Fundada por 55 colonos alemães em 1860, Brusque lidera o ranking nacional de segurança em 2025. A antiga Colônia Itajahy, encravada no Vale do Itajaí, catarinense, guarda casarões enxaimel, o Berço da Fiação do país e uma rotina que atraiu 155 mil moradores em busca de tranquilidade europeia com contracheque em real.
A cidade que desbancou Jaraguá do Sul no ranking nacional
O feito veio pelo Anuário Cidades Mais Seguras do Brasil 2025, publicado pela MySide com base em dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e do Painel de Monitoramento de Mortalidade da Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente. Brusque registrou o menor índice entre as cidades brasileiras com mais de 100 mil habitantes, saltando da 13ª colocação direto para o topo nacional.
Foi a primeira vez que Jaraguá do Sul, também catarinense, perdeu a liderança. A Secretaria de Estado da Segurança Pública de Santa Catarina (SSP-SC) destacou que o pódio nacional é 100% catarinense: Brusque em primeiro, Jaraguá em segundo e Tubarão em terceiro. No Atlas da Violência 2026 do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), a cidade aparece em segundo lugar entre municípios com mais de 100 mil habitantes.

Qualidade de vida com IDHM 0,795 e economia têxtil forte
O apelido Berço da Fiação Catarinense vem de 1892, quando o imigrante alemão Cônsul Carlos Renaux fundou a primeira tecelagem da cidade. A tradição segue ativa: hoje o município concentra cerca de um terço da indústria têxtil de Santa Catarina e abriga marcas como Havan, criada por Luciano Hang em 1986.
Segundo o IBGE, Brusque tem taxa de escolarização entre 6 e 14 anos de 99,26%, uma das mais altas do país. O Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) é 0,795, classificado como alto pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). O ensino técnico e superior conta com o Instituto Federal Catarinense (IFC), Campus Brusque, e a mão de obra da indústria é qualificada pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI).

O que a cidade oferece a quem mora e a quem visita?
A rotina brusquense mistura Mata Atlântica preservada no centro, museus da imigração e o maior circuito de pronta-entrega têxtil do sul. As atrações ficam a poucos minutos umas das outras.
- Parque Zoobotânico: 120 mil m² de mata nativa com mais de 200 animais, inaugurado em 1992 pela Prefeitura de Brusque. Ingresso adulto de R$ 10.
- Santuário Nossa Senhora de Azambuja: igreja de 1876 com duas torres de 40 metros e festa religiosa em agosto que reúne cerca de 80 mil devotos.
- Parque das Esculturas Ilse Teske: acervo a céu aberto com dezenas de obras em mármore esculpidas por artistas de várias nacionalidades, entrada gratuita.
- Fenarreco (Festa Nacional do Marreco): acontece em outubro, com desfiles, chope artesanal e o marreco recheado herdado dos imigrantes alemães.
- Praça Sesquicentenário: em frente à Prefeitura, área verde com pista de skate, chafariz e wi-fi gratuito.
- Rodovia Antônio Heil (SC-486): concentra dezenas de shoppings de fábrica como FIP, Moda Center e Catarina Fashion Outlet.
Quem busca conhecer o Vale Europeu catarinense, vai curtir esse vídeo especialmente selecionado do canal Leo e Fabi, que conta com mais de 67 mil visualizações, onde os apresentadores mostram a infraestrutura, a rota de compras e os traços da colonização germânica e italiana em Brusque:
Como chegar a Brusque saindo de Belo Horizonte
A distância entre Belo Horizonte e Brusque é de cerca de 1.212 km por rodovia, seguindo pela BR-381 (Fernão Dias), BR-116 (Régis Bittencourt), BR-101 e SC-486, num trajeto de 14 a 15 horas de carro. De ônibus, a viagem via São Paulo com conexão soma cerca de 20 horas pela Auto Viação Catarinense ou Gadotti.
De avião, o aeroporto mais próximo é o Aeroporto Internacional de Navegantes (NVT), a 45 km da cidade, segundo a Prefeitura de Brusque. Também é possível voar para Florianópolis (FLN), a 102 km, e seguir de carro por cerca de 1h30.
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Vale conhecer Brusque
Poucas cidades brasileiras combinam o topo do ranking nacional de segurança com escolarização quase universal e uma cultura europeia preservada há 165 anos. Brusque cresceu no ritmo dos teares e mantém a serenidade das colônias alemãs do século 19.
Você precisa conhecer Brusque e sentir por que essa cidade catarinense virou o novo endereço de quem troca o barulho da capital pela calma de uma vila com sotaque europeu.




