Saúde

Estatinas: como funcionam, benefícios e cuidados necessários

O termo estatina costuma ser associado a medicamentos, mas também aparece em conversas sobre alimentação e prevenção de doenças cardiovasculares. Veja como ela funciona, benefícios e cuidados necessários.

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O termo estatina costuma ser associado a medicamentos, mas também aparece em conversas sobre alimentação e prevenção de doenças cardiovasculares. Em linhas gerais, trata-se de uma substância capaz de interferir na produção de colesterol pelo organismo, ajudando a controlar taxas alteradas no sangue. Nos últimos anos, o interesse por fontes naturais desse composto cresceu. Em especial, entre pessoas que buscam alternativas complementares ao tratamento medicamentoso tradicional.

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Atualmente, o uso de estatinas sintéticas continua comum em consultórios médicos. Ademais, alimentos com ação semelhante ganham espaço em dietas que se dedicam à saúde do coração. Assim, a questão central é entender o que é essa substância, em que situações pode ajudar, quais alimentos podem ter efeito parecido e quais são os possíveis benefícios e riscos envolvidos, tanto na versão farmacêutica quanto na forma natural.

Estatina é o nome dado a uma classe de substâncias que inibem uma enzima no fígado chamada HMG-CoA redutase, envolvida na produção de colesterol – depositphotos.com / katerynakon

O que é estatina e como ela age no organismo?

Estatina é o nome dado a uma classe de substâncias que inibem uma enzima no fígado chamada HMG-CoA redutase, envolvida na produção de colesterol. Assim, ao bloquear parcialmente essa enzima, reduz-se a fabricação de colesterol. Em especial, o chamado LDL, frequentemente conhecido como “colesterol ruim”. Dessa forma, esse mecanismo pode contribuir para diminuir o acúmulo de gordura nas artérias, fato que se associa à redução do risco de infarto e acidente vascular cerebral.

Na prática clínica, as estatinas sintéticas são fornecidas em comprimidos, com diferentes doses e princípios ativos, como sinvastatina, atorvastatina ou rosuvastatina. Já no campo da alimentação, fala-se em “estatinas naturais” para designar compostos com ação semelhante, embora geralmente mais suave. A atuação é, em muitos casos, complementar. Por isso, o médico avalia o perfil de colesterol e outros fatores de risco para definir se apenas mudanças na dieta bastam ou se é necessário recorrer ao medicamento.

Quais alimentos contêm estatina ou têm efeito semelhante?

A expressão alimentos com estatina costuma se referir, principalmente, a itens que apresentam substâncias capazes de modular a produção ou a absorção de colesterol. Assim, um dos principais exemplos é o arroz vermelho fermentado, que contém monacolina K, composto com estrutura muito parecida à da lovastatina, uma estatina utilizada em medicamentos. Por isso, esse alimento costuma aparecer em pesquisas sobre controle do colesterol.

Além do arroz vermelho fermentado, há outros alimentos que, embora não sejam estatinas propriamente ditas, colaboram na redução do colesterol por mecanismos próximos ou complementares:

  • Soja e derivados (tofu, leite de soja): contêm isoflavonas e proteínas que podem ajudar a reduzir o LDL;
  • Aveia e cevada: ricas em betaglucanas, fibras solúveis que formam um gel no intestino e reduzem a absorção de colesterol;
  • Oleaginosas (nozes, amêndoas, castanhas): fornecem gorduras insaturadas, fitosteróis e fibras;
  • Óleos vegetais com fitosteróis adicionados: margarina e bebidas lácteas enriquecidas podem auxiliar a diminuir o LDL;
  • Frutas ricas em pectina, como maçã e cítricos: contribuem para diminuir a absorção de gordura;
  • Peixes gordurosos (salmão, sardinha, cavala): não contêm estatina, mas o ômega-3 ajuda no equilíbrio do perfil lipídico.

Em relação ao arroz vermelho fermentado, é importante destacar que, embora seja classificado como alimento ou suplemento em muitos países, seu efeito é comparável ao de um medicamento leve. Afinal, ele atua diretamente na mesma via de síntese do colesterol. Portanto, isso explica o interesse científico em torno desse ingrediente e também a necessidade de cautela em seu uso prolongado e sem acompanhamento.

Quais são os prós e contras das estatinas e das fontes naturais?

Os benefícios das estatinas sintéticas constam em diretrizes internacionais de cardiologia. Assim, entre os principais pontos positivos, destacam-se:

  1. Redução consistente do LDL, importante para quem já tem doença cardiovascular ou risco elevado;
  2. Diminuição do risco de eventos cardíacos, como infarto e derrame, quando usadas de acordo com prescrição;
  3. Efeito padronizado, com doses conhecidas e monitoradas, o que facilita o acompanhamento médico.

Entre as limitações e potenciais efeitos adversos das estatinas farmacêuticas, costumam ser citados:

  • Desconforto muscular, como dores ou sensação de cansaço nas pernas em algumas pessoas;
  • Alterações em exames de fígado, exigindo monitoramento periódico;
  • Possível interação com outros medicamentos e necessidade de atenção em pessoas com múltiplas doenças crônicas.

Do lado dos alimentos com efeito semelhante à estatina, observam-se alguns pontos positivos:

  • Podem ser incorporados à alimentação diária, favorecendo uma dieta mais equilibrada;
  • Costumam trazer outros nutrientes associados, como fibras, vitaminas e gorduras insaturadas;
  • Tendem a apresentar ação mais suave, o que pode ser interessante em casos leves de alteração de colesterol, sempre avaliados por profissional de saúde.

Por outro lado, também existem desafios e cuidados relacionados às fontes naturais:

  1. Variação de dose: a quantidade de composto ativo no arroz vermelho fermentado ou em suplementos pode variar bastante;
  2. Ausência de controle rigoroso em alguns produtos vendidos como naturais, o que dificulta garantir pureza e segurança;
  3. Risco de automedicação, quando a pessoa substitui ou associa alimentos e suplementos com efeito de estatina a remédios sem orientação profissional.
A decisão de usar estatina medicamentosa normalmente considera o conjunto: níveis de colesterol, pressão arterial, histórico familiar, presença de diabetes, tabagismo e idade – depositphotos.com / rogerashford

Quando a estatina é indicada e como a alimentação entra nessa estratégia?

A decisão de usar estatina medicamentosa normalmente considera o conjunto: níveis de colesterol, pressão arterial, histórico familiar, presença de diabetes, tabagismo e idade. Em muitos casos, o fármaco é recomendado para quem já teve evento cardiovascular ou apresenta risco calculado elevado. Nesses cenários, a alimentação é vista como complemento essencial, e não como substituto do remédio.

Para quem tem alterações leves do colesterol ou quer prevenir problemas futuros, mudanças no estilo de vida ganham destaque. Entre as medidas mais citadas estão:

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  • Priorizar alimentos integrais, frutas, verduras e legumes;
  • Reduzir consumo de gorduras saturadas e gorduras trans, comuns em frituras e ultraprocessados;
  • Incluir fontes de fibras solúveis, como aveia, leguminosas e algumas frutas;
  • Praticar atividade física regular, respeitando orientações médicas;
  • Avaliar, com nutricionista ou médico, o possível uso de alimentos funcionais e suplementos com ação semelhante à estatina.

Em 2025, o debate sobre a estatina, os alimentos que a contêm ou que imitam seu efeito e os prós e contras de cada abordagem segue baseado em evidências científicas e em avaliação individualizada. A combinação de alimentação equilibrada, acompanhamento profissional e uso responsável de medicamentos ou suplementos continua sendo o caminho mais indicado para cuidar do colesterol e da saúde cardiovascular em longo prazo.

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