Uma nova regra de aluguel em discussão no estado de Nova Gales do Sul, na Austrália, pode passar a exigir transparência total sobre o uso de inteligência artificial e edições em fotos de anúncios imobiliários. O objetivo é impedir que filtros digitais mascarem problemas estruturais, protegendo o inquilino de publicidade enganosa.
Onde a exigência de divulgação de imagens editadas já é lei?
A proposta do governo de Nova Gales do Sul reage ao uso de imagens manipuladas em anúncios de aluguel. O projeto Residential Tenancies (Protection of Personal Information) Amendment Bill 2025 exige avisar quando fotos esconderem defeitos, já passou pela câmara baixa e aguardava votação final em abril de 2026, com multas de AUD 5.500 (cerca de R$ 18.150) para pessoas físicas e AUD 22.000 (cerca de R$ 72.600) para empresas.
Essa legislação surge em um mercado imobiliário extremamente competitivo em cidades como Sydney, onde cerca de um terço dos residentes de NSW vive em imóveis alugados. Para entender como esses territórios se organizam legalmente, a geografia de Nova Gales do Sul revela a alta densidade populacional que impulsionou essa necessidade de proteção ao consumidor.

Existe alguma lei no Brasil que impede uso de IA em fotos de imóveis?
Embora o Brasil não possua uma lei específica para o uso de IA em fotos de imóveis, o CDC já proíbe a publicidade enganosa. O artigo 37 da Lei nº 8.078/1990 estabelece que qualquer informação inteira ou parcialmente falsa, capaz de induzir o consumidor ao erro, é considerada ilegal.
Caso o inquilino chegue ao local e perceba que as fotos foram alteradas para esconder vícios, ele pode denunciar o caso ao Procon. As plataformas digitais também podem ser responsabilizadas solidariamente se mantiverem anúncios comprovadamente falsos em seus catálogos de locação.
Quais são as obrigações do proprietário nas fotos do imóvel?
A Lei nº 8.245/1991, conhecida como Lei do Inquilinato, determina que o locador é responsável por entregar o imóvel em estado de servir ao uso. Se houver omissão de danos visíveis no anúncio, o proprietário responde por vícios ocultos não informados ao locatário.
O inquilino tem o direito de rescindir o contrato sem multa ou pedir abatimento no valor mensal se o imóvel divergir drasticamente do anúncio. Essa proteção jurídica assegura que a realidade física da moradia prevaleça sobre qualquer estratégia de marketing digital utilizada por imobiliárias.
Por que a vistoria é essencial para evitar fotos enganosas?
Independentemente de qualquer nova regra de aluguel, a vistoria detalhada continua sendo a maior defesa do locatário. Registrar imagens reais e compará-las com o anúncio serve como prova técnica em possíveis processos judiciais ou pedidos de reparação imediata de danos.
Confira os pontos críticos para observar durante a visita presencial:

Qual é o papel das plataformas digitais na fiscalização?
Portais como ZAP Imóveis já usam filtros para detectar imagens manipuladas. A Tenants’ Union of NSW afirma que a IA avançou mais rápido que a regulação e que as novas regras devem evitar anúncios enganosos, aumentando a pressão por leis semelhantes em outros estados.
A tendência é que o mercado exija cada vez mais o selo de “foto real” para garantir credibilidade. Ao exigir que a nova regra de aluguel seja respeitada, o consumidor fortalece a ética comercial e garante que o lar escolhido seja exatamente o que foi prometido.




