Uma dívida cara pode ser substituída por um empréstimo com parcela retirada diretamente do salário. O Crédito do Trabalhador permite pedir propostas pela Carteira de Trabalho Digital e comparar bancos. A troca não é automática, e o trabalhador continua devendo caso seja demitido antes do fim do contrato.
Quais dívidas podem ser trocadas pelo novo consignado?
O programa foi criado para substituir dívidas com juros altos por um crédito ligado ao vínculo de emprego.
As perguntas frequentes do Ministério do Trabalho e Emprego citam estas dívidas:
- Rotativo do cartão: saldo que não foi pago por completo na fatura.
- Cheque especial: limite usado quando a conta fica sem dinheiro.
- Empréstimo pessoal: crédito sem garantia contratado diretamente no banco.
- Carnê: dívida parcelada com financeira ou loja.
- Consignado antigo: contrato ligado ao emprego que pode passar por migração ou portabilidade.
A troca só vale a pena quando o novo custo total fica menor. Uma parcela mais baixa pode esconder um prazo muito mais longo.

Quem pode pedir propostas pelo aplicativo?
Podem participar trabalhadores com carteira assinada que tenham vínculo elegível e margem disponível.
O programa inclui empregados de empresas comuns, trabalhadores domésticos, rurais e pessoas contratadas por microempreendedor individual.
O trabalhador autoriza o acesso a dados básicos, como CPF, salário e tempo de empresa. Os bancos habilitados enviam propostas, mas cada instituição decide se aprova ou nega o crédito.
Como pedir e comparar as propostas?
O pedido pode começar na Carteira de Trabalho Digital, sem necessidade de aceitar a primeira oferta recebida.
O processo funciona assim:
- Abrir o aplicativo: o trabalhador entra na área do Crédito do Trabalhador.
- Autorizar os dados: informações necessárias são enviadas aos bancos habilitados.
- Receber propostas: as ofertas podem chegar em até 24 horas.
- Comparar o custo: taxa, prazo, parcela e valor total devem ser analisados.
- Escolher o banco: a contratação só ocorre após a aceitação do trabalhador.
- Acompanhar a folha: as parcelas aparecem na Carteira de Trabalho Digital.
A margem pode comprometer até 35% do salário usado no cálculo, sem incluir valores variáveis, como horas extras.
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O FGTS precisa ser usado como garantia?
Não. O trabalhador pode escolher se deseja oferecer garantias ligadas ao FGTS e à rescisão.
Um comunicado do eSocial publicado em 2026 apresenta as garantias disponíveis:
O que acontece com a dívida depois da demissão?
A dívida continua existindo mesmo quando o trabalhador perde ou deixa o emprego.
As garantias podem ser usadas conforme o contrato e o tipo de desligamento. Se ainda restar saldo, a pessoa pode pagar com recursos próprios, renegociar ou ter a cobrança ligada a um novo vínculo.
Trocar uma dívida cara ajuda, mas não transforma o empréstimo em dinheiro gratuito.




