Saúde

Fim da exclusividade do Procoralan promete tratamento cardíaco mais acessível

O medicamento ivabradina, conhecido comercialmente como Procoralan, já ajuda há anos no tratamento de insuficiência cardíaca e angina.

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O medicamento ivabradina, conhecido comercialmente como Procoralan, já ajuda há anos no tratamento de insuficiência cardíaca e angina. Ele auxilia no controle da frequência dos batimentos do coração. Em 2026, ocorrerá a expiração da patente desse remédio no Brasil. Esse marco abre caminho para a entrada de versões genéricas no mercado. Assim, o cenário de acesso ao tratamento tende a mudar, especialmente para quem depende do uso contínuo do produto.

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Com o fim da exclusividade, outras empresas farmacêuticas poderão produzir ivabradina genérica. Elas devem manter o mesmo princípio ativo do Procoralan. Em geral, esse tipo de mudança aumenta a concorrência e reduz os valores nas farmácias. Portanto, muitas pessoas já criam expectativa de redução de preços ao balcão. Para muitas famílias, essa alteração pesa diretamente no orçamento mensal dedicado a remédios de uso prolongado.

O que é ivabradina (Procoralan) e para que serve?

ivabradina atende principalmente pessoas com insuficiência cardíaca crônica estável. Ela também atende casos selecionados de angina estável, quando o músculo do coração recebe sangue em quantidade insuficiente em determinados momentos. De forma simples, trata-se de um medicamento que diminui a frequência cardíaca. Ele faz isso sem interferir diretamente na força de contração do coração. Ao reduzir o número de batimentos por minuto, o órgão passa a trabalhar de forma mais economizada.

Na insuficiência cardíaca, essa redução permite que o coração enfraquecido realize menos esforço para bombear o sangue. Já na angina, o objetivo envolve a diminuição da demanda de oxigênio pelo músculo cardíaco. Desse modo, o medicamento reduz a ocorrência de dores no peito relacionadas ao esforço ou ao estresse. Em qualquer cenário, o uso da ivabradina exige prescrição e acompanhamento médico. Com muita frequência, o médico associa a ivabradina a outros remédios indicados para o controle da doença cardíaca.

Ivabradina para insuficiência cardíaca e angina: como o tratamento ajuda?

No contexto da insuficiência cardíaca, a ivabradina geralmente entra no tratamento de pacientes com frequência cardíaca elevada. Isso ocorre mesmo após o ajuste de outros medicamentos. A meta consiste em ajudar a controlar os batimentos. Dessa forma, o indivíduo sente menos cansaço e melhora a tolerância a atividades do dia a dia, como caminhar pequenas distâncias ou subir poucos lances de escada. Esse controle da frequência também pode diminuir o risco de internações por piora do quadro.

Na angina, especialmente na chamada angina estável, a substância reduz a chance de crises de dor torácica desencadeadas por esforço físico ou situações de tensão. Em linguagem simples, ao fazer o coração bater mais devagar, o medicamento diminui o gasto de energia do órgão. Assim, ele reduz a necessidade de oxigênio. Esse efeito se torna importante porque a angina se relaciona diretamente à dificuldade das artérias coronárias em levar sangue suficiente ao músculo cardíaco.

Os médicos costumam prescrever a ivabradina para uso prolongado. Por isso, o custo mensal exerce grande influência na adesão. Quando o valor permanece elevado, algumas pessoas passam a interromper ou a espaçar as doses por conta própria. Essa conduta compromete a eficácia do cuidado. Nesse ponto, a discussão sobre o fim da patente e a chegada de genéricos ganha destaque. Ela pode interferir diretamente na capacidade de manter a terapia de forma regular e segura.

O que muda com o fim da patente do Procoralan em 2026?

A expiração da patente do Procoralan em 2026 encerra a exclusividade do laboratório detentor da marca de referência de ivabradina. A partir desse momento, outros laboratórios poderão registrar e comercializar a ivabradina genérica e medicamentos similares. Para isso, eles precisam cumprir todas as exigências de qualidade, segurança e eficácia impostas pela Anvisa. Assim, o órgão regulador mantém o padrão necessário para o tratamento cardíaco.

Na prática, a chegada dos genéricos costuma ampliar a oferta de opções nas farmácias e em redes de dispensação pública ou privada. A regra geral do mercado farmacêutico no Brasil indica que genéricos tendem a apresentar preços menores que os produtos de referência. Isso ocorre devido à concorrência entre fabricantes e à ausência dos custos iniciais de pesquisa e desenvolvimento. Esses custos já se amortizaram ao longo dos anos de exclusividade da patente. Como consequência, o paciente costuma se beneficiar com valores mais competitivos.

Os genéricos de ivabradina serão mais baratos?

A experiência com outros medicamentos mostra que, com o tempo, os genéricos de ivabradina provavelmente chegarão ao mercado com valores mais baixos que o Procoralan. Embora ninguém possa definir uma tabela definitiva antecipada, o padrão de mercado revela descontos progressivos conforme mais laboratórios entram na disputa. Em geral, o preço do genérico já começa abaixo do medicamento de referência. Depois, ele pode cair ainda mais em resposta à competição entre marcas.

Para o público que convive com insuficiência cardíaca ou angina e precisa tomar o remédio de forma contínua, surge a expectativa de tratamento cardíaco mais acessível. Esse efeito vale para compras em farmácias privadas e para negociações de preços em grandes redes e planos de saúde. Além disso, gestores públicos podem ampliar a oferta em programas governamentais de acesso a medicamentos. Essa ampliação, porém, depende de futuras decisões das autoridades de saúde e de análise de custo-benefício.

Quais cuidados o paciente deve ter com a troca para o genérico?

Apesar da perspectiva de queda de preços, o paciente deve manter cautela. Qualquer mudança, seja de marca, seja de dose, exige sempre acompanhamento de um profissional de saúde. Os genéricos precisam seguir o mesmo princípio ativo, concentração e forma de uso da ivabradina original. Mesmo assim, a decisão de substituição deve ocorrer de forma planejada. A supervisão médica permite avaliar possíveis ajustes individuais e monitorar sintomas como tonturas, sensação de fraqueza ou alterações na visão. Esses sintomas ocorrem em algumas pessoas e exigem atenção.

Para ajudar, o paciente pode adotar alguns cuidados simples:

  • Levar sempre a receita atualizada ao comprar o medicamento;
  • Confirmar com o farmacêutico se o produto entregue corresponde à dose prescrita;
  • Observar a resposta do organismo nos primeiros dias após qualquer troca de marca;
  • Relatar ao médico qualquer sintoma novo ou diferente;
  • Não interromper o tratamento por conta própria, mesmo em caso de melhora dos sintomas.

Perspectivas para o acesso ao tratamento cardíaco

Com a proximidade do fim da exclusividade do Procoralan, o cenário para quem depende de ivabradina em 2026 tende a incluir mais opções nas prateleiras e, possivelmente, valores mais competitivos. Pacientes, serviços de saúde e sistemas públicos acompanham esse movimento com muito interesse. A insuficiência cardíaca e a angina ainda representam importantes causas de atendimentos e internações no país. Assim, qualquer mudança no acesso ao tratamento provoca impacto amplo.

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Ao longo dos próximos anos, a discussão sobre ivabradina genérica deve envolver não apenas a questão do preço. Ela também inclui temas como disponibilidade em diferentes regiões, inclusão em políticas públicas de medicamentos e educação em saúde para esclarecer dúvidas da população. Em um cenário de uso crônico, qualquer redução de custo, associada à manutenção da qualidade, facilita a continuidade do tratamento. Dessa forma, o controle das doenças cardíacas se torna mais viável na rotina de quem convive com esses diagnósticos.

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