A opção do FGTS conhecida como saque-aniversário tem atraído milhões de brasileiros desde 2020. Dados da Caixa Econômica Federal apontam que mais de 21,5 milhões de trabalhadores aderiram a esse modelo até o fim de 2025.
Por que tantos trabalhadores migraram para o saque-aniversário do FGTS?
A migração é impulsionada pela busca de maior rentabilidade financeira imediata. O fundo de garantia tradicional rende apenas 3% ao ano mais a TR, o que muitas vezes não supera a inflação oficial do país.
Ao realizar a opção do FGTS para essa modalidade, o trabalhador consegue retirar anualmente parte do seu saldo acumulado. Esse montante pode ser reinvestido em aplicações de renda fixa, que oferecem retornos significativamente superiores em um cenário de taxa Selic elevada.

Quais são os perigos reais em caso de demissão?
O maior risco ocorre na rescisão do contrato de trabalho sem justa causa. Ao contrário do saque-rescisão tradicional, quem mantém a opção do FGTS pelo aniversário fica impedido de sacar o saldo total das contas vinculadas.
O trabalhador recebe apenas a multa rescisória de 40%, enquanto o restante do montante permanece bloqueado. Essa falta de acesso imediato pode levar ao endividamento rápido quando não existe uma reserva de emergência sólida.
Como ficam as regras de antecipação do saldo do FGTS?
Mudanças recentes implementadas pelo Ministério do Trabalho e Emprego restringiram o uso do FGTS como garantia de crédito. Essas alterações buscam proteger o patrimônio do trabalhador contra o comprometimento excessivo de ganhos futuros.
Veja na tabela abaixo os critérios de quem deve avaliar a mudança de modalidade:

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Quais foram as mudanças aplicadas pelo governo?
As novas normas entraram em vigor para evitar que o saldo fosse consumido integralmente antes da demissão. Atualmente, existe uma carência de 90 dias para solicitar antecipações e limites rigorosos de valor por parcela.
Além disso, a MP nº 1.331 estabeleceu um marco temporal definitivo em 2025. Trabalhadores demitidos após 23 de dezembro de 2025 não possuem mais a liberação excepcional do saldo residual, tornando a escolha da modalidade uma decisão de longo prazo.
Como retornar para a modalidade tradicional de saque?
O pedido de retorno ao saque-rescisão pode ser feito pelo aplicativo oficial do FGTS. Contudo, o trabalhador deve estar atento ao prazo de migração, pois o sistema impõe uma espera de 25 meses para que o retorno ao modelo tradicional seja efetivado.
Planejar a sua opção do FGTS com antecedência é indispensável para evitar surpresas. Permanecer desempregado sem acesso ao fundo e preso a uma regra de transição longa é um cenário que deve ser cuidadosamente evitado por quem ainda não possui um colchão financeiro robusto.




