Vôo direto de BH a Montevidéu; veja o que fazer por lá
Com voo direto partindo de Confins, a capital uruguaia reúne pontos históricos, Rambla, gastronomia e atrações culturais para diferentes perfis de viajantes
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Desde o início de março, o terminal mineiro BH Airport (Confins) ampliou sua malha internacional com a inauguração da rota direta para Montevidéu, operada pela Azul Linhas Aéreas. Com duas frequências semanais, às quartas-feiras e domingos, o voo reduz o tempo de deslocamento para aproximadamente três horas. A operação visa atender tanto o fluxo de lazer quanto o turismo de negócios, consolidando o aeroporto mineiro como o segundo maior centro de conexões da companhia.
A capital uruguaia apresenta-se como um destino acolhedor e com arquitetura preservada. Para o público mineiro que utilizará a nova conexão, o roteiro básico e as opções mais “de nicho” oferecem diferentes perspectivas da cultura platina.
Mas o planejamento para o novo destino internacional exige atenção às normas da aviação civil. Em rotas recém-implementadas, imprevistos operacionais podem ocorrer, e o passageiro deve estar ciente de que a Resolução 400 da ANAC garante assistência material gradual em solo brasileiro. Ao consultar sobre voo cancelado direitos, o viajante verifica que a empresa aérea é obrigada a fornecer comunicação (após 1 hora), alimentação (após 2 horas) e hospedagem com transporte (após 4 horas), independentemente de o motivo ser técnico ou meteorológico.
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O início da operação de voo direto para a cidade começou com aeronaves Embraer E2, com capacidade para transportar até 136 pessoas. Quem quiser se programar para aproveitar a ligação entre a capital mineira e a capital uruguaia já pode comprar as passagens no site oficial da Azul.
Uma vez em solo uruguaio, o visitante descobre que o turismo tradicional na capital concentra-se no eixo histórico e na orla, com três pontos de parada obrigatória. Para além dos guias convencionais, Montevidéu preserva locais que revelam a identidade cotidiana e histórica do país.
1. Plaza Independencia e Ciudad Vieja
A Plaza Independencia funciona como o marco divisório entre a cidade moderna e o centro histórico, conhecido como Ciudad Vieja. No centro da praça, encontra-se o Mausoléu ao General José Gervasio Artigas, herói da independência uruguaia, cujos restos mortais são guardados por uma guarda de honra permanente sob uma estátua de 17 toneladas. No entorno imediato, destaca-se o Palacio Salvo, inaugurado em 1928. Com 100 metros de altura, a edificação foi, por décadas, a mais alta da América do Sul e permanece como o principal ícone da silhueta arquitetônica da cidade.
Ao cruzar a Puerta de la Ciudadela, estrutura remanescente da muralha colonial erguida em 1726, o visitante acessa a parte mais antiga da capital. A Ciudad Vieja é caracterizada por vias de pedestres, como a Peatonal Sarandí, que concentra livrarias, galerias de arte e edifícios do período colonial e neoclássico.
2. La Rambla
Diferente de outras capitais litorâneas, a via Rambla não possui construções privadas entre a calçada e a água, garantindo acesso público total em toda a sua extensão. A estrutura atravessa diversos bairros, como Palermo, Parque Rodó, Punta Carretas e Pocitos, funcionando como a principal infraestrutura de lazer e prática esportiva para a população local, que utiliza o espaço especialmente durante o pôr do sol. O local é também point de consumo de mate, elemento central da identidade uruguaia.
3. Mercado del Puerto
Localizado na zona portuária da Ciudad Vieja, o Mercado del Puerto destaca-se por sua arquitetura de ferro fundido, fabricada originalmente na Europa. Embora tenha surgido como um mercado de frutas, verduras e carnes para abastecer os navios que aportavam na cidade, o espaço evoluiu para se tornar o principal polo gastronômico da capital.
Atualmente, o interior do edifício abriga dezenas de parrillas que operam com sistemas de grelhas inclinadas e queima de lenha, técnica tradicional que confere sabor específico aos cortes de carne uruguaios.
4. Feria de Tristán Narvaja
Realizada ininterruptamente todos os domingos no bairro de Cordón, a Feria de Tristán Narvaja é o maior mercado de rua de Montevidéu, estendendo-se por diversas quadras a partir da avenida principal.
O local funciona como um centro de comércio diversificado onde se encontram desde alimentos frescos e itens de primeira necessidade até mobiliário antigo, livros raros e animais. Especialistas em urbanismo descrevem a feira como o principal observatório da diversidade socioeconômica da capital, reunindo diferentes gerações e estratos sociais.
5. Museu Juan Manuel Blanes e Jardim Japonês
Situado no bairro de Prado, o Museu Juan Manuel Blanes ocupa uma antiga vila neoclássica e é dedicado às artes visuais com foco na identidade nacional. O acervo destaca as obras de Blanes, reconhecido como o "pintor da pátria" por suas representações realistas da vida rural, do gaúcho e de episódios históricos do Uruguai. Além do valor artístico, o museu é objeto de interesse pelo folclore local, que relata a presença de uma entidade nos andares superiores do casarão, atribuída a uma antiga residente da aristocracia uruguaia.
Nos fundos da propriedade, o visitante encontra o Jardim Japonês de Montevidéu, um espaço de isolamento acústico e paisagismo rigoroso doado pelo governo do Japão em 2001. O jardim segue os preceitos tradicionais de meditação, contando com pontes de madeira, lagos de carpas e espécies botânicas orientais.
6. Bairro de Pocitos
Embora a orla de Pocitos seja um dos locais mais fotografados de Montevidéu, o interesse arquitetônico e cultural do bairro reside em suas vias internas. O setor residencial preserva casarões do início do século XX que convivem com edifícios de design contemporâneo, abrigando uma infraestrutura de serviços voltada para a população local.
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As ruas internas de Pocitos concentram uma rede de cafés de especialidade e livrarias independentes que funcionam como centros de debate e convivência cultural. Para o turista, essa região oferece um ambiente de baixa aglomeração em comparação com a Ciudad Vieja, permitindo o consumo de produtos locais e o contato direto com a hospitalidade uruguaia.