Saúde

Aptidão cardiovascular: o segredo para um coração saudável e mais energia no dia a dia

Aptidão cardiovascular é um termo cada vez mais presente em consultas médicas, exames de rotina e conversas sobre bem-estar. Veja o segredo para um coração saudável.

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Aptidão cardiovascular é um termo cada vez mais presente em consultas médicas, exames de rotina e conversas sobre bem-estar. De forma simples, refere-se à capacidade do coração, dos pulmões e do sistema circulatório de fornecer oxigênio aos músculos durante atividades físicas. Assim, manter essa aptidão em bom nível está diretamente ligado à prevenção de doenças crônicas e à melhoria da qualidade de vida ao longo dos anos.

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Na prática, uma boa aptidão cardiovascular significa que o organismo consegue responder melhor a esforços do dia a dia, como subir escadas, caminhar longas distâncias ou carregar compras, com menor sensação de cansaço. Afinal, quando o coração e os pulmões funcionam de maneira eficiente, o corpo tende a lidar melhor com o estresse, com alterações de pressão arterial e com variações de peso, fatores importantes para a saúde geral.

O coração atua como uma bomba que envia sangue rico em oxigênio para todo o organismo – depositphotos.com / DecaStock

O que é aptidão cardiovascular e como ela funciona?

Aptidão cardiovascular, também conhecida como capacidade cardiorrespiratória, é a habilidade do corpo de captar, transportar e utilizar oxigênio durante exercícios aeróbicos. Nessa engrenagem, o coração atua como uma bomba que envia sangue rico em oxigênio para todo o organismo. Por sua vez, os pulmões garantem a troca adequada de gases, absorvendo oxigênio e eliminando gás carbônico.

Quando essa aptidão está em bom nível, o coração consegue bater de forma mais eficiente, muitas vezes com uma frequência cardíaca de repouso mais baixa, e os pulmões apresentam melhor ventilação. Com o tempo, a prática regular de atividades físicas aeróbicas aumenta o número de capilares sanguíneos, melhora a circulação e ajuda os músculos a aproveitarem melhor o oxigênio disponível. Portanto, isso resulta em maior resistência física e em menor esforço para realizar atividades comuns.

Como a aptidão cardiovascular impacta a saúde do coração e dos pulmões?

A relação entre aptidão cardiovascular e saúde do coração é direta. Níveis adequados estão associados a menor risco de doenças cardiovasculares, como infarto, AVC e insuficiência cardíaca. Isso acontece porque o exercício aeróbico regular ajuda a controlar a pressão arterial, reduzir o colesterol ruim (LDL), aumentar o colesterol bom (HDL) e melhorar o controle da glicose no sangue, fatores que diminuem a chance de entupimento das artérias.

Do ponto de vista pulmonar, a boa capacidade cardiorrespiratória favorece a expansão dos pulmões, o fortalecimento dos músculos respiratórios e a eficiência das trocas gasosas. Em pessoas com problemas respiratórios crônicos, como asma ou doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), programas de treinamento supervisionados podem contribuir para reduzir crises, melhorar a tolerância ao esforço e ampliar a autonomia nas tarefas cotidianas, sempre com acompanhamento profissional.

Quais são os benefícios da aptidão cardiovascular para o corpo todo?

Os ganhos de manter a aptidão cardiovascular em dia vão além da proteção do coração e dos pulmões. Afinal, diversos estudos em 2026 continuam apontando a boa capacidade cardiorrespiratória como um dos principais indicadores de longevidade e menor mortalidade por todas as causas.

  • Melhor controle do peso corporal e da gordura abdominal.
  • Redução do risco de diabetes tipo 2 e melhora da sensibilidade à insulina.
  • Ajuda no controle da pressão arterial e da saúde das artérias.
  • Aumento de energia para atividades diárias e menor fadiga.
  • Melhora da qualidade do sono e do ritmo de descanso.
  • Apoio à saúde mental, com redução de sintomas de ansiedade e estresse.

Além disso, a boa aptidão cardiovascular contribui para a manutenção da massa muscular e da densidade óssea quando combinada a outras modalidades de exercício, o que é relevante para a prevenção de quedas e fraturas na idade avançada.

Como medir a aptidão cardiovascular na prática?

A avaliação da aptidão cardiovascular pode ser feita de forma simples ou com exames mais detalhados, dependendo da necessidade e do histórico de saúde. Em ambientes clínicos, uma das formas mais utilizadas é o teste de esforço em esteira ou bicicleta ergométrica, no qual a intensidade do exercício aumenta gradualmente enquanto são monitorados batimentos cardíacos, pressão arterial e, em alguns casos, consumo de oxigênio (VO máximo).

No dia a dia, existem maneiras acessíveis de ter uma noção da própria capacidade cardiorrespiratória, sempre considerando a orientação de um profissional de saúde:

  1. Frequência cardíaca de repouso: medir os batimentos por minuto ao acordar pode indicar condicionamento. Valores mais baixos em pessoas saudáveis geralmente sugerem melhor aptidão.
  2. Teste de caminhada: observar a distância percorrida em um tempo definido (como 6 minutos) ou o tempo necessário para caminhar certo percurso, avaliando o grau de cansaço.
  3. Percepção de esforço: notar se atividades rotineiras, como subir dois lances de escada, provocam falta de ar intensa ou desconforto exagerado.

Quando há sintomas como dor no peito, tontura ou falta de ar intensa ao menor esforço, a recomendação é buscar avaliação médica antes de iniciar ou intensificar qualquer plano de exercícios.

Para fortalecer o sistema cardiorrespiratório, os exercícios mais indicados são os de caráter aeróbico, realizados por períodos contínuos ou intervalados, com intensidade leve a moderada ou vigorosa, conforme a condição de cada pessoa – depositphotos.com / Rawpixel

Quais exercícios melhoram a aptidão cardiovascular?

Para fortalecer o sistema cardiorrespiratório, os exercícios mais indicados são os de caráter aeróbico, realizados por períodos contínuos ou intervalados, com intensidade leve a moderada ou vigorosa, conforme a condição de cada pessoa. Portanto, entre os exemplos mais comuns estão:

  • Caminhada em rua, parque ou esteira.
  • Corrida ou trote leve.
  • Pedalar em bicicleta comum ou ergométrica.
  • Natação e hidroginástica.
  • Dança, aulas de ritmos, ginástica aeróbica.
  • Treinos intervalados de alta intensidade (HIIT), indicados apenas para quem já tem liberação e alguma base de condicionamento.

Diretrizes atuais sugerem, para adultos, pelo menos 150 a 300 minutos semanais de atividade aeróbica moderada, ou 75 a 150 minutos de atividade vigorosa, distribuídos ao longo da semana. Crianças e adolescentes tendem a se beneficiar de períodos maiores de movimento, geralmente associados a brincadeiras ativas e esportes.

Como manter a aptidão cardiovascular no dia a dia?

Para preservar e melhorar a aptidão cardiovascular, a regularidade costuma ser mais importante do que a intensidade extrema. Pequenas decisões diárias colaboram para manter o coração e os pulmões em atividade adequada, mesmo em rotinas cheias.

  • Preferir escadas em vez de elevador em curtas distâncias.
  • Descer um ponto antes no transporte público para caminhar um pouco mais.
  • Fazer pausas ativas no trabalho, levantando-se e se movimentando a cada 60 minutos.
  • Agendar caminhadas curtas após as refeições principais, quando possível.
  • Incluir ao menos um dia de atividade aeróbica mais prolongada no fim de semana.

Algumas estratégias ajudam a manter a regularidade:

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  1. Estabelecer metas realistas, começando com poucos minutos por dia e aumentando de forma progressiva.
  2. Registrar os treinos em aplicativos, planilhas ou agendas, acompanhando a evolução.
  3. Buscar acompanhamento de profissional de educação física ou fisioterapeuta, especialmente em casos de doenças pré-existentes.
  4. Respeitar sinais do corpo, como dor forte, falta de ar intensa e palpitações, interrompendo o esforço e procurando avaliação quando necessário.

Ao longo do tempo, a combinação de hábitos ativos, alimentação equilibrada e acompanhamento médico tende a manter a aptidão cardiovascular em níveis adequados. Esse cuidado contínuo não se limita ao desempenho em exercícios, mas se reflete na capacidade de viver com mais autonomia, menos limitações físicas e menor risco de doenças que afetam diretamente o coração, os pulmões e todo o organismo.

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