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Funcionária chamada de “velha” e “bruxa” pela chefe ganha R$ 25 mil por assédio moral

Guilherme Araújo Por Guilherme Araújo
06/07/2026
Em Economia
Chefe humilha funcionária com ofensas e caso termina em indenização trabalhista

Chefe humilha funcionária com ofensas e caso termina em indenização trabalhista

A funcionária das Casas Bahia viu o assédio moral virar indenização de R$ 25 mil após ser chamada de “velha”, “velhinha” e “bruxa” pela gerente. O TRT-2 entendeu que as ofensas repetidas feriram sua dignidade e configuraram etarismo.

O que aconteceu com a funcionária chamada de “velha” e “bruxa”?

O caso foi analisado pela Justiça do Trabalho de São Paulo. A trabalhadora tinha 67 anos, atuava como auxiliar de limpeza em uma loja de Franco da Rocha e disse ter sofrido humilhações frequentes.

Segundo o relato do processo, a gerente chamava a funcionária de “velha”, “velhinha” e “bruxa”. Uma testemunha confirmou as ofensas e afirmou que a superiora ainda incentivava outros empregados a repetirem os apelidos.

Por que a indenização subiu para R$ 25 mil?

Em primeira instância, a indenização tinha sido fixada em valor equivalente a dois salários da trabalhadora. Depois, a funcionária recorreu e pediu aumento, alegando que o valor não correspondia à gravidade das ofensas.

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O acórdão afirma que as ofensas foram repetidas, públicas e ligadas à idade e à aparência física. Por isso, a indenização foi aumentada para R$ 25 mil.

Os pontos que pesaram foram:

  • Ofensas repetidas: os apelidos não foram tratados como fato isolado.
  • Humilhação pública: a trabalhadora era exposta diante de colegas.
  • Relação de chefia: as falas partiram de uma superiora hierárquica.
  • Discriminação por idade: o tribunal relacionou o caso ao etarismo.
  • Valor pedagógico: a indenização também serve para desestimular novas condutas.
Apelidos ofensivos no trabalho viram assédio moral e empresa terá que pagar

Quando apelido no trabalho deixa de ser brincadeira?

Apelido no trabalho passa do limite quando diminui a pessoa, insiste em característica física, idade, corpo, origem ou aparência, e vira forma de constrangimento. O problema fica mais grave quando vem de chefe ou gerente.

A Justiça do Trabalho trata o assédio e a discriminação como problemas sérios no trabalho, especialmente quando a conduta afeta dignidade, saúde e respeito.

Alguns sinais de alerta são:

  • O apelido causa vergonha ou desconforto.
  • A pessoa já demonstrou incômodo e a prática continua.
  • A ofensa acontece na frente de colegas, clientes ou superiores.
  • A fala usa idade, aparência, cabelo, corpo ou origem como alvo.
  • A chefia sabe do problema e não toma providência.
  • A situação afeta a rotina, a autoestima ou a saúde emocional da pessoa.

Nem toda fala infeliz vira indenização, mas a repetição muda o peso do caso. Quando o desrespeito vira rotina e a empresa permite, a discussão pode sair do setor interno e chegar à Justiça.

Quais provas ajudam em uma briga na Justiça?

Prova é uma parte importante nesses casos. No processo, a prova oral teve peso porque uma testemunha relatou que a gerente chamava a trabalhadora de “bruxa”, “velha” e “velhinha”, além de repreendê-la de forma ríspida.

A CLT trata do dano extrapatrimonial nas relações de trabalho. A Constituição Federal também protege dignidade, igualdade, honra e imagem.

A leitura prática fica assim:

Leia também: FTC libera reembolso de até R$ 256 da Amazon Prime para usuários que assinaram entre 2019 e 2025

O que a empresa deveria fazer para evitar esse tipo de condenação?

A empresa precisa agir antes que a humilhação vire rotina. Quando a ofensa vem de chefe, gerente ou superior, o problema pesa ainda mais, porque a pessoa atacada fica em posição mais frágil.

O Estatuto da Pessoa Idosa protege pessoas com 60 anos ou mais e veda práticas de discriminação por idade. No trabalho, isso reforça o dever de respeito e cuidado.

Qual é a lição para quem sofre assédio moral no trabalho?

A decisão mostra que chamar alguém de “velha”, “bruxa” ou qualquer outro apelido ofensivo não é brincadeira quando existe humilhação. Se a conduta se repete, vem de chefe e atinge idade ou aparência, pode virar assédio moral.

Para quem passa por isso, o caminho mais seguro é guardar provas, buscar apoio e não normalizar o desrespeito. O caso também deixa um recado para as empresas: um local de trabalho saudável precisa de ação, não de silêncio diante da ofensa.

Tags: assédio moraletarismoindenizaçãotrabalho

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