Retirar profundamente a cutícula pode deixar as unhas com aparência bem limpa, porém também rompe uma barreira natural. A remoção da cutícula cria pequenas aberturas entre a pele e a unha, facilitando a entrada de água, bactérias e fungos. O resultado pode ser dor, vermelhidão, inchaço e até formação de pus.
Por que a cutícula protege a unha?
A cutícula forma uma espécie de selo entre a pele e a unha. Essa camada fina fecha um espaço que poderia servir de entrada para umidade, produtos químicos e micróbios.
A Sociedade Brasileira de Dermatologia orienta que essa estrutura não seja removida. A entidade explica que a perda da proteção deixa a unha mais exposta à entrada de fungos e bactérias. A American Academy of Dermatology também recomenda não cortar nem empurrar a cutícula. O cuidado ajuda a proteger a raiz da unha e a pele ao redor.

O que pode acontecer quando a cutícula é retirada profundamente?
A retirada profunda pode causar cortes pequenos, sangramento e perda do selo protetor. Mesmo uma lesão quase invisível consegue abrir caminho para micróbios presentes na pele, na água ou em instrumentos.
A reação não acontece em todas as manicures, mas alguns fatores aumentam o risco:
Como reduzir o risco durante a manicure?
A forma mais segura é manter a cutícula e cuidar de sua aparência com hidratação. Puxar, cortar profundamente ou empurrar a pele com força não é necessário para aplicar esmalte.
Alguns cuidados ajudam a proteger as unhas:
- Não retire profundamente: peça para preservar a camada que fica unida à unha.
- Hidrate a região: cremes próprios ajudam a reduzir pele seca e pontas levantadas.
- Não arranque peles: puxar um pedaço solto pode aumentar o corte e provocar sangramento.
- Observe os instrumentos: alicates e espátulas reutilizados precisam passar por limpeza e esterilização.
- Prefira itens descartáveis: lixas e palitos usados em outra pessoa não devem ser reaproveitados.
- Interrompa se houver dor: a manicure não deve continuar cortando uma área machucada.
A Anvisa orienta verificar a esterilização dos materiais. A responsabilidade pela fiscalização dos salões fica com a Vigilância Sanitária municipal.
Quem costuma retirar toda a cutícula no salão vai curtir esse vídeo selecionado do canal da Dra. Renata Sitonio, em que a dermatologista explica por que essa pele protege a região da unha e como a retirada profunda pode facilitar inflamações e infecções:
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Quais sinais podem indicar paroníquia?
A paroníquia, inflamação da pele ao redor da unha, costuma causar dor, vermelhidão e inchaço. Nos quadros agudos, também pode surgir calor local e uma pequena bolsa de pus.
A Sociedade Brasileira de Dermatologia relaciona a paroníquia à perda da cutícula por alicate, pequenos traumas e contato com substâncias irritantes.
Os sinais ajudam a separar uma sensibilidade passageira de um quadro que precisa de atenção:
Quando é necessário procurar um dermatologista?
A avaliação médica é indicada quando a dor e o inchaço pioram, aparece pus ou a vermelhidão se espalha. Mudanças na cor, no formato ou no crescimento da unha também precisam de atenção.
Pessoas com diabetes, baixa imunidade ou problemas de circulação devem buscar orientação mais cedo. Nesses grupos, uma infecção pequena pode exigir cuidado especial.
Não use antibióticos, pomadas ou receitas caseiras sem orientação. Manter a cutícula preservada é mais simples do que tratar uma infecção ao redor da unha.




