Dois muros de pedra em uma área isolada da Serra da Fumaça chamaram atenção durante expedições feitas no interior da Bahia. A Universidade Federal do Vale do São Francisco anunciou a identificação de um novo sítio, mas a idade, a função e a origem das estruturas ainda precisam de estudos feitos por arqueólogos.
Onde os muros de pedra foram encontrados?
Os muros foram encontrados na Serra da Fumaça, em Pindobaçu, no norte da Chapada Diamantina. A região montanhosa reúne vegetação, nascentes, áreas usadas para criação de animais e uma comunidade quilombola.
Segundo a notícia publicada pela Univasf sobre a descoberta, as estruturas ficam em uma parte isolada da floresta. Os dois muros de rocha têm cerca de 20 metros de comprimento.

Como os pesquisadores chegaram às estruturas?
Os muros apareceram durante um inventário das construções feitas por pessoas na serra. O objetivo inicial era mapear sinais de ocupação humana e entender os impactos dessas atividades sobre a região.
O trabalho da equipe da Univasf reuniu diferentes etapas antes que as estruturas fossem apontadas como um possível sítio arqueológico:
O que os muros permitem afirmar até agora?
É possível afirmar que existem estruturas de pedra construídas por pessoas e que elas merecem análise arqueológica. Ainda não há base para dizer quem fez os muros, quando foram erguidos ou qual era sua função.
A equipe comunicou a descoberta ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. A partir disso, arqueólogos podem avaliar o local com os métodos próprios da área.
Alguns limites precisam ficar claros:
- Idade desconhecida: não foi apresentada uma datação das estruturas.
- Autoria desconhecida: não se sabe qual grupo construiu os muros.
- Função desconhecida: as pedras podem ter servido para diferentes atividades.
- Sem cidade perdida: não foram relatadas ruas, casas ou uma cidade escondida.
- Classificação pendente: a análise especializada ainda precisa confirmar e registrar o sítio.
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Por que o possível sítio precisa ser preservado?
A preservação evita que intervenções apaguem informações antes que elas sejam estudadas. Um muro pode guardar pistas em sua posição, no tipo de pedra, no solo ao redor e na relação com outros vestígios.
O Iphan explica como o patrimônio arqueológico é protegido e orienta que elementos de possível interesse sejam comunicados ao órgão:
O que falta para a descoberta ser concluída?
Falta uma pesquisa coordenada por arqueólogos e autorizada pelo Iphan. O trabalho pode incluir prospecção, registro detalhado, análise do solo, estudo das pedras e busca por outros vestígios associados.
O procedimento para autorizar pesquisas arqueológicas exige um projeto enviado ao órgão. Só essa investigação poderá esclarecer a origem e o uso das estruturas.
Por enquanto, os muros são uma descoberta importante cercada por perguntas abertas.




