Muitos locatários temem ser retirados de suas residências sem aviso prévio em situações de inadimplência. No entanto, a Lei do Inquilinato protege o inquilino contra o despejo imediato, garantindo ritos processuais que permitem a regularização do débito antes da perda do imóvel.
Como funciona a purgação da mora para evitar o despejo?
O mecanismo de defesa mais eficaz para o locatário é a purgação da mora, prevista na legislação vigente. Esse direito possibilita que, após a citação judicial, o inquilino quite o valor total da dívida para interromper o processo de despejo e manter o contrato de locação ativo.
O inquilino deve realizar o depósito judicial da quantia integral, o que abrange os aluguéis atrasados, encargos extras, juros legais e os honorários advocatícios. Ao concretizar esse pagamento dentro do prazo de 15 dias, o processo é extinto sem que haja a necessidade de desocupação do imóvel.
Qual o impacto da interpretação do Superior Tribunal de Justiça?
O entendimento do Superior Tribunal de Justiça trouxe mais segurança jurídica para o inquilino. A corte definiu que o prazo para o pagamento não conta a partir do momento em que o oficial de justiça entrega o mandado, mas sim a partir da juntada desse documento ao processo.
Na prática, essa interpretação pode conceder alguns dias extras ao locatário para organizar as finanças e buscar o valor necessário. Esse tempo adicional é crucial para evitar que o despejo se torne definitivo antes que o devedor consiga reunir os recursos para a regularização.

Existem limitações para usar esse prazo de regularização?
O benefício da purgação da mora não pode ser utilizado repetidamente. A lei estabelece que o inquilino só pode recorrer a essa alternativa uma única vez a cada 24 meses. Se o locatário já utilizou esse recurso nesse período, a nova inadimplência abre caminho para a desocupação forçada.
Por isso, é essencial que o devedor verifique seu histórico recente de processos antes de contar com esse prazo extra. Caso a vedação legal seja aplicada, o locador pode seguir com o despejo sem que o inquilino tenha uma segunda chance de quitar a dívida dentro do mesmo rito processual.
Como o rito do despejo se comporta no tempo?
O caminho processual até a saída definitiva do imóvel costuma ser longo, exigindo que o proprietário respeite etapas formais essenciais. A organização do inquilino durante esse período é determinante para o resultado da causa e para a possível manutenção do seu contrato de locação.
Confira as etapas habituais do processo judicial:

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O que o inquilino deve priorizar ao receber uma citação?
Receber uma ordem judicial de despejo exige prontidão imediata do locatário. Ignorar o documento não interrompe o andamento do processo; pelo contrário, apenas retira do inquilino a oportunidade de preparar sua defesa ou reunir o montante para o pagamento judicial.
Recomenda-se buscar auxílio jurídico ou entrar em contato com o proprietário para tentar um acordo antes que as taxas advocatícias elevem demais o valor final. O depósito deve ser realizado sempre nos autos do processo e nunca entregue diretamente ao dono do imóvel sem a devida formalização judicial, garantindo assim a extinção da ação e o direito de permanecer na residência.




