Alimentação

Como escolher e preparar fígado para aproveitar todas as suas propriedades?

Descubra como escolher e preparar fígado corretamente, garantindo sabor, maciez e nutrientes essenciais em receitas práticas e saudáveis

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O fígado é um alimento tradicional na mesa de muitas famílias e costuma ser lembrado por seu alto teor de ferro e vitaminas. Apesar disso, ainda gera dúvidas na hora da compra e do preparo, seja pelo sabor marcante, seja pela textura diferente de outras carnes. Para aproveitar melhor suas propriedades, a escolha correta na feira ou no açougue e alguns cuidados na cozinha fazem toda a diferença.

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Ao entender como selecionar e preparar o fígado, torna-se mais simples incluí-lo na alimentação de forma equilibrada. Esse cuidado ajuda a preservar nutrientes como ferro, vitaminas do complexo B e vitamina A, que podem contribuir para a saúde do sangue, da visão e do metabolismo. A forma de cozimento, o tempo de fogo e os temperos usados interferem diretamente no resultado final do prato.

Como escolher fígado de qualidade no mercado?

A escolha do fígado começa pela aparência. Em geral, recomenda-se dar preferência a peças com coloração uniforme, sem manchas escuras ou pontos esverdeados. Um fígado bovino fresco costuma apresentar tom marrom-avermelhado, brilho moderado e superfície lisa. Já o fígado de frango é mais claro, mas também deve estar íntegro, sem rasgos excessivos ou áreas acinzentadas.

A textura também é um indicativo importante. Ao toque, o fígado fresco é firme, mas não rígido, e não deve se desfazer com facilidade. A peça muito mole pode sinalizar que já passou do ponto ideal para consumo. O cheiro precisa ser suave, típico de carne fresca, sem odor forte ou desagradável. Em ambientes refrigerados, o fígado deve estar bem acondicionado, sob refrigeração constante e, preferencialmente, protegido em embalagens adequadas.

Outra estratégia adotada por muitas pessoas é optar por fígado de animais mais jovens, quando essa informação está disponível no rótulo ou no balcão. Em geral, o fígado de animais jovens tende a ser mais macio e de sabor menos intenso. Ler atentamente a data de validade, a procedência e o tipo de inspeção sanitária presente na embalagem é parte importante da escolha responsável.

Peças firmes, com brilho moderado e cheiro suave indicam melhor qualidade – depositphotos.com / MagdalenaJuillard

Como preparar fígado corretamente para manter seus nutrientes?

O modo de preparo do fígado influencia tanto no sabor quanto na preservação de seus nutrientes. Em linhas gerais, cortes muito finos e tempo prolongado de fogo costumam deixar a carne ressecada e mais rígida. Por isso, muitos cozinheiros preferem fatiar o fígado em tiras médias e selar rapidamente em frigideira bem aquecida, com pequena quantidade de óleo ou gordura.

Para aproveitar bem as propriedades do fígado, uma recomendação comum é evitar cozimentos longos em temperaturas muito altas. Isso porque o calor excessivo pode reduzir parte das vitaminas sensíveis à temperatura, como algumas do complexo B. Um preparo rápido, em fogo médio a alto, costuma produzir uma textura mais macia e preservar melhor os nutrientes, desde que o alimento atinja o ponto seguro para consumo.

Algumas etapas preliminares podem melhorar a textura e suavizar o sabor marcante. Entre as mais utilizadas estão:

  • Deixar de molho em leite, água com um pouco de limão ou vinagre por cerca de 20 a 30 minutos, descartando o líquido em seguida;
  • Remover peles e veias aparentes com uma faca afiada, reduzindo partes mais duras;
  • Cortar em pedaços uniformes, o que ajuda o cozimento por igual.

Quais temperos combinam melhor e como reduzir o sabor forte?

O fígado tem sabor intenso e, por isso, combina com temperos aromáticos que ajudam a equilibrar o prato. Cebola, alho, cheiro-verde, pimenta-do-reino e páprica estão entre os mais usados. Muitas preparações tradicionais utilizam grandes quantidades de cebola fatiada, dourada lentamente, para criar um contraste adocicado com o fígado grelhado ou acebolado.

Para quem prefere um gosto mais suave, é possível adotar algumas estratégias simples:

  1. Marinar o fígado por alguns minutos em suco de limão, laranja ou vinagre, junto com alho e ervas;
  2. Usar ervas frescas como salsinha, cebolinha, tomilho ou alecrim ao final do preparo, preservando o aroma;
  3. Controlar o sal, adicionando apenas na parte final do cozimento, para evitar que a carne perca muita umidade.

Outra opção é combinar o fígado com acompanhamentos que harmonizam bem com seu perfil de sabor, como purê de batata, mandioca cozida, arroz simples ou legumes salteados. Esses acompanhamentos ajudam a equilibrar o prato e tornam a refeição mais variada em texturas e cores.

O preparo rápido em frigideira quente ajuda a manter a textura macia – depositphotos.com / trexec

Cuidados de higiene e conservação do fígado em casa

Além da escolha e do preparo, a forma de armazenar o fígado em casa é essencial para a segurança alimentar. Ao chegar do mercado, o ideal é manter o produto sob refrigeração, em temperatura adequada, e evitar longos períodos fora da geladeira. Se não houver previsão de consumo em um ou dois dias, pode-se congelar a peça em porções menores, bem embaladas, para facilitar o descongelamento posterior.

O descongelamento deve ser feito, preferencialmente, na geladeira, em recipiente fechado, evitando deixá-lo em temperatura ambiente por longos períodos. Utensílios e superfícies usados no manuseio do fígado cru precisam ser bem lavados com água e sabão antes de serem utilizados para outros alimentos, reduzindo o risco de contaminação cruzada.

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Ao reunir cuidados na escolha, na higienização e no modo de preparo, o consumo de fígado tende a se tornar mais prático no dia a dia. Dessa forma, é possível aproveitar melhor suas propriedades nutricionais, ajustando o tempero e o ponto de cozimento ao gosto de cada família e mantendo uma rotina alimentar variada.

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