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Uma proprietária de 86 anos está exigindo que o governo despeje sua inquilina e pede uma indenização de 40 mil

André Rangel  Por André Rangel 
06/03/2026
Em Economia, Notícias
Uma proprietaria de 86 anos ficou 26 meses sem receber aluguel em Paris

Uma proprietaria de 86 anos ficou 26 meses sem receber aluguel em Paris

O caso de uma proprietária de 86 anos que ficou mais de dois anos sem receber o aluguel de seu imóvel em Paris por 26 meses escancara um embate atual entre proteção da propriedade, política habitacional e limites da atuação do Estado na execução de decisões judiciais, mostrando como um contrato aparentemente comum pode resultar em mais de 40 mil euros de prejuízo e em uma disputa direta contra a administração pública francesa.

Como começou o conflito de despejo por falta de pagamento

O contrato de locação foi assinado em abril de 2023 e, nos primeiros meses, os pagamentos ocorreram normalmente. A partir do quarto mês, porém, a inquilina deixou de pagar o aluguel sem qualquer aviso, acumulando atrasos e ignorando as notificações formais de cobrança enviadas pela proprietária.

Diante da inadimplência persistente, a cláusula de rescisão por falta de pagamento foi acionada em outubro de 2023, com efeitos a partir de dezembro. A partir desse momento, o contrato foi considerado rescindido e a ocupação passou a ser sem título jurídico, com a dívida de aluguel já superior a 9,6 mil euros.

Uma proprietaria de 86 anos ficou 26 meses sem receber aluguel em Paris
Uma proprietaria de 86 anos ficou 26 meses sem receber aluguel em Paris

O que impediu o despejo de ser executado mais rapidamente

Mesmo após a rescisão do contrato e a decisão judicial de despejo, a execução enfrentou obstáculos relevantes. O primeiro foi a chamada “trégua invernal”, mecanismo de proteção social que suspende despejos nos meses mais frios para evitar que famílias fiquem em situação de rua.

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Quando a moratória terminou, em abril de 2024, surgiu um novo entrave: a recusa das autoridades em fornecer apoio policial, condição indispensável na França quando há resistência do ocupante. A justificativa se baseou na situação familiar da inquilina, que tinha filhos e nenhuma alternativa imediata de moradia.

Quais foram os principais marcos jurídicos do caso

Ao longo do processo, o caso entrou em um “limbo jurídico”: havia sentença de despejo, mas faltava o suporte prático para sua execução. Para entender a cronologia e a escalada do conflito, é importante observar alguns marcos decisivos.

  • Rescisão do contrato formalizada em dezembro de 2023.
  • Suspensão do despejo pela trégua invernal até abril de 2024.
  • Negativa reiterada de apoio policial para cumprir a ordem judicial.
  • Ocupação sem pagamento estendida por cerca de 26 meses.
Uma proprietaria de 86 anos ficou 26 meses sem receber aluguel em Paris
Uma proprietaria de 86 anos ficou 26 meses sem receber aluguel em Paris

Como a lei francesa define a responsabilidade do Estado

Em julho de 2025, a proprietária decidiu acionar a Justiça contra a própria administração francesa, alegando falha na execução de uma decisão judicial definitiva. O Código de Procedimentos de Execução Civil prevê que o Estado deve auxiliar na efetivação das sentenças, inclusive fornecendo força pública quando necessário.

Do total reclamado, 40.320 euros, parte corresponde ao período de ocupação sem pagamento e cerca de 9.331 euros são pedidos diretamente ao Estado, como compensação pelos atrasos e pela recusa em disponibilizar apoio policial, que teriam ampliado o prejuízo financeiro da idosa.

Quais são os impactos do caso e o que ele revela sobre o futuro

O despejo só foi realizado em outubro do ano passado, pouco antes de nova trégua invernal, com a ex-inquilina sendo encaminhada a um hotel social. Enquanto isso, a proprietária tenta recuperar seu equilíbrio financeiro e aguarda a decisão sobre a indenização, em um contexto em que muitos aposentados dependem do aluguel para complementar a renda.

Esse caso expõe de forma aguda a tensão entre o direito de propriedade e a proteção social a inquilinos vulneráveis, servindo de alerta para proprietários e formuladores de políticas públicas. Se você é proprietário ou atua no mercado imobiliário, informe-se e revise hoje mesmo seus contratos, garantias e seguros de inadimplência, porque ignorar esses riscos agora pode significar um prejuízo irrecuperável amanhã.

Tags: alugueldespejoexecução judicialinquilinoproprietária

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