Sentir uma batida forte ou uma falha isolada nem sempre indica doença. Mas a palpitação cardíaca que se repete, dura mais tempo ou vem com falta de ar, dor no peito e tontura precisa ser investigada. O cardiologista Guilherme Fenelon, coordenador do Centro de Arritmia do Einstein, atua justamente na avaliação desses distúrbios do ritmo.
O que é uma palpitação e por que ela acontece?
A palpitação é a percepção dos batimentos do coração. A pessoa pode sentir o peito pulsar com força, o ritmo acelerar, uma pausa curta ou uma sequência de batidas irregulares.
Esforço físico, susto, ansiedade, febre, desidratação, cafeína e alguns medicamentos podem alterar o ritmo sem que exista uma doença cardíaca. Porém, anemia, problemas na tireoide e diferentes tipos de arritmia também podem provocar a mesma sensação.

Quais sinais mostram que a palpitação deve ser investigada?
A investigação ganha importância quando o sintoma muda o padrão habitual da pessoa. Episódios repetidos, prolongados ou surgidos em repouso não devem ser explicados apenas como nervosismo sem uma avaliação.
O alerta da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo orienta procurar atendimento diante de palpitações persistentes e sintomas associados:
O que deve ser anotado antes da consulta?
O relato do episódio ajuda o cardiologista a escolher os exames. Uma palpitação que começa e termina de repente pode ter uma origem diferente daquela que cresce aos poucos após esforço, café ou estresse.
O guia do Einstein sobre arritmias mostra que fatores cardíacos e não cardíacos podem alterar os batimentos. Durante um novo episódio:
- Anote o horário: registre quando a palpitação começou e quanto tempo durou.
- Observe o início: perceba se o coração acelerou de repente ou aos poucos.
- Registre o ritmo: tente notar se as batidas estavam rápidas, fortes ou irregulares.
- Liste os gatilhos: informe exercício, café, bebida energética, álcool, estresse ou medicamento.
- Marque outros sintomas: inclua dor, falta de ar, suor frio, fraqueza, tontura e desmaio.
Quem tem arritmia cardíaca e quer saber se pode se exercitar, vai curtir este vídeo do canal Einstein Hospital Israelita, com mais de 11 mil visualizações, que explica os cuidados antes da atividade física.
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Quando a palpitação vira uma situação de urgência?
Palpitação acompanhada de dor no peito, falta de ar importante, desmaio ou fraqueza intensa exige atendimento imediato. A pessoa não deve dirigir até o hospital quando estiver prestes a desmaiar.
A American Heart Association diferencia uma batida isolada dos episódios prolongados e acompanhados de novos sintomas:
Quais exames podem identificar uma alteração no ritmo?
O eletrocardiograma é o exame mais comum para registrar a atividade elétrica do coração. O problema é que uma palpitação passageira pode terminar antes de a pessoa chegar ao consultório.
O Instituto Nacional do Coração, Pulmão e Sangue dos Estados Unidos explica que o Holter e outros monitores registram o ritmo durante as atividades diárias. Exames de sangue também podem procurar anemia, alterações da tireoide e desequilíbrios de sais minerais.




