Curiosidades

Por que os pelos do nariz e das orelhas ficam mais longos e grossos à medida que envelhecemos?

O crescimento de pelos do nariz e das orelhas costuma chamar atenção a partir da meia-idade. Saiba por que acontece essa modificação com o tempo.

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O crescimento de pelos do nariz e das orelhas costuma chamar atenção a partir da meia-idade. Muitos percebem que esses fios se tornam mais longos, grossos e aparentes, mesmo em pessoas que nunca tiveram esse tipo de característica na juventude. Essa mudança é natural do organismo e está ligada, principalmente, a alterações hormonais, ao envelhecimento da pele e à forma como os folículos pilosos respondem a esses fatores ao longo do tempo.

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Embora esse fenômeno seja mais frequente em homens, ele também pode ocorrer em mulheres, especialmente após a menopausa. Em geral, os pelos dessas regiões sempre estiveram ali, porém mais finos e discretos. Com o passar dos anos, o que muda é a espessura, a velocidade de crescimento e a quantidade de fios visíveis, o que muitas vezes gera dúvidas sobre saúde, higiene e até estética.

Ao longo da vida adulta, alguns folículos antes “inativos” ou que produziam pelos muito finos passam a reagir de forma mais intensa aos andrógenos – depositphotos.com / Alena1919

O papel dos hormônios no crescimento dos pelos do nariz e das orelhas

A palavra-chave principal para entender esse processo é hormônios, em especial os andrógenos, como a testosterona. Esses hormônios estão presentes em diferentes níveis em homens e mulheres e influenciam o funcionamento dos folículos pilosos, que são as estruturas na pele responsáveis pela produção dos pelos. Com o envelhecimento, não é apenas a quantidade de hormônios que importa, mas também a sensibilidade dos folículos a essas substâncias.

Ao longo da vida adulta, alguns folículos antes “inativos” ou que produziam pelos muito finos passam a reagir de forma mais intensa aos andrógenos. Isso faz com que fios de vellus (finos e claros) se transformem em pelos terminais, mais grossos, escuros e compridos. Por essa razão, o crescimento de pelos no nariz e nas orelhas é frequentemente associado ao avanço da idade, mesmo sem grandes mudanças aparentes nos níveis hormonais sanguíneos.

Por que os pelos do nariz e das orelhas ficam mais grossos com a idade?

Os especialistas apontam que o envelhecimento altera o padrão de crescimento dos pelos em diferentes partes do corpo. Enquanto há redução de fios no couro cabeludo em muitas pessoas, há aumento ou espessamento em áreas como nariz, orelhas e sobrancelhas. Isso ocorre porque cada região tem folículos com características próprias e diferentes quantidades de receptores para hormônios androgênicos.

Nos pelos do nariz e das orelhas, esses receptores podem se tornar mais ativos ao longo do tempo. O resultado é um ciclo de crescimento mais prolongado e uma haste capilar mais espessa. Não se trata, portanto, de “novos” pelos surgindo do nada, mas de fios já existentes que se transformam. A herança genética também exerce forte influência: pessoas com histórico familiar de pelos mais marcantes nessas áreas tendem a apresentar o mesmo padrão com o envelhecimento.

Além disso, a pele envelhecida sofre modificações estruturais, como redução de colágeno e alterações na circulação local. Essas mudanças podem interferir indiretamente no comportamento dos folículos, favorecendo a permanência de fios mais longos. É um processo gradual, que costuma se intensificar a partir dos 40 ou 50 anos, variando conforme o organismo de cada indivíduo.

Os pelos do nariz e das orelhas têm função de proteção?

Apesar do incômodo estético para algumas pessoas, os pelos do nariz e das orelhas exercem funções importantes. No nariz, eles atuam como uma espécie de filtro mecânico, ajudando a barrar partículas de poeira, poluição, pólen e micro-organismos presentes no ar. Já nas orelhas, contribuem para proteger o canal auditivo contra a entrada de insetos, sujeira e excesso de umidade, trabalhando em conjunto com a cera (cerúmen).

Por esse motivo, a presença de pelos nessas regiões não é apenas um detalhe visual, mas uma parte do sistema de defesa natural do corpo. O que muitas pessoas fazem, porém, é aparar o excesso que ultrapassa os limites externos, mantendo uma aparência mais discreta sem eliminar totalmente essa barreira de proteção.

Como cuidar dos pelos do nariz e das orelhas de forma segura

O manejo adequado desses pelos depende mais de segurança do que de aparência. Profissionais de saúde costumam alertar que arrancar fios com pinça ou cera pode causar irritações, foliculites e até pequenas infecções, já que o interior do nariz e o canal auditivo são áreas sensíveis. Métodos abrasivos ou profundos também podem comprometer a proteção natural das mucosas.

Entre as formas mais utilizadas para lidar com os pelos do nariz e das orelhas estão:

  • Tesouras com ponta arredondada, próprias para higiene pessoal, usadas apenas na parte externa e com cuidado para não ferir a pele;
  • Aparadores elétricos específicos para nariz e orelhas, que cortam o pelo rente, sem arrancar pela raiz;
  • Cortes superficiais, limitados à porção de pelo visível, preservando a parte interna que atua na proteção.

Alguns hábitos podem complementar o cuidado diário, mantendo o conforto sem prejudicar a função protetora:

  1. Evitar introduzir objetos pontiagudos ou improvisados no nariz e nas orelhas;
  2. Higienizar regularmente a região externa com água e sabão neutro;
  3. Consultar um profissional de saúde ou dermatologista em caso de irritação, coceira persistente ou crescimento muito abrupto e localizado de pelos.
O manejo adequado desses pelos depende mais de segurança do que de aparência – depositphotos.com / gabitodorean

Envelhecimento, autoestima e acompanhamento médico

O crescimento de pelos mais grossos no nariz e nas orelhas faz parte de um conjunto de transformações típicas do envelhecimento, que inclui mudanças na pele, no cabelo e na distribuição de pelos pelo corpo. Muitas vezes, trata-se apenas de uma característica estética, sem relação direta com doença. Em alguns casos, porém, alterações bruscas ou associadas a outros sinais hormonais podem justificar avaliação médica.

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Quando o incômodo com esses pelos é grande, dermatologistas e outros profissionais podem orientar as técnicas de remoção mais adequadas para cada caso, sempre considerando os riscos de infecção e a preservação da função protetora. Assim, o crescimento de pelos nessas regiões passa a ser entendido não apenas como um detalhe visual, mas como um marcador natural do tempo, que pode ser manejado de forma cuidadosa e informada.

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