Um sobrado de 1939, no bairro Independência, em Porto Alegre, ganhou outra função após uma reforma do escritório Ultra Arquitetura. A sede do Instituto Cultural Remanso preservou partes da residência, revelou o tijolo do segundo pavimento e recebeu estruturas curvas de metal azul. O imóvel passou a reunir arte, ensino e atividades abertas à comunidade.
Qual casa foi transformada em centro cultural?
O projeto ocupa uma residência antiga na Rua Santo Antônio, no bairro Independência. A reforma começou em 2023 e foi concluída em 2024, com o objetivo de adaptar a construção para exposições, cursos, produção artística e encontros.
A descrição enviada pela equipe do projeto ao ArchDaily informa que a intervenção abrange 320 m². O trabalho manteve a leitura da casa original, mas reorganizou a circulação e criou espaços capazes de receber usos culturais diferentes.

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O que a reforma preservou e o que acrescentou?
A reforma preservou a identidade da casa e deixou as novas partes fáceis de reconhecer. Em vez de esconder todas as marcas do tempo, o projeto usou o contraste entre materiais antigos e peças atuais para contar a mudança de função do imóvel.
Os principais elementos mostram como a intervenção aproximou a construção antiga de sua nova rotina cultural:
Como a antiga residência passou a receber arte e ensino?
Os cômodos ganharam funções flexíveis, sem transformar a casa em uma sequência de salas fechadas. O projeto criou caminhos entre galeria, escada, pátio, loja e áreas de trabalho, permitindo que uma exposição aconteça ao mesmo tempo que um curso ou encontro.
O Instituto Cultural Remanso explica sua atuação oficial como um espaço sem fins lucrativos voltado às artes visuais. A programação inclui:
- Exposições: mostras apresentam trabalhos de artistas e projetos de curadoria.
- Ateliês: espaços apoiam artistas em início de trajetória.
- Cursos: atividades tratam de artes, culturas e humanidades.
- Bolsas: incentivos ajudam na produção e circulação de obras.
- Encontros: o pátio e as áreas comuns recebem ações com a comunidade.
Como o projeto separa a casa antiga das partes novas?
O projeto diferencia o antigo do novo por meio da cor, da textura e da forma. O metal atual não tenta parecer uma peça da década de 1930, enquanto o tijolo revelado mostra uma camada que já fazia parte da construção.
A comparação mostra como cada escolha cumpre uma função diferente:
Por que a transformação vai além da aparência?
A transformação vai além da aparência porque a casa passou a oferecer estrutura para artistas, estudantes, visitantes e ações educativas. Ela mantém a escala doméstica, mas agora possui espaço expositivo, auditório, salas de aula, ateliê compartilhado, sala de leitura e jardim aberto.
A página oficial de visitação da Remanso informa que a sede recebe pessoas com baixa mobilidade e cadeirantes. Assim, a reforma liga memória, uso cultural e acesso público em um mesmo endereço.




