O resgate encerra a situação de abuso, mas a pessoa ainda precisa reconstruir renda, moradia e segurança. Uma lei publicada em julho de 2026 ampliou essa proteção. O trabalhador resgatado em fiscalização oficial passou a ter 6 parcelas de seguro-desemprego, enquanto a prioridade no Bolsa Família depende dos critérios de renda e das demais regras do programa.
O que mudou para quem é resgatado de trabalho semelhante à escravidão?
A principal mudança foi o aumento do seguro-desemprego de 3 para 6 parcelas. Cada pagamento corresponde a 1 salário mínimo, desde que a pessoa tenha sido identificada e resgatada em uma ação de fiscalização do Ministério do Trabalho e Emprego.
A Lei nº 15.455/2026 também criou prioridade no Bolsa Família para quem cumprir os critérios do programa. A norma entrou em vigor em 2 de julho de 2026, data de sua publicação no Diário Oficial da União.

Como funcionam as 6 parcelas do seguro-desemprego?
O benefício nasce do resgate confirmado pela fiscalização trabalhista. O texto atualizado da Lei nº 7.998/1990 também mantém o encaminhamento para qualificação e recolocação pelo Sine.
Em 2026, o salário mínimo nacional é de R$ 1.621. Os pontos centrais da nova proteção são:
O que é preciso para ter prioridade no Bolsa Família?
A prioridade não libera o benefício de forma automática. A pessoa resgatada precisa estar dentro das regras de entrada do Bolsa Família, inclusive com os dados registrados no Cadastro Único.
Em 2026, a página oficial do Bolsa Família informa renda mensal de até R$ 218 por pessoa para a entrada no programa. Na prática, o trabalhador precisa:
- Ter o resgate reconhecido: a situação deve ser identificada em fiscalização oficial.
- Estar no CadÚnico: o cadastro reúne a renda, a moradia e a composição da família.
- Cumprir o limite de renda: a renda mensal por pessoa deve ficar dentro da regra vigente.
- Aguardar a análise: a prioridade não elimina a verificação dos dados e das exigências.
- Manter o cadastro atualizado: mudanças na família, no endereço ou na renda devem ser informadas.
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Quais proteções extras valem para o trabalho doméstico?
O trabalho doméstico recebeu medidas próprias porque o serviço acontece dentro de uma residência. Quando a redução a condição semelhante à escravidão é constatada, autoridades e órgãos de fiscalização devem acionar formas de proteção.
A Lei Complementar nº 150 atualizada separa as medidas conforme a necessidade da vítima:
Quem não recebe automaticamente essas novas proteções?
As 6 parcelas não são liberadas apenas por uma denúncia ou por uma relação de trabalho ruim. A lei exige que a pessoa seja identificada como submetida a trabalho forçado ou a condição semelhante à escravidão em ação oficial de fiscalização.
A prioridade no Bolsa Família também não elimina os critérios do programa. Quem está acima da renda de entrada ou possui cadastro incompleto pode não receber o benefício. A lei ampliou a rede de proteção, mas cada medida continua ligada às condições escritas na norma.




