Estado de Minas - Em foco
Gerais Política Economia Nacional Internacional Cultura Degusta Turismo
Sem resultado
Veja todos os resultados
Assine Entrar
Estado de Minas - Em foco
Gerais Política Economia Nacional Internacional Cultura Degusta Turismo
Sem resultado
Veja todos os resultados
Assine Entrar
Estado de Minas - Em foco
Sem resultado
Veja todos os resultados
Início Entretenimento

Pontas de flecha de 60 mil anos ainda guardavam resíduos de um veneno vegetal usado para enfraquecer animais

Guilherme Araújo Por Guilherme Araújo
02/09/2026
Em Entretenimento
Os resíduos sugerem uma estratégia de caça mais complexa do que apenas ferir o animal

Os resíduos sugerem uma estratégia de caça mais complexa do que apenas ferir o animal

WhatsApp
Seguir no Google
EM Box IA
🎧 Ouvir o resumo 0:00 Seguir
Cinco dos dez micrólitos de quartzo analisados preservaram bupanidrina e epibupanisina, alcaloides vegetais tóxicos.↓ Ver no artigo
As pontas foram encontradas no abrigo Umhlatuzana, em KwaZulu-Natal, África do Sul, numa camada de aproximadamente 60 mil anos.↓ Ver no artigo
A Boophone disticha, conhecida como gifbol, é a fonte mais provável do veneno, embora a espécie não tenha sido encontrada junto às pedras.↓ Ver no artigo

Ao enviar, você concorda com o tratamento dos dados. Antes de qualquer publicação, nomes, endereços e detalhes identificáveis são substituídos por fictícios.

Toque em uma pergunta para abrir o chat com a resposta.
  • Um assentamento planejado de 140 hectares surgiu há cerca de 3.600 anos numa região associada a comunidades móveis há 24 minutos
  • Uma impressão completa de mão ficou escondida sob uma peça funerária egípcia durante cerca de 4.000 anos há 15 horas
  • Marcas na bacia de um homem enterrado há 1.800 anos revelam a mordida de um grande felino em contexto de arena romana há 9 horas
Mais sobre Entretenimento →
Resumo gerado por IA a partir dos artigos deste site.
⚡ Feito com Myth Box
Logo EM Foco
EM FOCO
Resumo da matéria
01
Resíduo nas pontas
Cinco dos dez pequenos artefatos antigos de quartzo analisados conservaram compostos tóxicos de origem vegetal.
Química
02
Sessenta mil anos
As peças vieram de uma camada do abrigo Umhlatuzana datada de aproximadamente 60 mil anos.
Datação
03
Caça planejada
O veneno não precisava matar na hora: ele podia enfraquecer a presa e ampliar o efeito de pontas pequenas.
Estratégia

Como um veneno permaneceu numa pedra durante 60 mil anos? O veneno em flechas deixou alcaloides vegetais em cinco pontas de quartzo do abrigo sul-africano Umhlatuzana. A análise química indica uma planta tóxica regional e fornece a evidência direta mais antiga conhecida mundialmente desse recurso aplicado à caça.

Onde estavam as pontas de flecha com veneno?

As peças vieram do abrigo Umhlatuzana, em KwaZulu-Natal, na África do Sul. O local guarda camadas de ocupação humana da Idade da Pedra. Os artefatos analisados estavam num nível datado de aproximadamente 60 mil anos e pertenciam a uma tradição de pequenas ferramentas.

O estudo examinou dez micrólitos de quartzo, nome dado a pequenas lascas preparadas para compor ferramentas. Marcas de impacto e resíduos de adesivo apoiam o uso transversal como pontas de flecha. Em vez de uma lâmina grande, o caçador combinava pedra, haste, cola e substância tóxica.

Substâncias vegetais podem ter sido escolhidas pelo efeito que provocavam nas presas

Que substâncias foram identificadas nas pedras?

Análises microquímicas encontraram bupanidrina e epibupanisina em cinco das dez pontas. Esses alcaloides são compostos produzidos por plantas da família Amaryllidaceae do sul da África. A presença conjunta reduz a chance de o sinal ser apenas sujeira ou material moderno sem relação com a arma.

O estudo na Science Advances aponta a Boophone disticha como fonte mais provável. A planta, chamada localmente de gifbol, possui bulbo tóxico e aparece em registros históricos de venenos para flechas. A espécie exata continua sendo uma conclusão química provável, não uma planta escavada junto às pedras.

Como o veneno ajudava numa caçada?

Pontas tão pequenas não dependiam apenas de um ferimento profundo. O veneno vegetal podia agir com atraso, enfraquecendo o animal após o impacto. Isso dava ao grupo tempo para seguir a presa. A arma somava precisão, conhecimento das plantas e paciência, em vez de exigir morte imediata.

Preparar esse recurso exigia reconhecer a planta, retirar a substância, aplicá-la sem se ferir e prever seu efeito. Esse conjunto mostra planejamento de causa e efeito. A interpretação não depende só do formato da pedra, pois agora existe resíduo químico diretamente ligado aos micrólitos usados como projéteis.

A seguir listamos quatro sinais convergentes que sustentam o uso de veneno nessas armas de caça:

  • Pontas de quartzo: o formato e os danos microscópicos combinam com o uso como projétil.
  • Alcaloides tóxicos: dois compostos vegetais apareceram em metade das peças analisadas.
  • Resíduo de adesivo: a mistura ajudava a prender a pedra à haste da flecha.
  • Comparação histórica: flechas mais recentes com veneno apresentaram os mesmos sinais químicos.

Leia também: Novo monumento descoberto no Egito revela o nome de uma autoridade que desapareceu dos registros há mais de 3 mil anos

LeiaTambém

A dimensão e a organização do local desafiam uma imagem tradicional sobre quem vivia naquela região

Um assentamento planejado de 140 hectares surgiu há cerca de 3.600 anos numa região associada a comunidades móveis

02/09/2026
O formato das marcas permitiu investigar qual tipo de animal poderia ter provocado as lesões

Marcas na bacia de um homem enterrado há 1.800 anos revelam a mordida de um grande felino em contexto de arena romana

02/09/2026
A marca provavelmente ficou registrada durante uma etapa da fabricação da peça

Uma impressão completa de mão ficou escondida sob uma peça funerária egípcia durante cerca de 4.000 anos

02/09/2026
O detergente usado na pia produz um tipo de espuma que não combina com o funcionamento da máquina

Detergente de pia na lava-louças: o erro que pode inundar a cozinha

02/09/2026
A preservação de vestígios químicos permitiu investigar uma prática extremamente antiga

Como a equipe confirmou uma descoberta tão antiga?

A equipe comparou os resíduos antigos com flechas sul-africanas coletadas há cerca de 250 anos e com extratos vegetais modernos. As mesmas substâncias apareceram nos materiais de referência. A estabilidade de certos alcaloides ajuda a explicar como uma assinatura química sobreviveu por dezenas de milhares de anos.

O ponto forte é a união de datação, desgaste e química. A camada fornece a idade, as fraturas mostram a função de projétil e os compostos indicam o tóxico. Nenhuma dessas pistas trabalha sozinha. Juntas, elas sustentam a primeira evidência direta conhecida de veneno aplicado a armas pleistocênicas.

A seguir listamos quatro partes da comprovação que transformaram resíduos quase invisíveis em evidência arqueológica:

Logo EM Foco
DADOS EM FOCO
Cadeia da evidência química
Relação entre material analisado, resultado encontrado e significado arqueológico.
Material Resultado Significado
10 micrólitos 5 com alcaloides Resíduo tóxico preservado
Camada arqueológica Cerca de 60 mil anos Idade das pontas
Flechas históricas Mesmos compostos Comparação de referência
Marcas e adesivo Uso como projétil Função da ferramenta

O que a descoberta muda sobre os primeiros caçadores?

Antes desse resultado, usos muito antigos de veneno dependiam principalmente de pistas indiretas. As pontas de Umhlatuzana levam a prova direta para aproximadamente 60 mil anos atrás. Isso amplia a história das armas compostas e do conhecimento vegetal entre grupos humanos do sul da África.

A análise não revela a receita completa, a presa atingida ou quem preparou as flechas. Ela mostra algo mais seguro: cinco pontas conservaram alcaloides tóxicos compatíveis com veneno vegetal. Pedra, planta e planejamento já formavam uma tecnologia de caça muito antes dos registros históricos.

Sua história pode virar reportagem

Conte por texto ou áudio — nomes e endereços viram fictícios antes de qualquer publicação.

Tags: arqueologiacaçaIdade da Pedraveneno vegetal

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Estado de Minas

Política Economia Internacional Nacional Cultura Saúde e Bem Viver EM Digital Fale com EM Assine o Estado de Minas

Entretenimento

Entretenimento Famosos Séries e TV Cinema Música Trends Comportamento Gastronomia Tech Promoções

Estado de Minas

Correio Braziliense

Cidades DF Política Brasil Economia Mundo Diversão e Arte Ciência e Saúde Eu Estudante Concursos Concursos

Correio Web

No Ataque

América Atlético Cruzeiro Vôlei Futebol Nacional Futebol Internacional Esporte na Mídia Onde Assistir

Vrum

Classificados MG Classificados DF Notícias

Lugar Certo

Classificados MG Classificados DF

Jornal Aqui

Cidades Esporte Entretenimento Curiosidades

Revista Encontro

Notícias Cultura Gastrô

Tv Alterosa

Alterosa Alerta Jornal da Alterosa Alterosa Esporte

Sou BH

Tupi FM

Apresentadores Programação PodCasts Melhores da Bola Tupi

© Copyright 2025 Diários Associados.
Todos os direitos reservados.

Estado de Minas - Em foco · EM Box
Sem resultado
Veja todos os resultados
  • Gerais
  • Política
  • Economia
  • Nacional
  • Internacional
  • DiversEM
  • Saúde
  • Colunistas
  • Cultura
  • BBB
  • Educação
  • Publicidade Legal
  • Direito e Justiça Minas
  • Regiões de Minas
  • Opinião
  • Especiais
  • #PRAENTENDER
  • Emprego
  • Charges
  • Turismo
  • Ciência
  • Feminino e Masculino
  • Degusta
  • Tecnologia
  • Esportes
  • Pensar
  • Podcast
  • No Ataque
    • América
    • Atlético
    • Cruzeiro
  • Agropecuário
  • Entretenimento
  • Horóscopo
  • Divirta-se
  • Apostas
  • Capa do Dia
  • Loterias
  • Casa e Decoração
  • Mundo Corporativo
  • Portal Uai
  • TV Alterosa
  • Parceiros
  • Blogs
  • Aqui
  • Vrum
  • Sou BH
  • Assine
  • Anuncie
  • Newsletter
  • Classificados
  • Clube do Assinante
  • EM Digital
  • Espaço do Leitor
  • Fale com o EM
  • Perguntas Frequentes
  • Publicidade Legal Aqui
  • Conteúdo Patrocinado
  • Política de privacidade

© Copyright 2025 Diários Associados.
Todos os direitos reservados.