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A pensão de viúva de uma mulher, no valor de 1.211,77, foi negada após seis anos de união e dois filhos em comum, porque ela não estava casada no papel

Vanessa Tavares Por Vanessa Tavares
03/05/2026
Em Notícias
A pensão de viúva de uma mulher, no valor de 1.211,77, foi negada após seis anos de união e dois filhos em comum, porque ela não estava casada no papel

Espanha nega pensão de viúva por falta de registro de união de facto mesmo após seis anos de convivência

Seis anos de convivência, dois filhos em comum, o mesmo endereço durante todo esse tempo. Nada disso foi suficiente. A Seguridade Social espanhola negou a pensão de viúva a uma mulher de Girona porque o casal nunca formalizou a união de facto em registro municipal, regional ou notarial. O Tribunal Superior de Justiça da Catalunha confirmou a negativa, explicando que o registro formal não é burocracia, é o próprio direito. Sem ele, não há pensão, independentemente de quantos anos o casal viveu junto.

O que a lei espanhola exige de quem não é casado?

Na Espanha, quem não tem casamento civil e quer garantir o direito à pensão de sobrevivência precisa cumprir o que está no artigo 221 da Ley General de la Seguridad Social: a união de facto deve ser registrada em câmara municipal, governo regional ou perante um notário, e esse registro precisa ter sido feito com pelo menos dois anos de antecedência em relação ao falecimento do companheiro. Sem isso, o pedido é bloqueado administrativamente.

No caso de Girona, a mulher apresentou certidão de nascimento, certidão de convivência e as certidões dos dois filhos. A Seguridade Social rejeitou o pedido mesmo assim. O tribunal de primeira instância manteve a negativa. O Tribunal Superior de Justiça da Catalunha, ao julgar o recurso, foi ainda mais direto: citou decisão recente do Supremo Tribunal espanhol que reafirma a interpretação rígida da lei. O registro de convivência num endereço compartilhado, disseram os juízes, prova que o casal morava junto. Não prova que a união estava registrada como exige a lei. A diferença, nas próprias palavras do tribunal, é a diferença entre receber e não receber a pensão.

Quais documentos comprovam o registro obrigatório na Espanha?

Para evitar a situação da mulher de Girona, o caminho legal na Espanha exige um dos seguintes registros formais, feitos com pelo menos dois anos de antecedência ao falecimento:

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  • Inscrição no Registro de Parejas de Hecho da câmara municipal ou do governo regional de residência
  • Escritura pública lavrada em cartório, formalizando a união perante um notário
  • Prova documental de que o casal mantinha a mesma residência durante o período exigido por lei

Caso o benefício tivesse sido concedido, o valor mensal seria de 52% da base regulatória do companheiro falecido, o que resultaria em 1.211,77 euros por mês. O pedido foi negado porque o registro formal, não a convivência, é o requisito constitutivo do direito, segundo a decisão STSJ CAT 2212/2026.

Diferença entre Espanha e Brasil muda destino de pensão por morte e mostra peso da documentação na convivência

No Brasil, ter filhos juntos e morar junto garante a pensão?

No Brasil, a resposta é sim, desde que o pedido seja bem documentado. A legislação previdenciária brasileira reconhece a união estável como suficiente para garantir pensão por morte ao companheiro sobrevivente, sem exigir registro em cartório como condição prévia. O companheiro em união estável integra a classe 1 de dependentes do INSS, a mesma do cônjuge casado, com dependência econômica presumida por lei.

A diferença crucial em relação ao modelo espanhol está na comprovação: o Brasil aceita provas materiais da convivência, e quanto mais documentos, melhor. O INSS costuma exigir pelo menos três provas contemporâneas ao período da união. Filhos em comum são uma das provas com maior força probatória no sistema brasileiro.

O que o INSS aceita como prova de união estável em 2026?

O sistema brasileiro é mais flexível que o espanhol, mas exige organização. Os documentos aceitos variam em peso probatório:

Tipo de provaForça probatória
Escritura pública de união estável em cartórioAlta (dispensa demais documentos)
Certidão de nascimento de filhos em comumAlta
Declaração de IR com companheiro como dependenteAlta
Conta bancária conjunta ou plano de saúdeMédia-alta
Contas de água, luz ou internet no mesmo endereçoComplementar
Fotos e registros em redes sociais com histórico datadoComplementar

O caso espanhol pode se repetir no Brasil?

Tecnicamente, não da mesma forma. O Supremo Tribunal Federal brasileiro, no julgamento do Recurso Extraordinário 878.694, reconheceu que companheiros em união estável têm os mesmos direitos previdenciários que cônjuges casados. O INSS aceita o reconhecimento judicial de união estável feito mesmo após o óbito do segurado, o que abre uma segunda chance para quem não tem documentação suficiente. Na Espanha, o registro precede a morte e não pode ser suprido depois. A prática brasileira é, portanto, consideravelmente mais protetiva para quem viveu uma relação sem formalização prévia. O risco real no Brasil não é ter o direito negado por ausência de registro, mas sim perder a pensão ou receber apenas quatro meses de benefício por falta de provas documentais da convivência. A maioria dos indeferimentos ocorre não por vedação legal, mas por documentação fraca ou contraditória.

Você sabe quais documentos provam sua relação hoje?

O caso da mulher de Girona é um lembrete de que burocracia ignorada pode custar caro no momento mais vulnerável da vida. No Brasil, a lei é mais generosa, mas depende de prova. Reunir documentos que comprovem a convivência enquanto o casal ainda está junto é o tipo de precaução que quase ninguém toma e quase todo mundo deveria.

Tags: Pensãopensão viúvaviúva

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