Destaques
Prazo de 2026: beneficiários de programas sociais sem biometria devem realizar o cadastramento biométrico até 31 de dezembro de 2026.
CPF como ID único: a nova CIN unifica a identificação nacional e elimina os diferentes números de RG por estado.
Para a maioria: quem não está em programas sociais pode esperar até fevereiro de 2032 para substituir o RG antigo.
Se você ainda carrega aquele RG antigo na carteira, saiba que o governo federal já definiu quem precisa substituí-lo pela nova Carteira de Identidade Nacional (CIN) e, mais importante, quando esse prazo acaba. Dependendo do seu perfil, a corrida pode ser agora mesmo.
Quem entra na lista de prioridade para 2026
O governo convocou os beneficiários cadastrados no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico) para realizarem o cadastramento biométrico até 31 de dezembro de 2026. A exigência vale tanto para quem já recebe benefícios como o Bolsa Família quanto para quem pretende requerer prestações como salário-maternidade, auxílio por incapacidade, pensão por morte, seguro-desemprego e abono salarial.
Quem não concluir o cadastro biométrico dentro desse prazo precisará emitir a CIN até 31 de dezembro de 2027 para garantir a continuidade do acesso aos benefícios. Já quem possui biometria registrada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), pela CNH ou pelo passaporte só terá a CIN como obrigatória a partir de janeiro de 2028.

O CPF que virou a peça central de tudo isso
A grande mudança da Carteira de Identidade Nacional vai além do visual. O CPF passa a ser o número único de identificação do cidadão em todo o Brasil, substituindo o antigo sistema em que cada estado emitia um RG diferente, o que gerava duplicidades e abria brechas para fraudes.
Segundo dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública, a CIN já ultrapassou 52 milhões de emissões em todo o país desde 2022. O documento ainda traz recursos modernos que o RG nunca teve.
O que vem junto com a nova identidade
A CIN não é só um novo número. Ela chega com uma série de funcionalidades pensadas para o dia a dia digital. Veja o que muda na prática:
- QR Code embutido para validação rápida da autenticidade do documento
- Versão digital integrada ao aplicativo Gov.br, disponível nacionalmente após a emissão
- Padrão Mercosul, aceito como documento de viagem nos países do bloco
- Integração entre bancos de dados públicos, reduzindo duplicidades cadastrais
- Emissão tanto em papel quanto em cartão físico, conforme o estado
Pontos-chave
31/12/2026
Prazo para beneficiários de programas sociais sem biometria realizarem o cadastramento
+52 milhões
Carteiras de Identidade Nacional já emitidas no Brasil desde 2022
28/02/2032
Prazo final para toda a população substituir o RG antigo, conforme o Decreto 10.877/2022
Quem está dispensado do cadastro biométrico por enquanto
O governo reconheceu que nem todo cidadão tem condições de comparecer a um posto de atendimento. A dispensa do cadastro biométrico se aplica a pessoas impossibilitadas de se deslocar por um período superior a 30 dias, seja por motivos de saúde ou por condição de deficiência.
Para ter direito à dispensa, é necessário apresentar um atestado médico emitido por profissional de saúde que declare expressamente a impossibilidade de deslocamento e o prazo estimado. Nesses casos, a comprovação biométrica poderá ser exigida posteriormente, e os valores do benefício ficam bloqueados até a regularização da situação.
Sem pressa para a maioria, mas atenção ao prazo
Para quem não recebe benefícios sociais, o antigo RG continua válido até 28 de fevereiro de 2032, conforme previsto no Decreto 10.877/2022. Mesmo assim, o governo orienta que a população não deixe a troca para a última hora, já que a procura pelos postos de emissão deve crescer muito nos anos finais do prazo.
A Carteira de Identidade Nacional representa uma virada importante na forma como o Brasil identifica seus cidadãos. Ter o CPF como centro desse sistema é um passo concreto rumo a serviços públicos mais integrados, seguros e acessíveis para todos.
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