Quais sintomas, causas e tratamento da Proctite
A proctite inflama o reto, parte final do intestino grosso, e pode atingir pessoas de diferentes faixas etárias.
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A proctite inflama o reto, parte final do intestino grosso, e pode atingir pessoas de diferentes faixas etárias. O quadro geralmente provoca desconforto durante as evacuações e alterações nas fezes. Por isso, muitos pacientes só procuram ajuda médica quando os sintomas já se mostram mais intensos. No entanto, identificar sinais precoces e entender as possíveis causas facilita o diagnóstico e reduz o risco de complicações.
Muitas pessoas associam a proctite às doenças inflamatórias intestinais, infecções ou uso de alguns medicamentos. Contudo, a condição também se relaciona a hábitos de vida e outras doenças. Dessa forma, profissionais de saúde costumam avaliar o histórico completo da pessoa, seus sintomas e fatores de risco antes de definir o melhor manejo. Em geral, o tratamento busca aliviar o incômodo e controlar diretamente a origem da inflamação.
Quais são os principais sintomas da proctite?
Os sintomas da proctite geralmente se concentram na região anal e retal, variando de leves a intensos. Um dos sinais mais descritos envolve a dor ou queimação ao evacuar. Esse sintoma pode surgir junto com vontade frequente de ir ao banheiro, mesmo com pouco volume de fezes. Muitas pessoas também relatam a sensação de evacuação incompleta, conhecida como tenesmo.
Outro sintoma comum envolve o sangramento retal. O sangue pode aparecer como estrias no papel higiênico, misturado às fezes ou gotejando no vaso. Em alguns casos, ocorre saída de muco ou secreção pelo ânus, mesmo fora do momento da evacuação. Além disso, a região anal pode ficar mais sensível, com coceira ou desconforto constante ao sentar ou caminhar longas distâncias.
Dependendo da causa da inflamação do reto, a proctite também pode provocar diarreia, cólicas abdominais, perda de peso e sensação de fadiga. Quando um agente infeccioso desencadeia o quadro, podem surgir febre baixa e mal-estar geral. A intensidade dos sintomas varia entre as pessoas e também ao longo do tempo. Assim, muitos pacientes enfrentam períodos de melhora e piora alternados.
Quais causas podem levar à proctite?
A inflamação do reto pode surgir por diferentes motivos. Uma das causas mais conhecidas envolve a doença inflamatória intestinal, como retocolite ulcerativa e doença de Crohn. Nesses quadros, o sistema imunológico passa a atacar estruturas do próprio intestino. Em consequência, a proctite tende a se manter como problema crônico e exige acompanhamento prolongado.
As infecções também figuram entre as principais causas de proctite. Bactérias, vírus ou parasitas podem desencadear a inflamação. Além disso, algumas infecções sexualmente transmissíveis (IST), como gonorreia, clamídia, sífilis e herpes simples, aumentam bastante o risco, especialmente em práticas sexuais que envolvem o ânus. O contato desprotegido eleva a chance de transmissão desses agentes, que podem se instalar diretamente na mucosa retal.
Em outros cenários, a proctite por radioterapia aparece em pessoas em tratamento para câncer de próstata, colo de útero, reto ou outras neoplasias na pelve. A radiação irrita a mucosa do reto e, assim, provoca inflamação aguda ou tardia. Além disso, o uso prolongado de alguns antibióticos, anti-inflamatórios ou supositórios irritantes também favorece o quadro. Alergias locais e alterações da flora intestinal ainda podem participar do desenvolvimento da inflamação.
- Doenças inflamatórias intestinais (retocolite ulcerativa, doença de Crohn);
- Infecções bacterianas, virais ou parasitárias;
- Infecções sexualmente transmissíveis envolvendo o reto;
- Radioterapia na região pélvica;
- Uso de medicações que irritam a mucosa retal;
- Traumas locais ou procedimentos anorretais.
Quais são os tratamentos para proctite?
O tratamento da proctite depende diretamente da causa que o profissional de saúde identifica. Quando uma infecção provoca a inflamação, o manejo geralmente inclui antibióticos, antivirais ou antiparasitários, conforme o agente envolvido. Em situações relacionadas a infecções sexualmente transmissíveis, o tratamento do(a) parceiro(a) sexual também se torna necessário. Dessa forma, a equipe reduz o risco de reinfecção.
Na proctite associada à doença inflamatória intestinal, os médicos costumam indicar anti-inflamatórios específicos para o intestino, como mesalazina em forma de comprimidos, supositórios ou enemas. Em algumas situações, eles também utilizam corticoides tópicos ou orais. Nos quadros mais resistentes, a equipe pode prescrever imunossupressores ou terapias biológicas, sempre com acompanhamento especializado e monitorização cuidadosa.
Para quem desenvolve proctite por radioterapia, o tratamento geralmente envolve medicamentos que protegem a mucosa e analgésicos. Além disso, o médico pode usar supositórios anti-inflamatórios e orientar ajustes na dieta para reduzir irritação local. Em todos os tipos de proctite, os profissionais de saúde costumam recomendar medidas adicionais. Entre elas, destaca-se a hidratação adequada, a higiene anal delicada e, em alguns casos, adaptações alimentares para diminuir diarreia ou constipação.
- Identificação da causa com anamnese, exame físico e, se necessário, retossigmoidoscopia;
- Uso de medicamentos específicos (antibióticos, antivirais, anti-inflamatórios, imunossupressores);
- Controle da dor e do sangramento, quando presentes;
- Ajustes de dieta e hábitos intestinais;
- Acompanhamento periódico para monitorar a resposta ao tratamento.
Quando buscar ajuda e como prevenir novos episódios?
A presença de sangue nas fezes, dor intensa ao evacuar ou diarreia persistente indica a necessidade de avaliação médica. Esse cuidado se torna ainda mais importante quando os sintomas duram mais de alguns dias. A busca precoce por atendimento permite descartar outras doenças do reto e do intestino. Além disso, o médico consegue iniciar o tratamento adequado com mais rapidez e, assim, evita o agravamento da inflamação.
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Algumas medidas contribuem para reduzir o risco de novos episódios de proctite, principalmente em pessoas com fatores de risco conhecidos. Entre elas, destaca-se o uso de preservativo em práticas sexuais que envolvem o ânus. Além disso, o paciente deve seguir com rigor as orientações da equipe oncológica em caso de radioterapia. A adesão correta ao tratamento de doenças inflamatórias intestinais também exerce papel essencial na prevenção. Por fim, manter acompanhamento regular com coloproctologista ou gastroenterologista ajuda a monitorar sintomas e ajustar o tratamento sempre que necessário.