista com título pela SBD e pela SBCD (CRM-GO 10242, RQE 10551), detém mais de 20 anos de experiência em procedimentos de rejuvenescimento, toxina botulínica e preenchimento facial.
3. Dra. Maria Cláudia Trombin
Possui título de especialista pela SBD e é membro da American Academy of Dermatology (CRM-GO 14740, RQE 7324). Atua há mais de duas décadas na capital, com protocolos personalizados para manchas, flacidez e cuidados com a pele. O atendimento é realizado no Setor Sul.
4. Dra. Carolina Basílio
Graduada pela UFG, é membro da SBD e da SBCD. Atua em dermatologia clínica e estética e também com implante capilar, área em que ganhou projeção na cidade.
5. Dra. Lais Borges de Carvalho
Atende na Clínica Essence, no Setor Marista, com atuação em doenças da pele, unhas e cabelos, cirurgia dermatológica e procedimentos a laser.
6. Dra. Shirley Nogueira
Possui clínica no Setor Marista e está entre as dermatologistas mais bem avaliadas da capital em plataformas de agendamento. Atua nas áreas clínica e estética.
7. Dra. Flavia Grazielle de Sousa Carneiro
Atende no Instituto Médico Cora Coralina e reúne dezenas de avaliações positivas de pacientes em diretórios médicos.
8. Dra. Ludmilla Queirós Miranda
Com consultório no Setor Bueno, atende uma ampla rede de convênios e mantém publicações de orientação a pacientes em plataformas especializadas.
9. Dra. Fernanda Nunes Andrade
Dermatologista com atendimento no Setor Bueno, atua em dermatologia clínica e oferece consultas por convênios e particular.
10. Dr. Mário Aurélio Borges Fidelis
É um dos nomes masculinos de referência na especialidade em Goiânia e atende na Clínica Essence, no Setor Marista.
Como escolher um dermatologista em Goiânia
A escolha do profissional depende do tipo de queixa apresentada. Casos de manchas resistentes, melasma e fotoenvelhecimento, por exemplo, podem demandar especialistas com experiência em laser e tecnologias voltadas ao clareamento.
Já suspeitas de câncer de pele exigem avaliação com dermatoscopia e, quando necessário, cirurgia dermatológica. Em casos de queda de cabelo e doenças das unhas, a busca por profissionais que atuam com tricologia pode ser mais adequada. A escolha da subespecialidade de acordo com a necessidade tende a tornar o atendimento mais direcionado.
Antes de marcar a consulta, é importante confirmar o RQE no portal do conselho regional, verificar se a clínica atende ao convênio e perguntar sobre a experiência do médico com a condição que vai ser avaliada. Conferir as credenciais e consultar informações públicas são medidas que ajudam na escolha do profissional.
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