Uvas de mesa no Brasil: conheça as 5 variedades mais populares
Uvas de mesa no Brasil: conheça as variedades mais comuns, sabores, cores, sementes, usos e curiosidades para escolher a melhor uva
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As uvas de mesa fazem parte da rotina alimentar de muitas famílias brasileiras, seja como lanche rápido, em saladas de frutas, sucos ou até em receitas especiais. Nos últimos anos, o setor de fruticultura ampliou a oferta de tipos de uva, trazendo ao consumidor desde variedades tradicionais com sementes até opções modernas sem sementes, que ganharam espaço nas prateleiras. Conhecer as características de cada uma ajuda na hora de escolher a melhor uva para cada preparo.
No mercado brasileiro, cinco grupos de uvas se destacam pela presença constante em feiras, sacolões e supermercados: Niágara Rosada, Itália, Thompson Seedless, Crimson e Uvas pretas sem semente (como BRS Vitória). Cada uma apresenta combinação própria de cor, textura, doçura, acidez e versatilidade culinária, além de diferenças importantes em relação à presença de sementes.
Quais são as uvas de mesa mais comuns no Brasil?
Entre as uvas de mesa mais populares do país, a Niágara Rosada ocupa lugar central. De cor rosada que pode variar para um tom mais púrpura, tem sabor adocicado com leve aroma foxado, típico das uvas americanas. Costuma ter sementes de tamanho médio e é consumida principalmente in natura, embora também seja usada em sucos artesanais e geleias caseiras.
A uva Itália é outra variedade clássica. Apresenta bagos grandes, de cor verde-amarelada, casca firme e polpa crocante. Traz doçura equilibrada com um pouco de acidez, contém sementes bem perceptíveis e é comum em bandejas de frutas, tábuas de frios e preparos mais decorativos, justamente pelo tamanho e aparência. Também pode ser utilizada em sucos e coquetéis sem perder a textura característica.
Uvas sem sementes: Thompson, Crimson e pretas seedless
As uvas sem sementes, conhecidas como seedless, vêm ganhando espaço pela praticidade e pela aceitação em famílias com crianças. A Thompson Seedless, geralmente verde-clara, tem bagos alongados, casca fina e sabor doce, com pouca acidez. É consumida principalmente in natura, mas também aparece em sucos, saladas de frutas e como ingrediente de receitas de confeitaria. Em outros países, essa mesma variedade é base para passas, e essa tendência começa a aparecer em produções brasileiras.
Já a Crimson é uma uva sem sementes de cor vermelha intensa, frequentemente encontrada em bandejas mistas ou sozinha. Possui textura firme, polpa crocante e dulçor marcante, com acidez discreta. Costuma ser escolhida para consumo direto, mas também se adapta bem a saladas com queijos e nozes, pela combinação de crocância e doçura. Sua casca é um pouco mais espessa que a da Thompson, o que favorece o transporte e a conservação.
Entre as uvas pretas sem semente, a BRS Vitória é uma das mais conhecidas no cultivo nacional. De cor arroxeada a quase negra, tem bagos médios, sabor doce com leve toque de frutas vermelhas e ausência de sementes perceptíveis. Além do consumo in natura, é muito utilizada em tábuas de queijos, sobremesas e sucos escuros, pela cor intensa. Algumas propriedades também destinam parte da produção a vinhos leves e sucos integrais, embora ela seja classificada principalmente como uva de mesa.
Qual a diferença entre uvas com sementes e sem sementes?
A principal diferença entre uvas com e sem sementes está na experiência de consumo. Nas variedades tradicionais, como Niágara Rosada e Itália, as sementes ocupam parte da polpa e podem exigir que a pessoa mastigue com cuidado ou descarte os caroços. Já nas uvas seedless, as sementes foram reduzidas ao mínimo por melhoramento genético convencional, resultando em bagos praticamente sem caroços, o que facilita o consumo direto e o uso em pratos prontos, como saladas e espetinhos de frutas.
Do ponto de vista nutricional, ambas as categorias oferecem carboidratos naturais, fibras, vitaminas e compostos antioxidantes. As sementes, quando presentes e mastigadas, também contêm substâncias de interesse, mas no consumo cotidiano de uva de mesa essa diferença costuma ser pequena. Na prática, o que mais pesa na escolha do consumidor é a comodidade, especialmente para crianças e em situações em que a fruta é servida já pronta para consumo.
- Com sementes: tradicionalmente mais usadas em sucos caseiros, geleias e consumo doméstico.
- Sem sementes: preferência em lanches rápidos, eventos, buffets e preparações onde a praticidade é prioridade.
Curiosidades sobre cultivo, popularidade e dicas de consumo
O cultivo de uva de mesa no Brasil se concentra em regiões com clima favorável, como o Vale do São Francisco, o interior de São Paulo e áreas do Rio Grande do Sul. Nesses polos, técnicas modernas de irrigação e manejo permitem até duas ou três safras por ano em algumas áreas, o que garante oferta quase constante em supermercados. A expansão das variedades sem sementes veio acompanhada de investimentos em pesquisa, incluindo programas de melhoramento desenvolvidos por instituições brasileiras.
Nos últimos anos, pesquisas de mercado apontam aumento na procura por uvas seedless, especialmente em grandes centros urbanos. A apresentação em bandejas já higienizadas e a associação com hábitos de alimentação considerados mais saudáveis contribuíram para esse movimento. Ainda assim, uvas tradicionais, como Niágara Rosada, mantêm forte presença por causa do preço competitivo e da familiaridade do sabor.
Algumas orientações práticas ajudam a aproveitar melhor as uvas de mesa:
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- Dar preferência a cachos firmes, com bagos inteiros e bem presos ao pedúnculo.
- Observar a cor característica de cada variedade, evitando bagos muito amarronzados ou enrugados.
- Guardar na geladeira em recipientes ventilados, sem lavar previamente, para aumentar a durabilidade.
- Lavar em água corrente apenas no momento do consumo, podendo deixar de molho rapidamente em solução clorada própria para alimentos.
- Utilizar restos de uvas mais maduras em sucos, geleias ou compotas, reduzindo o desperdício.
No dia a dia, as diferentes variedades de uva de mesa permitem combinar cor, sabor e praticidade em diversas situações. A escolha entre uvas com ou sem sementes, verdes, rosadas, vermelhas ou pretas, passa por fatores como preço, preferências familiares, finalidade de uso e disponibilidade regional, o que mantém o mercado de uvas de mesa em constante renovação no Brasil.