Antes de existir de fato, Belo Horizonte já existia na prancheta. A capital de Minas Gerais foi uma das primeiras grandes cidades planejadas do Brasil, desenhada do zero com avenidas largas e ruas em malha geométrica. Mais de um século depois, a metrópole de montanhas ao fundo virou referência de arquitetura, gastronomia e qualidade de vida.
Por que Belo Horizonte foi construída do zero?
Porque Minas Gerais queria uma capital moderna no lugar de Ouro Preto, cuja topografia de montanhas dificultava o crescimento. Segundo o Portal Oficial de Belo Horizonte, a cidade foi projetada pelo engenheiro Aarão Reis entre 1894 e 1897, sobre a área do antigo arraial do Curral del Rei.
O traçado se inspirou em cidades como Washington e Paris, com uma malha de ruas retas cruzada por avenidas diagonais. A nova capital foi inaugurada em 12 de dezembro de 1897 com o nome de Cidade de Minas, trocado para Belo Horizonte em 1906. Curiosamente, nem tudo saiu do papel: várias propostas do projeto original nunca foram construídas.

O que torna a Pampulha tão especial?
A Pampulha guarda a primeira grande obra moderna de Oscar Niemeyer, encomendada nos anos 1940 pelo então prefeito Juscelino Kubitschek. O conjunto à beira da lagoa reúne a Igreja de São Francisco de Assis, a Casa do Baile e o museu de arte, com jardins de Burle Marx e painéis de Portinari.
Em 2016, o Conjunto Moderno da Pampulha entrou para a lista de Patrimônio Cultural da Humanidade da UNESCO, conforme registra o portal de turismo de Minas Gerais. A própria lagoa tem seus moradores curiosos: jacarés-de-papo-amarelo vivem nas águas e às vezes aparecem na orla, sem oferecer perigo à população.

Por que BH é chamada de capital dos botecos?
Porque o boteco é uma instituição social na cidade, com uma das maiores concentrações de bares por habitante do país. É no balcão que o mineiro fecha negócio, comemora e prova petiscos como o fígado com jiló e o torresmo de barriga.
O coração dessa cultura é o Mercado Central, um labirinto de aromas onde se encontram queijos da Canastra, cachaças artesanais e artesanato. A cena gastronômica é tão forte que rendeu à cidade o reconhecimento da UNESCO como Cidade Criativa da Gastronomia.
Como é morar e o que fazer na capital mineira?
Belo Horizonte equilibra a estrutura de metrópole com uma rotina mais leve, o que rende bons índices de qualidade de vida entre as capitais. A cidade reúne parques arborizados, vida cultural intensa e bairros de perfis variados, do boêmio Santa Tereza à sofisticada Savassi.
Para o visitante, o roteiro vai além da Pampulha. O Circuito Liberdade reúne museus e centros culturais em antigos prédios públicos, o Parque das Mangabeiras oferece trilhas e mirantes, e a cerca de uma hora da capital, em Brumadinho, está o Inhotim, um dos maiores museus de arte a céu aberto do mundo.
Quem quer descobrir o que fazer na capital mineira e região, vai curtir esse vídeo especialmente selecionado do canal Rolê Família, que conta com mais de 74 mil visualizações, onde os apresentadores mostram parques, botecos e um roteiro com 16 atrações imperdíveis em Belo Horizonte – Minas Gerais:
Quando ir e como chegar a Belo Horizonte?
O clima é tropical de altitude, com verões chuvosos e invernos secos e amenos. As temperaturas raramente chegam a extremos, o que torna a cidade agradável o ano inteiro.
Temperaturas aproximadas com base no Climatempo. Condições podem variar.
A capital mineira é servida pelo Aeroporto Internacional de Confins, na região metropolitana, com voos de todo o país. De carro, fica a cerca de 440 km de São Paulo e 440 km do Rio de Janeiro, num cruzamento de rodovias que facilita o acesso ao interior.
Conheça a Beagá planejada
Poucas capitais reúnem arquitetura premiada, montanhas no horizonte e uma cultura de boteco tão viva como Belo Horizonte. A cidade que nasceu no papel ganhou alma de interior sem abrir mão da grandeza de metrópole.
Você precisa visitar Belo Horizonte e sentir o ritmo da capital onde o pão de queijo é levado tão a sério quanto a arquitetura.




