Alimentação

Atenção à dieta: aditivos podem aumentar o risco de doença

Descubra quais conservantes alimentares aumentam o risco de câncer e diabetes tipo 2 e como reduzir esses aditivos no dia a dia e não pegar doença

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O consumo de alimentos industrializados com conservantes cresceu nos últimos anos e passou a chamar a atenção de pesquisadores. Estudos recentes, relacionam alguns aditivos alimentares ao aumento do risco de doença como diabetes tipo 2 e de alguns tipos de câncer. Essa discussão envolve o que entra diariamente no prato de grande parte da população.

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Entre os resultados apresentados, o destaque recai sobre conservantes usados em carnes processadas, refrigerantes, pães de forma, molhos e produtos prontos para consumo. A análise considera o uso frequente desses itens, e não apenas o consumo ocasional. Assim, a reportagem aponta a necessidade de atenção ao rótulo e à lista de ingredientes.

Quais conservantes alimentares estão ligados ao câncer e ao diabetes tipo 2?

Alguns grupos específicos aparecem de forma recorrente nas pesquisas. Entre eles, estão os nitritos e nitratos, os sulfitos, alguns benzoatos e certos antioxidantes sintéticos, usados para prolongar a vida útil de produtos industrializados.

Os nitritos e nitratos surgem com frequência em embutidos, como salsicha, linguiça, presunto, bacon e salame. Estudos associam esses compostos à formação de nitrosaminas, substâncias que podem aumentar o risco de câncer, principalmente de intestino e estômago. Já a mesma linha de pesquisa aponta ligação entre o consumo regular desses produtos e maior probabilidade de desenvolvimento de diabetes tipo 2.

Conservantes alimentares e risco de doença crônica

Outro grupo em destaque envolve os sulfitos. A indústria utiliza esses conservantes em vinhos, frutas secas, sucos, molhos prontos e alguns produtos congelados. Pesquisas associam o uso excessivo de sulfitos a alterações inflamatórias e a possíveis efeitos sobre o metabolismo da glicose. Isso cria um elo com o risco aumentado de diabetes tipo 2 em pessoas que consomem esses alimentos de forma contínua.

Os benzoatos, como o benzoato de sódio, aparecem com frequência em refrigerantes, bebidas adoçadas, molhos industrializados e produtos de panificação. Estudos observacionais relacionam o uso constante desses aditivos a alterações no equilíbrio da microbiota intestinal e a possíveis impactos no controle da glicemia. Nesse cenário, cresce a preocupação com o papel dos conservantes alimentares no surgimento de doenças crônicas.

Aliás, entre os antioxidantes sintéticos, chamam a atenção compostos como BHA e BHT, presentes em alguns cereais matinais, snacks, biscoitos e margarinas. Pesquisas em modelos animais já indicaram efeitos sobre células, DNA e processos metabólicos. Os estudos em humanos ainda avançam, mas a CNN destaca que equipes científicas monitoram a associação entre esses aditivos, o risco de câncer e o aumento de casos de diabetes tipo 2.

Como identificar conservantes alimentares de maior risco no rótulo?

A reportagem lembra que muitos conservantes alimentares aparecem na lista de ingredientes por meio de códigos ou siglas. No padrão europeu, os conservantes costumam surgir com códigos de E200 a E299 e antioxidantes entre E300 e E399. No Brasil, as embalagens podem indicar o nome químico completo ou abreviações, o que exige atenção de quem deseja reduzir a exposição a esses compostos.

  • Nitrito de sódio e nitrato de sódio: comuns em embutidos e carnes processadas.
  • Dióxido de enxofre e outros sulfitos: presentes em vinhos, frutas secas e alguns sucos.
  • Benzoato de sódio e benzoato de potássio: usados em refrigerantes e molhos.
  • BHA (butil-hidroxianisol) e BHT (butil-hidroxitolueno): aplicados em snacks, cereais e margarinas.

Inclusive, para reduzir o contato com conservantes alimentares associados a doença como câncer e ao diabetes tipo 2, especialistas sugerem foco em alguns hábitos simples. A orientação geral incentiva a preferência por alimentos frescos, minimamente processados e receitas preparadas em casa. Essa mudança diminui o consumo de produtos com longas listas de ingredientes.

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açúcar polvilhado realça o acabamento e adiciona uma crocância irresistível – Créditos: depositphotos.com/marrakeshh
  1. Priorizar frutas, legumes, grãos integrais e proteínas in natura.
  2. Limitar o consumo de embutidos, carnes processadas e refrigerantes.
  3. Ler o rótulo com atenção e observar a presença de nitritos, nitratos, sulfitos e benzoatos.
  4. Alternar opções industrializadas por versões sem conservantes ou com menor número de aditivos.

Aliás, o debate sobre conservantes alimentares, câncer e diabetes tipo 2 continua em evolução, com novos estudos em andamento. Enquanto as pesquisas avançam, a reportagem da CNN destaca que informações claras no rótulo e escolhas alimentares mais simples podem reduzir a exposição a esses compostos. Dessa forma, a alimentação diária passa a ter papel ainda mais central na prevenção de doenças crônicas.

laranja é um bom alimento – depositphotos.com / TarasMalyarevich

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