A Honda CG 160 Titan preserva a proposta urbana que tornou a família CG conhecida no Brasil, mas pouco lembra tecnicamente a motocicleta de 125 cilindradas produzida em Manaus na década de 1970. O modelo atual possui injeção eletrônica, motor flex, partida elétrica e freio a disco nas duas rodas.
Na versão 2026, a Titan também oferece ABS de um canal, farol de LED, painel digital e conexão USB-C. As mudanças mostram como uma motocicleta concebida para ser simples e resistente incorporou novos recursos sem abandonar o motor monocilíndrico arrefecido a ar.

Como a CG se tornou parte das ruas brasileiras?
A primeira Honda CG 125 fabricada no país saiu da linha de Manaus em 1976. Seu motor OHV, conhecido como “varetado”, trabalhava com câmbio de quatro marchas e priorizava durabilidade, manutenção simples e capacidade de enfrentar pavimentos irregulares.
Ao longo das gerações, a cilindrada aumentou, o câmbio recebeu uma quinta marcha e o carburador deu lugar à injeção eletrônica. A família também ganhou diferentes versões, enquanto a denominação Titan passou a identificar a configuração mais equipada da linha CG.
Quais tecnologias diferenciam a Titan atual?
A injeção PGM-FI permite abastecer com gasolina, etanol ou diferentes proporções entre os dois combustíveis.
O sistema de um canal controla o freio da roda dianteira para reduzir a possibilidade de travamento.
A Titan utiliza disco de 240 milímetros na dianteira e outro de 220 milímetros na traseira.
O farol de LED substitui a lâmpada convencional e atualiza a assinatura visual da motocicleta.
Uma tomada permite alimentar dispositivos compatíveis durante os deslocamentos cotidianos.
As informações de condução aparecem em uma tela que substitui os instrumentos analógicos das antigas gerações.
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Como o ABS atua durante uma frenagem?
O sistema ABS monitora a velocidade da roda dianteira. Quando identifica uma tendência de travamento durante uma frenagem intensa, a unidade hidráulica ajusta repetidamente a pressão aplicada ao disco, ajudando o pneu a continuar girando e preservar capacidade direcional.
- O motociclista aciona a alavanca do freio dianteiro.
- O cilindro mestre pressuriza o fluido do circuito hidráulico.
- A pinça aproxima as pastilhas do disco de 240 milímetros.
- Um sensor acompanha a rotação da roda dianteira.
- O sistema identifica quando a velocidade cai de forma compatível com um travamento.
- A unidade hidráulica reduz e reaplica a pressão rapidamente.
- O pneu mantém maior possibilidade de contato controlado com o pavimento.
- O processo se repete enquanto persistir a condição de travamento.
Na CG 160 Titan, o ABS possui apenas um canal e atua no freio dianteiro. A roda traseira também utiliza disco, mas não recebe a mesma intervenção antitravamento. O recurso ainda depende de pneus conservados, calibragem correta e velocidade compatível com a pista.
Quais são os números da Honda CG 160 Titan?
| Motor | Monocilíndrico OHC, quatro tempos e arrefecido a ar |
|---|---|
| Cilindrada | 162,7 cm³ |
| Potência com gasolina | 14,4 cv a 8.000 rpm |
| Potência com etanol | 14,7 cv a 8.000 rpm |
| Torque com gasolina | 1,41 kgf.m a 6.750 rpm |
| Torque com etanol | 1,43 kgf.m a 6.750 rpm |
| Alimentação | Injeção eletrônica PGM-FI com tecnologia FlexOne |
| Transmissão | Câmbio de cinco marchas |
| Partida | Elétrica |
| Capacidade do tanque | 14 litros |
| Freio dianteiro | Disco de 240 mm com ABS de um canal |
| Freio traseiro | Disco de 220 mm, sem atuação do ABS |
| Suspensão dianteira | Garfo telescópico |
| Suspensão traseira | Braço oscilante com dois amortecedores |
| Altura do assento | 796 milímetros |
| Distância do solo | 190 milímetros |
| Peso seco | 120 kg |
| Rodas | Aro 18 na dianteira e na traseira |
O que mudou em relação às primeiras Honda CG?
A CG pioneira utilizava motor de 125 cilindradas, comando OHV acionado por varetas, carburador, câmbio de quatro marchas e equipamentos muito mais simples. A Titan atual adota motor OHC de 162,7 cm³, injeção flex, quinta marcha, partida elétrica e sistemas eletrônicos que não existiam no projeto da década de 1970.
A essência, entretanto, continua baseada em um motor monocilíndrico refrigerado a ar, chassi de aço e suspensões de curso adequado ao uso urbano. A Honda não divulga um consumo único para todas as condições, pois autonomia e rendimento mudam conforme combustível, carga, velocidade, manutenção e modo de pilotagem. O tanque de 14 litros, portanto, não determina sozinho quantos quilômetros a moto percorre.




